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Blog do Milton Neves

Categoria : Tema Livre

FIFA picareta: Vital Battaglia, o primeiro a denunciar!
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Milton Neves

vital

Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Saiu na mídia do mundo: mais 80 milhões de dólares embolsados em cinco anos pela “Trinca Fifista” Blatter, Valcke e Kattner!

Que trio fantástico de ataque ao dinheiro do futebol do mundo, hein?

Fora as outras “milhares” de rapinagens já descobertas até pelo FBI.

E, depois dessa, aumenta ainda mais minha saudade de Vital Battaglia, auto aposentado do jornal, do rádio, da TV e da internet.

Uma pena.

Ele foi o nosso primeiro algoz da FIFA, então “entidade santa”.

Que falta faz Battaglia!

Foi em 1975 que conheci pessoalmente e para valer a Vital Battaglia.

Ele já era estrela da mídia impressa há anos e de vez em quando participava no estúdio do “Jornal de Esportes”, de Cândido Garcia, na Rádio Jovem Pan I AM.

Naquele jornal, que já foi épico, Paulo Machado de Carvalho, humildemente serviu de padrinho de inauguração em 1973 na avenida Miruna, 713, Aeroporto.

Nele, eu era locutor-cuco: só podia dar a hora certa e não me era permitido fazer perguntas ao entrevistado no estúdio ou por telefone, algo então espécie de novidade, coisa rara.

“Você é ainda calça branca (novato), procure aprender que te deixo perguntar. Mas escreva a pergunta antes que verei se é boa ou simplória”, dizia sempre o saudoso Cândido Garcia, o Morcego, meu doce censor.

E Battaglia, quando aparecia, basicamente fazia perguntas “padrão Joaquim Barbosa”: só porrada!

Era o mais combativo jornalista esportivo do então top “Jornal da Tarde”, do Grupo Estado.

Ele foi levado para a Jovem Pan pelas mãos de Osmar Santos, no auge da carreira.

Osmar era um Neymar!

Antes, em 1973, Osmar me colocou também no futebol da emissora no lugar de Fausto Silva, hoje “Faustão”.

Virei o “Plantão Esportivo Permanente”, como reserva de Narciso Vernizzi.

Até então, era apenas repórter rodoviário aos sábados e domingos e setorista de trânsito no Detran e nas ruas de São Paulo, no início das manhãs e finais de tarde.

E aí veio para a equipe Vital Battaglia, contratado.

Logo de cara, sempre austero e azedo, o “Geraldo Bretas moderno, mais novo e erudito”, como eu o chamava, marcou território com seu “jornalismo investigativo”.

Como comentarista, no lugar de Leônidas da Silva, estreou no Parque Antártica, dia 9 de outubro de 1975, quinta-feira, naquele Corinthians 0 x 0 Sport do Recife, ao lado da novidade José Silvério, outro filho de Osmar Santos.

Substituto do curitibano Willy Gonser, que foi para Belo Horizonte, Silvério estreou “voando” e impressionou a Vital Battaglia: “Nunca a bola rolou tão rápido no rádio”, escreveu no Jornal da Tarde.

Mas aí, também em 1975, em rara entrevista ao vivo por telefone, o todo poderoso João Havelange foi confrontado por Battaglia ao final de seu primeiro ano como presidente da FIFA.

“A sua FIFA me lembra o Vaticano, antes duas entidades acima de quaisquer suspeitas, mas agora sustento que nem tudo é tão honesto. E pergunto se a FIFA não vem fazendo negociatas em direitos e patrocínios, e até conchavos políticos que o elegeram no lugar de Sir Stanley Rous, sem parceiro, no ano passado”, perguntou na lata.

Havelange, antes de bater o telefone, encerrando a entrevista, só respondeu que “quem é o maior acionista da Viação Cometa não precisa e não faz negociata financeira ou conchavos”.

Assustado com aquilo, o “calça branca” aqui “brigou” fora do ar com Battaglia: “Você é muito bom, mas foi desrespeitoso com o homem. A FIFA é muito séria, como o Vaticano”, disse a ele.

Battaglia, com aqueles lábios de italiano tipo “boca de cabrito”, resmungou que eu precisava crescer.

