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Blog do Milton Neves

Categoria : Tema Livre

Neymar, gênio da bola, segue sofrendo na Justiça espanhola!
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Milton Neves

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AFP PHOTO / LLUIS GENE

MP espanhol e DIS pedem a prisão de Neymar por corrupção

Do UOL, em São Paulo

O fundo de investimento DIS apresentou nesta quarta-feira à Justiça espanhola acusação contra Neymar e família, além de dirigentes e ex-dirigentes de Santos e Barcelona. Segundo os jornais Marca e Ás, a empresa quer que todos envolvidos fiquem inabilitados de prestarem serviços no futebol durante o processo, inclusive Neymar.

A DIS alega que a família Neymar agiu de forma corrupta, crime que estabeleceria cinco anos de prisão ao atleta.

A família de Neymar é acusada pelo fundo de investimentos de omitir o valor verdadeiro da transação do atleta para o time espanhol, ocorrida em 2013.

Oficialmente, a venda foi firmada em 17,1 milhões de euros. A DIS detinha 40% dos direitos do craque. O Santos possuía 55%, e Teísa possuía 5%.

Paralelamente ao acordo, o Barcelona pagou 40 milhões de euros diretamente para a empresa N&N, dos pais do jogador. No processo que tramita na Espanha, a DIS entende que essa quantia fazia parte da negociação e que, portanto, deveria ser repartida entre os então detentores dos direitos.

Neymar pai rebate, informando que esse valor se referia a “direito de preferência”, que em nada estaria atrelado ao acordo formalizado entre Barcelona e Santos. Neymar Júnior teria passe livre do Santos em 2014. O pai do craque justifica que vendeu a preferência de negociação ao Barça para quando o atacante ficasse livre e com os direitos em mãos.

O pai de Neymar diz que o Barça se antecipou e decidiu fazer acordo com o Santos um ano antes, em 2013, quando já havia pagado à N&N o “direito de preferência”.

E você, amigo internauta, o que pensa sobre o assunto?

Opine!!!


Parabéns, Vila. Obrigado, Léo. Santos empata com o Benfica e se mantém invicto contra o rival!
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Milton Neves

Que festa maravilhosa o Santos preparou para a Vila Belmiro, a vila mais famosa do mundo.

Bela homenagem e grande maneira de se comemorar 100 anos de muitas glórias, neste verdadeiro templo sagrado do futebol.

O duelo contra o Benfica foi escolhido a dedo para a comemoração, que contou também com a despedida oficial do eterno “camisa 3″ do Peixe, o lateral Léo.

Estiveram presentes craques do passado e do presente, alguns apenas prestigiaram a partida, outros como Giovanni, foram ao campo.

Oxalá todos os clubes brasileiros fizessem isso com seus ídolos.

E engana-se quem pensa que o jogo seria apenas um jogo.

O Santos até entrou meio desligado, mas chegou a colocar na roda, literalmente, os portugueses.

Teve até um lance mais duro em cima de Renato, instante que deixou claro a vontade de ambos em vencer o amistoso.

No entanto, um pênalti infantil quase decretou a vitória dos visitantes.

É que o estreante argentino, Fabián Noguera, deixou tudo igual.

Mas se não fosse o goleiro João Paulo, a comemoração ia acabar em muito bacalhau.

Sendo assim, o gosto do primeiro triunfo sobre o algoz de 62 ficou para a próxima.

Isso só reforça a certeza de que o Alvinegro Praiano é um dos maiores rivais que Benfica já enfrentou.

Nem o time mais popular daqui, o Corinthians, daria a satisfação que o Santos deu aos jogadores lusos.

Parabéns, Vila. Obrigado, Léo. Que honra!

Cruzeiro 2 x 0 Ponte Preta (às 21 horas)

Rafinha e Robinho repetiram a boa atuação dos últimos jogos e comandaram a vitória mineira.

Assim, a Raposa sobe na tabela e joga o Inter de volta para a degola.

Enquanto que, a Macaca perde uma grande oportunidade de encostar no “inusitado e fácil” G6.

OPINE!!!


Nova York, a bola e o Rádio FC
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Milton Neves

Escrevo de Nova York.

