Blog do Milton Neves

Deixe aqui sua mensagem para Ted Boy Marino e leia a carta que ele nos enviou!

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Ted Boy Marino foi nosso Éder Jofre de fantasia!

Quem tem mais de 40 anos ficou muito triste com a morte de Mario Marino, o querido Ted Boy Marino.

Torcedor do Fluminense, o saudoso lutador deixou esposa e três filhos. Morreu na quinta-feira, dia 27, no Rio de Janeiro, vítima de parada cardíaca, após mais de nove horas passando por uma cirurgia de emergência por conta de uma trombose.

Italiano radicado no Brasil, fez sucesso nos ringues de Telecatch da TV Excelsior durante a década de 60. (clique aqui e veja mais fotos de Ted Boy Marino)

Ted Boy foi o precursor do tão adorado MMA, mas nunca precisou tirar sangue de alguém para empilhar montanhas de fãs.

Ao contrário da selvageria banalizada de hoje em dia, nas “lutas combinadas” os golpes não eram para acertar, mas a emoção não ficava de lado. (conheça o brasileiro campeão de MMA)

Com saltos e piruetas circenses, sempre bem ensaiados, os astros da Luta Livre tornavam-se heróis e vilões da televisão.(conheça mais da história do Telecatch)

Como esquecer o Múmia, o Aquiles ou o Verdugo, que eram sempre batidos pelo Tigre Paraguaio, pela Electra e, claro, pelo incrível Ted Boy. (relembre a história do vilão do Telecatch)

Confira abaixo a carta enviada pelo saudoso lutador:

“Sou italiano, da Calábria. Vim para Buenos Aires em 1953, no porão de um navio, aos 12 anos de idade, junto com meus pais e mais 5 irmãos. Trabalhava como sapateiro em Buenos Aires, mas aproveitava todo o tempo livre para treinar luta livre e praticar halterofilismo. Em 1962 já estava participando de Telecatchs nos canais 9 de Buenos Aires e 12 de Montevidéu.

Cheguei ao Brasil em novembro de 1965, aos 24 anos. Fui trazido por um empresário (Teti Alfonso) com mais 5 lutadores e contratado pela TV Excelsior. Os dois grandes programas da época eram o da Jovem Guarda e o Telecatch. Fiz parte da primeira formação dos Os Trapalhões (na época se chamava Os Adoráveis Trapalhões) na Excelsior, criado por Wilton Franco e contava, além de mim, com Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Renato Aragão. Foi um sucesso tão estrondoso que a Globo acabou comprando o meu passe.

Na Globo participei de 4 programas e aparecia quase que diariamente na telinha. De segunda a sexta tinha Os Astrais, na parte da tarde, onde eu apresentava desenhos animados. Também de segunda a sexta, antes do Jornal Nacional, entrava a minha novelinha Orion IV x Ted Boy Marino, onde eu combatia vilões. Nas terças, era a vez do Ô que Delícia de Show, um programa de variedades, onde eu apresentava cantores e números circenses, junto com a falecida Célia Biar. Aos sábados o grande clímax do Telecatch, no horário nobre das 9 às 10 da noite e também aos domingos (em São Paulo, ao vivo).

Hoje, vivo do que plantei ao longo de minha carreira. Estou aposentado e meus planos não têm nada de absurdo. Várias tendências da TV internacional emplacam no Brasil, e os programas de Telecatch são um grande sucesso nos EUA, Alemanha, Inglaterra e México.

Antigamente era só alegria. Hoje sofro em torcer para o Fluminense. Estou trabalhando em torno de um projeto para a volta do programa Telecatch na TV brasileira.

Ted Boy Marino”

Quais lembranças você tem do incrível Ted Boy Marino?

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