Ele tinha razão, e como tinha, e hoje pergunto se Stanley Rous e Havelange não fizeram um acordo para o Brasil não ganhar a Copa de 1966 e “estragar o produto Copa do Mundo”, que seria desvalorizado com nossa seleção tri em 58, em 62, em 66 e fazendo o Mundial “ perder a graça”?

Sei lá, mas a verdade é que um cartola (Havelange) sucedeu o outro (Stanley Rous) na segunda Copa seguinte e o Brasil “jogou mesmo” para perder a Copa de 66, “não é possível”!

É “a única explicação” para a seleção brasileira ter viajado para Liverpool sem o ícone e dispensado Paulo Machado de Carvalho, por ciúmes de Havelange, e sem Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Roberto Dias, Dino Sani, Rivellino, Servílio e Ademir da Guia.

Foram só veteranos superados, jogadores comuns como Fidélis, uns bons como Gérson, Lima e Tostão, ao lado do baleado Pelé e de um magistral Edu, não escalado.

Jogamos para perder, Vital Battaglia?

Mas duro mesmo foi o jornalismo ter perdido você!

Opine!!!


O atual Boca é comum, o São Paulo também. E viva o Maicon!
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Milton Neves

Gol de Maicon foi decisivo para continuidade do São Paulo na Libertadores

Foto: UOL

Deveria saber e não sabia.

Maicon, o nosso melhor beque-beque atuando aqui ou fora, foi do Cruzeiro e estava meio que escondido em Portugal.

Quem o trouxe?

Quem o bancou?

Que contratação!

Sozinho, Maicon já teve melhor custo-benefício para o São Paulo do que os “800” jogadores que Alexandre Mattos levou para o Palmeiras, torrando uma tonelada de verdinhas pelo Verdão.

Só que nem seu padrinho tricolor acreditava em vida longa do time na Libertadores.

Daí o contrato de Maicon vai só até 30 de junho.

Agora, com o Corinthians de olho nele, a contratação em definitivo ficou bem difícil.

Até porque o FC do Porto também sacou que estava perdendo um zagueiraço a ser ainda muito valorizado.

E como português de burro não tem nada, a turma da terra do nobre vinho-licor já bem sabe que sua joia logo estará na Seleção Brasileira e aí seu prestígio e valor subirão de Pêra-Manca para Barca Velha, outros dois craques da vinicultura portuguesa.

Maicon, além de “goleiro”, de artilheiro e versátil, é um zagueiro com cara de zagueiro intimidador, tem habilidade e a liderança natural e típica dos antigos donos da mítica camisa 3.

Está aí, Dunga, a colher de chá que o São Paulo te deu e que você também não soube ver.

Já que você não gosta mesmo do soberbo Thiago Silva, chega de beques que têm mais fama do que bola, tipo David Luiz.

E nossa Libertadores, hein?

Sobrou só o São Paulo, o pior dos cinco brasileiros na pré-análise de 11 de cada 12 comentaristas esportivos.

Estão vendo mais uma vez como o imponderável é o grande oxigênio da bola e fundamental para a eterna liderança do futebol diante de todas as outras modalidades esportivas?

As classificações épicas de Boca Juniors e Atlético Nacional na quinta-feira também atestam isso.

Já em Belo Horizonte, pela “lógica”, daria Galo, o melhor elenco da América do Sul.

Mas com o mico Robinho hoje só cumprindo tabela, um Lucas Pratto nota 1, Leonardo Silva e Erazo pulando a grossura de uma gillette, Dátolo machucado, Victor catando borboletas e o péssimo Diego Aguirre enxergando tanto quando Ray Charles, a seleção alvinegra de Minas ficou pelo caminho.

E eu disse há mais de 20 dias que Aguirre, independentemente do resultado diante do clube do Morumbi, deixaria o Galo e Marcelo Oliveira assumiria o seu lugar.

Não deu outra!

Agora vêm aí os temíveis argentinos, os ótimos colombianos, os aguerridos mexicanos do Pumas ou os entusiasmados jogadores do Independiente del Valle do novo futebol equatoriano.

O São Paulo, de novo, é o pior dos semifinalistas e vai enfrentar o milagroso e compacto Atlético Nacional de Medellín, apostando mais uma vez na imprevisibilidade do futebol.

Afinal, o que é mais uma zebra a pastar no velho Morumbi deste São Paulo que, nem de longe, imaginava que poderia ser campeão de novo da Libertadores em meio a sua impressionante crise ética, política e técnica?