Para chegar, se Deus quiser, em cima da hora neste domingão para o “Dia do Rádio”, no Museu do Futebol do Pacaembu, pelo Domingo Esportivo Bandeirantes.

Vim na “pior semana” que poderia escolher.

Foi a força do imponderável em vinda inadiável por meras assinaturas que não permitiam procuração, mas presença física.

Que inferno a semana de segunda a sexta aqui na “Capital do Mundo”!!!

Chuvas, Obama, interdições, FBI na rua ostensivamente, Assembleia da ONU dos líderes mundiais, “milhões” de agentes e rescaldo de duas explosões com 29 vítimas feridas, transformaram Manhattan, Queens e New Jersey em um belo pedaço do caos total.

De Upper East Side até o sul da ilha, em Tribeca, nos dois extremos por onde transitei com a família, só havia dois jeitos de se locomover.

Era a pé ou pelo metrô mais lotado do mundo.

Até Michel Temer, como se viu, teve que caminhar do seu Plaza Athénée até a sede da ONU “para seu firme pronunciamento”, conforme definiu o amigo árabe Guga Chacra, palmeirense, jornalista da Globo News e meu ouvinte em São Paulo desde sua “tenra idade”.

E o metrô foi também a salvação das simpáticas Renata Vasconcellos e Poliana Abritta da Rede Globo, sob pena de não chegarem a tempo para a badalada cerimônia do Prêmio Grammy para a televisão do mundo.

E como tem “televisão” em Nova York!

São câmeras vigilantes aos milhares em todos os cantos como jamais se viu.

Em Times Square, tradicional local de concentração de verdadeiras multidões de nova-iorquinos e turistas de todo o mundo, há um fiscal televisivo “para cada rosto”.

Sim, policiais treinados analisam, como nos aeroportos, a expressão facial da pessoa em seu caminhar.

Quem denunciar tensão, como as “mulas” do tráfico de drogas tentando embarcar, são interceptados e chamados a conversar.

E o banco de dados do FBI “apita” na hora quando as feições da pessoa enquadrada no vídeo batem com alguém suspeito já fichado.

E são milhares deles.

É o jeito possível de se prevenir, porque um “homem-bomba” é sempre uma possibilidade real, e impedi-lo de sua intenção é tão difícil quanto segurar água com a mão.

Afinal, como combater, com 100% de êxito, quem não se importa em morrer?

Mas foi tudo bem e bola para frente.

Bola que furou no Morumbi.

O São Paulo virou o primo pobre do futebol paulista.

Só anda ganhando da Lusa e do Juventus.

O Palmeiras voltou a ser o que era, mas ainda longe do Verdão-Parmalat ou dos tempos da “Academia do Futebol” de Filpo Núñez.

Mas recuperou sua autoestima embalada pelo “sócio torcedor”, por Paulo Nobre e pelo seu belo estádio, o melhor de São Paulo, disparado.

Não sei se será campeão brasileiro porque o Flamengo é outro sério candidato, como o Galo.

Ou até o meu Santos, pela força também do imponderável da bola.

No mais, viva o Rádio FC neste seu 25 de setembro de 2016.

Ah, rádio querido, se não fosse você estaria ainda na sarjeta e não teria visto e vivido tanta coisa boa nestes 49 anos de microfone em Minas, no Paraná e em São Paulo.

Deus te pague, Rádio.

OPINE!!!


Não torça contra porque o mal reverte
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Milton Neves

TORCIDA-UOL

Que semana, hein?

Futebol dos bons na terça, quarta e quinta-feiras.

A seleção renasceu e Palmeiras, Flamengo e Galo seguem na ponta da tabela, firmes.

Brasileirão muito bom, equilibrado e disputado, e eu triste.

Ora, assim não tenho como voltar com a minha ladainha pregando o retorno do emocionante mata-mata.

Ah, que pena!

O Corinthians ganhou a Libertadores e o Mundial e eu perdi estes dois antigos e belos motes para “perseguir” o Timão.

Só restou o “Palmeiras não tem Mundial”.

Pior é que tem.

E tem também um timaço, um grande treinador e o melhor presidente dos clubes brasileiros, ao lado do Eduardo Bandeira de Mello, do Flamengo.