E já pensaram numa final inédita entre Boca e São Paulo?

Dois grandes campeões de tudo, atualmente com elencos nota 5,97.

Nesta hipotética final, apostaria no São Paulo, porque zebra boa, mas boa mesmo, é aquela que pasta do começo ao fim, livrando-se das terríveis investidas dos leões, leoas, leopardos, hienas e de outros predadores da savana.

Mas cuidado com o Boca, mesmo hoje com um time dos mais “inofensivos”.

É que time argentino bom, mas bom mesmo, é time argentino eliminado.

OPINE!!!


Tite é o cara, Cielo já era e Denis também
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Milton Neves

bFoto: Flavio Florido/UOL

Sabem aquela “novíssima” máxima segundo a qual fulano consertou o avião em pleno voo?

É o caso do comandante Tite que pilota Teco Teco, Pilatus, Boeing, Fokker ou Airbus.

Já consertou o avião do Corinthians mesmo sem as turbinas que foram voar na China.

E, exageros à parte ou não, entendo que o “Águia de Haia dos Pampas” já virou titular do “Quarteto de Ouro” dos treinadores do mundo.

Guardiola, Tite, Simeone e Mourinho.

Escolha você a ordem.

Só que o Guardiola, de quem se esperava mais no Bayern, vai para o Manchester City e já entregou a relação dos craques que ele pretende que o milionário clube inglês contrate.

Ele quer “só” jogadores tipo Banks; Carlos Alberto Torres, Figueroa, Roberto Dias e Marinho Chagas; Beckenbauer, Cruyff e Ademir da Guia; Garrincha, Pelé e Maradona (ou Messi).

Ora, Guardiola, com os jogadores dos seus sonhos, você torna-se dispensável.

No caso, aí, é só colocar como técnico do City Lula Pereira, Jair Picerni, Péricles Chamusca, Roberto Cavalo, Celso Roth, Joel Santana ou Lazaroni que o sucesso estaria garantido do mesmo jeito.

Jeito que Cielo não deu na piscina, na Olimpíada e em sua carreira, brilhante.

Eliminado de tudo, fez a alegria de Popov, o russo que é o maior crítico do brasileiro.

E faz tempo.

“Aquele doping comprovado deveria ter afastado o brasileiro por dois anos e cassado todos os seus recordes e medalhas”, diz, irado, o também ex-campeão Alexander Popov.

E acrescenta: “É o único caso de doping em que se encobriu a verdade. Foi pior para Cielo porque, sem ajuda extra, ele nunca mais foi o mesmo”.

Rivalidade à parte, não mentiu Popov.

Uma pena, para o nosso “Guga das Piscinas”.

Mas seu auge nos deu filhotes tão bons que acabaram por eliminar o moço de Santa Bárbara d´Oeste.

Ao contrário de outros fenômenos esportivos isolados do Brasil.

Eder Jofre, Maria Esther Bueno, a dupla Adhemar Ferreira da Silva e João Pulo e Guga não tiveram seguidores à altura.

Altura que não foi páreo para o São Paulo ser eliminado da Libertadores.

Jogando com dois pulmões contra 10 pulmões do The Strongest, o Tricolor de Maicon saiu classificado de La Paz, apesar do Denis.

Bom sujeito, panca de bom goleiro, altura de bom goleiro e sem carisma de bom goleiro, virou chacota e se tornou o único jogador inexperiente da história mesmo aos 28 anos.

“Culpa” de Rogério Ceni.

E parabéns ao Maicon, que virou herói pelas defesas fáceis, mas difíceis para um “jogador de linha”.

Foi assim tamém com Pelé em 1963 no Pacaembu contra o Grêmio na decisão da Taça Brasil.

Com Gylmar expulso, uma raridade, o Rei foi para o gol e o Santos ganhou por 4 a 3, virando lenda a sua “mágica atuação”.

Nada disso, foram defesinhas também, como em toda lenda, houve exagero.

“O goleiro Pelé pegou três pênaltis e fez oito milagres cara a cara com Alcindo, Joãozinho e Sérgio Lopes”, jura o repórter gaúcho Alexandre Praetzel.

O mesmo Praetzel que garante que o Audax será campeão paulista de 2016.

Nada disso, o campeão será o Santos em final com seu freguês Corinthians.