Mas treinador bom mesmo é o Tite.

Aceitação de 100% e começou fulminante como Telê e Saldanha.

Mas só 99% da crônica esportiva está habilitada pela coerência a aplaudir, elogiar e a citar o atual treinador da seleção brasileira.

Quem bancou obstinadamente que Tite jamais trabalharia com Del Nero, um presidente caído que está comemorando finalmente dois meses bons “de vida”, tem que ficar de bico calado até o dia em que o gaúcho sair.

Que demore 30 anos!

E que venha o hexa, depois do ouro olímpico que teve, sim senhores, o dedo de Tite em suave intervenção branca após os trágicos empates contra os folclóricos times do Iraque e da África do Sul em nossa bela Olimpíada.

Olimpíada e Paraolimpíada que calaram com seus imensos sucessos os pessimistas e urubus de plantão.

O negócio, gente, na vida, é torcer a favor, é claro.

E sempre!

Como no caso de Temer.

O “Fora Temer” por enquanto é inócuo, só enche o saco e atrapalha um time ainda inseguro.

De um jeito ou de outro, o homem entrou e só sairá antes da hora se for igual ou pior que Dilma.

Se ele for mal só nos restará “chamar o Tiririca” e todos nós pagaremos um novo pato.

E o que ele herdou é dos mais indigestos.

FHC foi 9.5.

Lula foi 9.7.

Dilma foi em quatro anos 5.2.

No segundo mandato, oscilou entre 0.9 e 1.17 e andou “empatando” com Trump no mercado imobiliário.

Ele é o “Rei dos Edifícios” e ela foi a “Rainha do Aluga”, o que mais se lê hoje nas ruas do Brasil.

Assim, mesmo com ele não tendo carisma e sendo dono de um discurso não fluente, torcer contra Temer é dar tiro no pé, em todos os nossos pés.

É como torcida que vaia seu time antes e durante o jogo.

Estamos no buraco e no caso do novo presidente valem por enquanto o “vai que dá certo?” ou “niki o hômi acerta?”.

Mas o certo mesmo é o parlamentarismo.

Primeiro-ministro ruim cai e é substituído rapidinho.

Sem essa sangria toda de impeachment.

Chefe de Estado em má fase, ruim de bola e péssimo de serviço tem que sair mesmo, como treinador fraco, goleiro frangueiro ou atacante que não sabe fazer gol.

Vamos acreditar e apoiar o Tite, comemorar que Neymar não mais tem o fardo de capitão e torcer pelo marido da Marcela.

Que ele pelo menos equilibre este torto gigante verde e amarelo em boa base para que o próximo presidente erga um grande arranha-céu “do Oiapoque ao Chuí”.

Ou você também joga no time do “quanto pior, melhor”?

OPINE!!!


Que vitória! Ponte bate Corinthians, que mal viu a cor da bola. Olé!
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Milton Neves

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Ah… Corinthians, eu já sabia!

Depois da saída de Tite para a Seleção, o “Timão virou Timinho”.

Muito instável!

E quem culpar Cristóvão Borges pelos últimos resultados, estará sendo injusto.

Tudo o que a torcida pede, o técnico alvinegro cede.

Tá certo que demorou atender as solicitações por Marlone titular.

No entanto, vejam só, nesse duelo contra a Ponte Preta, o que o “camisa 8″ fez? Sumiu!

Assim como todo o resto, que mal tentou arriscar sequer um chute para ameaçar a meta do goleiro Aranha.

Sem ataque e sem atitude, principalmente dos jogadores que a torcida mais espera.

Que fase, hein, corintiano?

A bem da verdade, a Macaca estava literalmente com “macaca” e colocou o time do Parque São Jorge na roda.

Aliás, há de se ressaltar essa partida da equipe campineira. Os dois golaços, anotados por Roger e Clayson, justificam o ótimo momento e o bom trabalho de Eduardo Baptista.

Um grande resultado para a Ponte, que deixa o Corinthians com as calças na mão, já que amanhã sai com certeza do G4.

Situação horrorosa, né? Só não está pior que o São Paulo!

E você torcedor, acredita nesse time ou ainda vive sob a sombra de Tite?

Domingo, 11h

Santos 0 x 1 Figueirense

Pelo visto, é melhor o Santos apostar todas as suas fichas na Copa do Brasil.

Afinal, era para o Peixe ter passado por cima do Figueirense nesta rodada do Brasileirão, na Vila Belmiro.

Com um triunfo, o time da Baixada voltaria para o G-4, já que o Corinthians perdeu ontem para a Ponte.

No entanto, a equipe de Dorival Júnior conseguiu perder em casa para os catarinenses, que lutam contra o Z-4.

E bem no duelo que marcou a despedida de Gabigol, que está indo para a Inter de Milão.

Será que o Santos ainda conseguirá algo no Brasileirão sem ele?

Estou achando que não…

Uma pena!

Cruzeiro 2 x 0 Santa Cruz

E como o Cruzeiro cresceu com Mano Menezes, hein?

A Raposa, que rodadas atrás esta no Z-4, pulou para a 14ª colocação do Brasileirão após a boa vitória sobre o Santa Cruz, por 2 a 0, no Mineirão.

Será que ainda dá tempo de o Cruzeiro brigar lá em cima?

Aguardemos…

OPINE!


Torcer para o São Paulo é uma grande dureza!
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Milton Neves

SPxJUVENTUDE-UOL

Foto: UOL

Ué, por que o São Paulo se apequenou tanto?

Virou a quarta força paulista no cenário nacional.

Leco herdou um Tricolor sem cores pós-Juvenal e Carlos Miguel Aidar.

Quem diria que o “maior clube da América do Sul” voltaria aos seus tristes tempos de pré-Morumbi?

À época, nos anos 60, o São Paulo priorizou a construção de seu estádio gigantesco e só comprava cimento, cal, Sudaco, Salton, tijolo, Peter, Vadinho, ferro, argamassa, Serafim, Zoé, tintas, fios, Deleu, Sabino, cerâmicas, vasos sanitários, chuveiros, Ilzo, Celso e etc…

Aí, Jurandir e o genial Roberto Dias tinham que carregar o time nas costas e não dava, claro.

Afinal, como enfrentar o Santos de Pelé, o Palmeiras de Ademir da Guia, a ótima Ferroviária de Bazzani e a então boa Lusa do Canindé?

Mas, concluído o Morumbi, vieram Sérgio Valentim, Pablo Forlán, Edson Cegonha, Gérson, Toninho Guerreiro, mais tarde Pedro Rocha e depois com as revelações de Muricy, de Gilberto Sorriso e de Serginho Chulapa, o São Paulo ficou forte demais e orgulhoso de seu “Gigante de Cimento Armado”.

Mas, e hoje?

Xiii…

Até Maicon, que cheguei a chamar de maior e melhor beque brasileiro em qualquer lugar do mundo, virou comum.

E o que custou, hein?

Já Denis, o goleiro que só toma gol feio, alterna belas defesas com bolas pegáveis.

E no banco?

Ninguém para.

Osorio, Bauza e agora Ricardo Gomes.

Pois já estão pedindo a saída do bom caráter Ricardo Gomes Raymundo.

E do sangue azul Gustavo Vieira de Oliveira, o diretor de futebol, também reserva moral.

Nesta sexta-feira publiquei parecer dele, como advogado que é, a pedido do “Comitê Gestor” do Santos FC no enrolado “Caso Neymar”, e alguns tricolores viram nisso uma traição ao São Paulo.

Ora, sua opinião profissional foi emitida como advogado militante e especialista em transferências esportivas e, à época, sua ligação com o Tricolor era nenhuma.

Sei lá, mas a coisa tende a piorar no Morumbi.

Time fraco, técnico não aceito pela torcida – mesmo caso de Cristóvão Borges no Corinthians -, impaciência na arquibancada e insegurança na diretoria, formam um conjunto explosivo.

Ainda com Palmeiras, Corinthians e Santos lá em cima na tabela.

Que tal reformar em tempo recorde o mausoléu Morumbi?

Concluído, chegarão novos Rochas, Gérsons, Toninhos, Paranás, Tertos e Gilbertos.

Não custa sonhar com a volta do saudoso e consagrado slogan dos anos 90: “Torcer para o São Paulo é uma Grande Moleza!”,

Tomara!