E como tem freguês na Espanha, hein?

O claudicante Barcelona vinha perdendo todas, mas teve o morto-vivo La Coruña pela frente, fez 8 a 0 e será o campeão espanhol 2015-2016 ganhando seus últimos quatro jogos contra quatro galinhas mortas.

Na Espanha é assim: temos dois timaços nota 9.17, dois bons nota 7.87 e 16 mortos-vivos.

Pelé, com 25 anos, jogasse lá, faria uns 700 gols por ano.

Certo, triste Neymar?

Se eu fosse você iria para a Inglaterra em contrato trilionário.

Para a alegria de seu pai.

Aproveite, Neymar, porque já tem gente dizendo que você é só um Robinho melhorado.

Eu não acho, não.

Mas, veremos!

Não é, Cielo?

Certo, Denis?

Correto, Tite?

E vá logo para a Seleção e pare de ensebar.

OPINE!!!


Tite, não hipócrita, quer e irá! É só chamar!
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Milton Neves

Tite - Foto UOL

Foto: UOL

Hipocrisia é grande mal da humanidade.

Em todos os setores de atividade humana.

Amizades falsas.

Abraços pela frente.

Punhaladas por trás.

Futricas.

Igrejinhas de inseguros.

Fofocas.

Alianças espúrias.

Inveja.

Maledicências.

Patrulhamentos.

O bom patrulheiro é sempre um invejoso visceral, fiel, contumaz, determinado.

Um sofredor diário.

Pesquisador e torcedor do mal.

No mundo inteiro.

Acaba dilacerado em suas entranhas por produção incessante de veneno no organismo.

Antes, “em nome da classe”, seja ela qual for, destila todo seu ódio contra os bem-sucedidos de uma de suas profissões, sem jamais defender ou empregar semelhantes.

Mesmo sendo a principal delas a de “cortejador em seu país de quem está no poder”, seja de qual ideologia for, mas desde que cargos obtenha para apadrinhados.

Depois, reparte-se, com ou sem brigas, verificou-se em grandes escândalos políticos do planeta, tipo o Petrolão.

Nele, indicadores e indicados vivem se contradizendo e se digladiando em intermináveis depoimentos.

É regra mundial.

E neste mundo tão hipócrita, também em nosso cantinho do futebol, o gaúcho Adenor Leonardo Bacchi, conhecido pelo comum apelido de Tite, é uma pessoa incomum.

Competente, honesto, ético por completo, transparente, não hipócrita, não traíra, não invejoso, não patrulheiro, unanimidade nacional e melhor treinador do Brasil faz uns 10 anos.

Odiando acertos e conchavos, nunca atingiu o topo: a Seleção!

Ele anda dizendo que entre o Corinthians e a CBF prefere o gigante de Itaquera.

E vocês queriam o quê?

Que ele virasse o Temer da bola?

Ou que ele dissesse que anda louco para tomar o lugar de Dunga como Felipão 7 a 1 tomou do ruim Mano?

Mano, no entanto, que jamais faria o papelão de Felipão-2014!

Não, é claro que Tite pisa em ovos e anda usando em 100% o seu raro português de “Águia de Haia dos Pampas” (SuperTécnico-2000, na Band) e descarta a Seleção.

Ele não mente, é apenas cauteloso, ético, paciente e observador.

E sabe que a Seleção não tem como fugir dele com o iminente “Impeachment Popular e Técnico” de Dunga.

No dia 25 de janeiro de 2012 disse a mim, a Vitor Guedes, a Eduardo Barão e a Alex Muller, em “Mesa Redonda” da Rádio Band News FM no Mercadão da Cantareira, que “quem ganha o Paulistão, o Brasileirão, a Libertadores e o Mundial acaba mesmo na Seleção”.

E disse mais: “Se eu ganhar tudo isso, serei merecedor do cargo principal de nosso futebol, a Seleção! E quero chegar lá!”, frisou.

E hoje, além de ter ganho tudo que almejava, agregou muita experiência e enorme reconhecimento de todos os torcedores do Brasil.

Eu disse TODOS!

Assim, é só esperar.

Antes, ele seguirá em seu nobre dia a dia “esquivando-se” da Seleção, mas, merecidamente, se demitirem mesmo o Dunga, e logo, Tite assumirá!

É certeza!