E A COISA ESTÁ FEIA, MAS TÃO FEIA, QUE HOJE (27) PELA MANHÃ, A TORCIDA INVADIU O CT E SOBROU ATÉ PARA O DIOS LUGANO.

VEJA AS FOTOS:

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Para Neymar pai, Comitê Gestor do Santos agiu contra DIS
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Milton Neves

Ontem fiquei no restaurante “Rancho Português” em São Paulo por nove horas, entre às quatro da tarde e uma da manhã desta sexta-feira.

Foram reuniões em separado, com os advogados Sergei Cobra Arbex e Carlos Fernando Neves Amorim e com a diretoria do UOL.

Entre a segunda e terceira reunião recebi uma ligação de Neymar pai pedindo: “se possível preciso falar com você só por uns 30 minutos sobre um envelope-bomba que recebi envolvendo a vida de meu filho no Santos FC, você vai se surpreender”, garantiu.

Disse que era só subir a serra e ele chegou quase que ao mesmo tempo dos executivos Ricardo Dutra, Rodrigo Flores, André Vinícius e Régis Andaku da alta direção do UOL.

E Neymar pai chegou “empunhando” um envelope contendo entre 80 e 100 páginas, que você vê abaixo:

Vejam que o “remetente fictício”, de um anônimo bem informado do Peixe, é um misto de “Laor e OdÍlio”, ex-presidentes do Santos FC.

Juntamente com insistentes reclamações que ” eu e meu filho somos perseguidos por todos os lados”, Neymar pai foi abrindo o envelope e, emocionado, bradava que os documentos recebidos de um anônimo eram as provas de que “o Santos FC e seu Comitê Gestor é que articularam para levar meu filho para o Real Madrid e dar um chega pra lá na DIS”, falava, comovido.

Neymar pai exibiu para todos o documento do Dr. Gustavo C. Vieira de Oliveira, que foi no caso, apenas um parecerista profissional.

Mesmo pedindo umas 10 vezes para “xerocar” todo o conteúdo do que ele chama de “a vida íntima do Comitê Gestor do Santos articulando para levar meu filho para o Real Madrid (identificado também nos documentos pela sigla RM)”, Neymar pai só concordava, que as páginas que ele manuseava fossem fotografas por celular.

Assim, com permissão formal de Neymar pai e de seu assessor, o empresário André Cury, fotografei o possível pelo meu celular.

Do meio para o final, os diretores do UOL também participaram da “Mesa Redonda” de quatro horas que era para ter sido de “30 minutos”.

E lá se foi Neymar pai de volta para a Baixada feliz com o “programa” e com o envelope-revelação que, segundo ele, recebeu de alguém participante da vida íntima do Comitê Gestor do Santos “indignado com as injustiças que a família Neymar vem sofrendo”.

Mesmo insistindo várias vezes para falar com seu filho Neymar, com o pai ligando seguidamente, não consegui porque o craque não quis me atender. Disse-me o pai: “ele está ressentido com você e com outros”, e não pude falar com Neymar Jr. pelo seu número XXX XXXXX-7777.

Paciência, mas leiam acima o que deu para captar e sempre repito: “contou pra mim, eu conto mesmo”!

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Ouro olímpico no futebol: agora ou nunca!
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Milton Neves

MedalhaRio

Pelé nunca esteve em uma Olimpíada.

Não podia.

Jogador profissional era proibido, vetado, proscrito.

Só “atleta amador” podia ser escalado pelo “treinador” Pierre de Coubertin.

Uma hipocrisia protetora aos discípulos de Marx.

Ou uma grande bobagem.

Aí o Brasil só ia com a “molecada ainda amadora” e perdia.

Por isso, os jogadores do Leste Europeu, comunistas e ditos amadores, eram os mesmos que atuavam em suas seleções principais e viviam ganhando o ouro olímpico no futebol.

Ou seja, a seleção olímpica dos comunistas era a própria seleção principal do país!

Tanto que, por anos, com “velhos” enfrentando “garotos”, perguntava-se: “o que a Maria leva?”.

O Brasil só levava chumbo como outros países de futebol “não amador”.

Agora, a molecada joga normalmente, mesmo já “milionários” como Gabriel Jesus e Gabigol, ao lado de pelo menos três veteranos de idade livre e de outros profissionais quaisquer abaixo dos 23 anos.

Na verdade, antes e agora, o COI inventou ou teve que inventar essas restrições porque a Fifa sempre viu o futebol olímpico como concorrente das Copas do Mundo.

“Fosse diferente, teríamos Copa do Mundo de dois em dois anos e o Mundial viraria carne de vaca”, sempre defenderam João Havelange e outros cartolas anteriores ao brasileiro.

Mas tudo passou e agora é a hora de o Brasil ficar livre de seu “Complexo Olímpico de Vira-Lata”, diria Nelson Rodrigues.

De novo em casa, e reforçado pelas ausências de Felipão-7 a 1 e de Felipão-10 a 1, nossa seleção joga novamente no Brasil com os fatores campo e torcida e com um ótimo time “do goleiro ao ponta esquerda”, além já do dedo invisível da unanimidade Tite.

E mais: vamos pegar seleções fracas ou mais ou menos com alguns desfalques by zika.

Então “é impossível” não pintar o primeiro ouro olímpico do futebol com Prass, Marquinhos, o bom Zeca (inventado em 100% por Dorival Jr.), Renato Augusto, Rodrigo Caio, Gabigol, Gabriel “que todo mundo quer” Jesus e… Neymar!

O nosso Neymar que não tem mais o direito de “fracassar” vestindo amarelo.

Sacaneado burramente por Dunga em 2010, “aleijado” pelo cavalo Zúñiga em 2014, ausente da Copa América-2016 e derrotado em outras competições, Neymar precisa tanto do ouro olímpico-2016 quanto nossa própria seleção.

Afinal, seu horroroso e recente “péssimo nono lugar” no ranking dos melhores jogadores da última temporada europeia foi um oportuno puxão em suas ricas e nobres orelhas.

E tenho certeza que isso será para ele um belo “há males que vêm para o bem”.

O bem para ele e para nosso finalmente ouro olímpico do futebol.

Mas se não der agora, é melhor desistir.

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Ganso já é do Sevilla? Sim, mas ainda não!
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Milton Neves

Ganso

Entrando areia na ida de Ganso para a Espanha.

O craque e seu empresário Dioguardi negociaram ontem à tarde toda com Roberto Moreno, da DIS.

A foto acima foi quando desse encontro no Conjunto Nacional da Avenida Paulista em São Paulo.

Não houve acordo.

Sevilla dá só 9 milhões de euros parcelados pelo jogador e o São Paulo que só tem 32% dos direitos exige 5 milhões à vista.

A DIS, com 68% de participação do negócio, não aceita ficar só com 4 milhões de euros.

Ao final da reunião, ficou combinado que as partes voltarão a se encontrar amanhã após a eliminação oficial do São Paulo, hoje em Medellín.

Resumo da ópera: as partes vão ceder e Ganso vai mesmo pra Espanha.

Afinal, jogador, quando quer ir embora, é como água morro abaixo, fogo morro acima e mulher bonita quando quer namorar: ninguém segura!

Voa, Ganso, voa e seja feliz!

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FIFA picareta: Vital Battaglia, o primeiro a denunciar!
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Milton Neves

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Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Saiu na mídia do mundo: mais 80 milhões de dólares embolsados em cinco anos pela “Trinca Fifista” Blatter, Valcke e Kattner!

Que trio fantástico de ataque ao dinheiro do futebol do mundo, hein?

Fora as outras “milhares” de rapinagens já descobertas até pelo FBI.

E, depois dessa, aumenta ainda mais minha saudade de Vital Battaglia, auto aposentado do jornal, do rádio, da TV e da internet.

Uma pena.

Ele foi o nosso primeiro algoz da FIFA, então “entidade santa”.

Que falta faz Battaglia!

Foi em 1975 que conheci pessoalmente e para valer a Vital Battaglia.

Ele já era estrela da mídia impressa há anos e de vez em quando participava no estúdio do “Jornal de Esportes”, de Cândido Garcia, na Rádio Jovem Pan I AM.

Naquele jornal, que já foi épico, Paulo Machado de Carvalho, humildemente serviu de padrinho de inauguração em 1973 na avenida Miruna, 713, Aeroporto.