Eu garanto!

E deixemos de hipocrisia.

OPINE!!!


Na falta de Messi, Neymar e Suárez dão conta do recado. Mas e os outros clubes com menos estrelas, quem depende mais do seu principal astro?
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Milton Neves

FOTO-UOL

Desde a famosa pelada em campinhos de terra, até os mais luxuosos campos da Europa, por onde olhamos sempre encontramos o “craque do time”.

É bem verdade que em algumas equipes, os números de estrelas são maiores, como é o caso do Barcelona.

O espetacular trio MSN divide as atenções no clube. No entanto, Messi segue como protagonista.

E quando o argentino não figura entre os titulares, já vimos que Neymar e Suárez seguram muito bem a bronca.

Algo que deve acontecer novamente nesta quarta-feira no duelo contra o Valencia.

Messi passará por uma pequena cirurgia para solucionar um problema renal que vem o afetando desde o Mundial de Clubes do ano passado.

Mas e no caso dos outros gigantes europeus, que não possuem um trio sul-americano de sucesso.

Quem depende mais do seu principal atleta?

1Cristiano Ronaldo – Real Madrid
2Ibrahimović – PSG
3Pogba – Juventus
4Jonas – Benfica
5Arjen Robben – Bayern de Munique
10Aubameyang – Borussia Dortmund
498499257DP065_ARSENAL_V_BUWalcott – Arsenal
6Hazard – Chelsea
7Agüero – Manchester City
9Rooney – Manchester United

OPINE!!!


Futebol chinês é tão indispensável quanto cinzeiro na moto
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Milton Neves

Jadson-Renato-Augusto-UOL

Foto: UOL

Sim, é o tal “pé de meia”.

“Vou para a China que nunca mais fico pobre”, é o lema dos boleiros de hoje.

Sei disso.

Mas sei não.

Tecnicamente correm sério risco de empobrecimento.

A China é boa para os treinadores, aqueles que são como dono de sauna: “vivem do suor alheio”.

Com ou sem mercado por aqui, eles também descobriram o novo Eldorado.

Só que alguns boleiros voltarão mais cedo “porque a família não se adaptou”.

Um retorno tipo brasileiro devolvendo casa e apartamento em Orlando e Miami pela força da atual goleada do dólar no real.

Lá nos EUA, o país líder também no crédito, tudo parece tão simples e fácil de comprar.

Mas você precisa em seu país ter base, estrutura e disponibilidade financeiras para se precaver.

Sem isso, tem muito “brazuca” atualmente perdendo a entrada e devolvendo o seu imóvel comprado na planta na Flórida.

Sugiro, mais uma vez quando de compras, o lema-padrão de meus amigos judeus: “Nada de prazo, prazo não presta porque prazo vence! Exija desconto!”.

Mas está rolando sim muito dinheiro na rica China.

Só que a bola dos chineses sempre será murcha.

Se mudar, será lá pelos anos 2.824 ou 2.917.

Jogasse ou treinasse, também iria, deixemos de hipocrisia.

Mas, talvez, numa daquela do sujeito que tinha uma espingarda de cano torto “para matar veado além da curva”, no velho jargão do mato, tenho um outro prisma de olhar para este tsunami chinês no futebol brasileiro.

Jogadores e treinadores ricos de repente e dirigentes esportivos brasileiros tão pobres na competência!

Sim, esse é o legado chinês que escancarou a verdade de nosso futebol: bom no campo e arcaico na direção.

Ficou claro, na prática, o tanto que o cartola brasileiro está desantenado com o futebol moderno e profissional mundo afora.

Com multas contratuais baixas, talvez por força do pagamento de salários proporcionais, dirigentes como Roberto de Andrade do Corinthians foram pegos no contrapé.

Desde Pedro Álvares Cabral que a imprensa critica os políticos de todos os cleros e os cartolas esportivos.

Mas agora, com os chineses invadindo o Brasil, eles estão a descoberto e sendo fulminados pelo lema dos “comunistas financeiros” de Pequim: “Se a multa é baixa, a gente leva!”.

Acordem, cartolas!

Vamos fazer Madureza, Mobral Esportivo ou aprendizado a distância, cartolas brasileiros!