Nele, eu era locutor-cuco: só podia dar a hora certa e não me era permitido fazer perguntas ao entrevistado no estúdio ou por telefone, algo então espécie de novidade, coisa rara.

“Você é ainda calça branca (novato), procure aprender que te deixo perguntar. Mas escreva a pergunta antes que verei se é boa ou simplória”, dizia sempre o saudoso Cândido Garcia, o Morcego, meu doce censor.

E Battaglia, quando aparecia, basicamente fazia perguntas “padrão Joaquim Barbosa”: só porrada!

Era o mais combativo jornalista esportivo do então top “Jornal da Tarde”, do Grupo Estado.

Ele foi levado para a Jovem Pan pelas mãos de Osmar Santos, no auge da carreira.

Osmar era um Neymar!

Antes, em 1973, Osmar me colocou também no futebol da emissora no lugar de Fausto Silva, hoje “Faustão”.

Virei o “Plantão Esportivo Permanente”, como reserva de Narciso Vernizzi.

Até então, era apenas repórter rodoviário aos sábados e domingos e setorista de trânsito no Detran e nas ruas de São Paulo, no início das manhãs e finais de tarde.

E aí veio para a equipe Vital Battaglia, contratado.

Logo de cara, sempre austero e azedo, o “Geraldo Bretas moderno, mais novo e erudito”, como eu o chamava, marcou território com seu “jornalismo investigativo”.

Como comentarista, no lugar de Leônidas da Silva, estreou no Parque Antártica, dia 9 de outubro de 1975, quinta-feira, naquele Corinthians 0 x 0 Sport do Recife, ao lado da novidade José Silvério, outro filho de Osmar Santos.

Substituto do curitibano Willy Gonser, que foi para Belo Horizonte, Silvério estreou “voando” e impressionou a Vital Battaglia: “Nunca a bola rolou tão rápido no rádio”, escreveu no Jornal da Tarde.

Mas aí, também em 1975, em rara entrevista ao vivo por telefone, o todo poderoso João Havelange foi confrontado por Battaglia ao final de seu primeiro ano como presidente da FIFA.

“A sua FIFA me lembra o Vaticano, antes duas entidades acima de quaisquer suspeitas, mas agora sustento que nem tudo é tão honesto. E pergunto se a FIFA não vem fazendo negociatas em direitos e patrocínios, e até conchavos políticos que o elegeram no lugar de Sir Stanley Rous, sem parceiro, no ano passado”, perguntou na lata.

Havelange, antes de bater o telefone, encerrando a entrevista, só respondeu que “quem é o maior acionista da Viação Cometa não precisa e não faz negociata financeira ou conchavos”.

Assustado com aquilo, o “calça branca” aqui “brigou” fora do ar com Battaglia: “Você é muito bom, mas foi desrespeitoso com o homem. A FIFA é muito séria, como o Vaticano”, disse a ele.

Battaglia, com aqueles lábios de italiano tipo “boca de cabrito”, resmungou que eu precisava crescer.

Ele tinha razão, e como tinha, e hoje pergunto se Stanley Rous e Havelange não fizeram um acordo para o Brasil não ganhar a Copa de 1966 e “estragar o produto Copa do Mundo”, que seria desvalorizado com nossa seleção tri em 58, em 62, em 66 e fazendo o Mundial “ perder a graça”?

Sei lá, mas a verdade é que um cartola (Havelange) sucedeu o outro (Stanley Rous) na segunda Copa seguinte e o Brasil “jogou mesmo” para perder a Copa de 66, “não é possível”!

É “a única explicação” para a seleção brasileira ter viajado para Liverpool sem o ícone e dispensado Paulo Machado de Carvalho, por ciúmes de Havelange, e sem Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Roberto Dias, Dino Sani, Rivellino, Servílio e Ademir da Guia.

Foram só veteranos superados, jogadores comuns como Fidélis, uns bons como Gérson, Lima e Tostão, ao lado do baleado Pelé e de um magistral Edu, não escalado.

Jogamos para perder, Vital Battaglia?

Mas duro mesmo foi o jornalismo ter perdido você!

Opine!!!