Fossem profissionais e não simplórios ou deslumbrados, mesmo apaixonados, Dinamite, Eurico, Laor, Odílio, Patrícia Amorim, Mário Gobbi, Carlos Miguel Aidar e outros teriam produzido muito mais à frente de seus clubes de coração.

Agora é se reciclar e não ser pego mais de calças curtas.

Afinal, não é todo mundo que tem a grana verde de Paulo Nobre, que compra quem quer e não vende ninguém.

Nem para a China, o cemitério da bola!

Mas, quando a bolha chinesa passar, não fará falta.

Como cinzeiro a bordo nas motocicletas do mundo.

OPINE!!!


Marta, o Pelé do Brasil no futebol feminino, chega a marca dos 100 gols pela Seleção Brasileira e faz história. Seria a hora de Dunga convocá-la???
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Milton Neves

Marta-UOL

Marta não precisa provar mais nada a ninguém.

A atacante nascida no glorioso estado do Alagoas, já conquistou praticamente tudo o que se pode disputar.

Inclusive respeito e admiração das pessoas de diversas idades.

Mas a “camisa 10” vem fazendo história com a amarelinha.

Na última sexta-feira (11), ela havia alcançado o Rei Pelé em números de gols ao fazer cinco gols no duelo contra Trinidad e Tobago, pelo Torneio Internacional de Natal.

Com esses tentos, ela tornou-se a maior artilheira da história da Seleção Brasileira.

E engana-se quem pense que ela parou por aí.

Almejou voos altos e no duelo contra México, Marta atingiu a marca de 100 gols pelo Brasil.

O placar terminou com uma vitória elástica de 6 a 0 para a Seleção Brasileira, que se classificou para a semifinal do campeonato.

E enquanto a seleção feminina brilha, a masculina ainda nos deixa desconfiados e temerosos.

É que carente de craques e com a nada agradável “Neymardependência”, Marta poderia ser convocada por Dunga para dar ânimo à equipe.

Infelizmente, isso é impossível. No entanto, sempre vai ficar a dúvida:

Será que ela teria um lugar no time do capitão do tetra?

Ela conseguiria atuar ao lado de Neymar?

Opine!!!


Bola na mão = pênalti é um novo 7 a 1 contra o Brasil
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Milton Neves

uebndel

Esses pênaltis não pênaltis que o Brasil inventou desde o ano passado são uma vergonha.

E a maldita palavra “interpretação” é o ato covarde para se escolher e justificar este ou aquele pênalti para esta ou aquela equipe.

E sempre a favor do Corinthians.

Contra, não se marca.

Certo, Uendel?

A favor, é na cal.

Quase sempre assim.

O coitado do Galo, operado na quinta-feira contra o Grêmio, é sempre outra vítima de pênaltis não marcados para si.

E os ex-árbitros, agora comentaristas?

Corporativistas, como Sálvio e Gaciba, sempre dão nota 10 para o colega ainda de apito na boca.

Marcado ou não o pênalti “bola na mão” ou “bola no braço”, o amigo do apito ainda no gramado tem sempre razão.

Certo é o Roger do SporTV, como Edmundo, que já esqueceu que foi jogador.

O que foi feito contra o Sport em Itaquera foi indecente.

Jogador de Recife, Rithelly, naquele jogo que moralmente foi 3 a 3, deu um carrinho na bola sem ter a mínima noção naquela hora de que tem cabeça, olhos, nariz, orelhas, pernas e… braços!!!

Ou seja, não tinha a mínima ideia do caminho e da futura trajetória da bola ao tentar impedir o perigo de gol do Corinthians.

Intenção zero de levar vantagem.

Aí, lotericamente, na base do inevitável ou do imponderável, a bola “resolveu” tocar na mão do Rithelly porque um destino ela teria que ter.

Rithelly não tinha, tem ou terá o poder de fazer desaparecer seus braços.

Aí, o confiável e bom Luiz Flávio de Oliveira inventou um pênalti “mandrake” e foi aplaudido pelos amiguinhos Gaciba e Sálvio.

O mesmo Sálvio Spínola Fagundes que validou aquele gol impedidíssimo de Ricardinho do Corinthians contra o Santos FC em 2001.

Luiz Flávio, de quem indevidamente os pernambucanos desconfiaram, trocou uma nota 10 de 95% do tempo de arbitragem por uma nota zero em rápidos minutos.

E no Cruzeiro 1 x 0 Flamengo, na quinta rodada do Brasileirão, em um lance igual ao da quarta-feira, Luiz Flávio optou por não dar pênalti para o Rubro-Negro no Mineirão.

Vai entender.

E na quinta-feira?

Estava 0 a 0 o jogão Galo x Grêmio, e Leonardo Silva chuta para o gol e, no caminho, o becão Erazo espalma quase à la Uendel do Corinthians, impede a passagem da bola, altera sua trajetória claramente, e nada de pênalti marcado.

Uma vergonha!

A juizada está perdidinha da Silva.

Culpa da omissa CBF, que não sabe orientar, determinar ou regulamentar para valer essa maldita lei que inventaram por aí.

Foi a Fifa?

Foi a “entidade” de Del Nero?

Tudo se fala, mas o certo é que está tudo errado.

E agora, mui justamente, os árbitros ameaçam uma greve porque o percentual que merecidamente teriam na renda de jogo via MP by Dilma, acabou sendo vetado.

Está aí um grande perigo para o Corinthians, um líder com três pontos indevidos e obtidos contra o São Paulo e contra o Sport.

Afinal, sem árbitros Tite não teria como escalar seu time.

Imagem: Thiago Tufano Silva/Portal TT

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Na agricultura da bola, o adubo é o jogador. Técnico-fazendeiro qualquer um serve!
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Milton Neves

Dunga-Caipira

Escrevo de Guaxupé-MG.

A Cidade do Café viveu um fim de semana “frenético”.

Nunca tantos jatinhos e helicópteros foram vistos por aqui.

Governadores, senadores, deputados e empresários cafeeiros do Brasil e do exterior prestigiaram a inauguração das novas alas e da ultramoderna torrefação da “Unidade Japy” da Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo.

Raríssimos investidores chineses foram vistos como “ETs”, ao lado de gente de Nova York, Tóquio, Londres e Cingapura.

E não é que Varginha também fica no pedaço?

Como a sortuda “Fazenda do Ipê”, valorizada pela vizinhança com os milhões de dólares investidos pela Cooxupé em sua ampliação de instalações e de sua liderança mundial no setor.

Aqui é a terra de José Douglas Dallora, ex-presidente do São Paulo FC nos tempos em que o Tricolor nadava em dinheiro.

Hoje está “quebrado”.

Quem não está?

Qual clube brasileiro seria atualmente uma potência europeia?

Nenhum!

E vai piorar.

O Santos FC é o mais ameaçado.

Cansei de falar que o coitado que ganhasse as últimas eleições herdaria “terra arrasada”, by Laor e Odílio.

Pobre Modesto Roma.

Que pepino!

E vai piorar.

Ajudei a eleger, para não dizer que elegi sozinho, a dupla Laor e Odílio.

Hoje defendo o ” impeachment post mortem”, politicamente, dos dois em caso, se provado, de negligência, omissão e conivência no “Tema Neymar”.

A trapalhada internacional Vila Belmiro-Catalunha já provoca a formação de um grupo de réus tão grande que, pela quantidade, até parece coisa do “Petrolão”.

Eu disse parece.

Situação confusa, esquisita, preocupante…

E vai piorar, acho.

Na CBF também.

Os 500 mil dólares enviados pela Traffic de J. Háwilla para uma empresa fabricante de barcos estão sendo vistos como “batom na cueca” para o dono da “canoa”, furada.

“Batom na cueca”, uma criação novíssima do comentarista Mauro Beting.

E ganha uma cueca samba-canção quem adivinhar quem do mundo da bola adora ostentar singrando os mares.

E a tal “seleção de notáveis”?

Ora, dona CBF, “vá peidar n’água para fazer bolhinhas”, como é dito aqui no Sul de Minas, região-mãe da novelaça “O Rei do Gado”, do grande Benedito Ruy Barbosa.

Os tais “notáveis” são todos fracassados de ontem e hoje.

E a maioria torce contra Dunga.

Melhor seria chamarem Lula Pereira, Givanildo, Jair Picerni, Péricles Chamusca, Fito Neves, Roberto Cavalo, Joel Santana e Jair Pereira.

Infelizmente, Telê, Lula, Coutinho, Feola e Aymoré estão impossibilitados.

E para que técnico se não temos jogador?

É como iate no deserto.

Ou plantar café sem adubo.

Opine!!!