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Blog do Milton Neves

Categoria : Olímpiadas de 2016

Colômbia erra de modalidade, pratica judô, e Brasil elimina rival em noite de “Apito Amigo” olímpico!
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Milton Neves

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O Brasil parece ter enfim, acordado.

Quem diria que o nosso então, apagado capitão, pediria calma aos companheiros e chamaria a responsabilidade para si mais uma vez?

Prova disso, foi o golaço de falta.

Precisava levar uma “surra” de críticas da torcida brasileira, que nessa Olimpíada já garantiu a medalha de ouro?

A bem da verdade, nossa seleção entrou em campo para jogar futebol, enquanto que, os colombianos, judô.

Neymar por exemplo, levou um “ippon” atrás do outro.

Mas se alguém teve culpa em deixar a partida extremamente violenta, esse alguém foi o senhor Cuneyt Cakir.

Árbitro que detém o título de um dos melhores do mundo, não poderia apitar de maneira alguma esse disputado clássico sul-americano.

O homem teimou em tirar o cartão vermelho do bolso. Deve ter esquecido no vestiário…

Deixou também de assinalar pênalti claríssimo para o Brasil, em um toque absurdo de mão do jogador adversário evitando o arremate “canarinho” ao gol.

“Apito Amigo” olímpico!

Definitivamente, a Colômbia praticou todos os esportes, vôlei, salto em distância, boxe, entre outros, menos futebol!

A “catimba” perdurou até o último minuto, porém, foi incrível como o Brasil se comportou bem e conseguiu a classificação.

Porque ainda deu tempo de Luan ampliar o placar, para o delírio de quem compareceu ao Itaquerão.

E você torcedor brasileiro, gostou da Seleção?

Será que com essa boa vitória dá para voltar a sonhar com o inédito ouro?

OPINE!!!


Com uma atuação pífia, sem vontade e de forma desordenada, Seleção Brasileira volta a tropeçar na Olimpíada
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Milton Neves

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O Brasil volta a empatar sem gols contra uma fraca seleção, desta vez foi contra o Iraque.

De forma desordenada, onde cada jogador faz o que quer, a seleção não conseguiu criar jogadas e quase perdeu o jogo.

O “capitão” Neymar não fez nada em campo, além de se irritar e se esconder.

Gabriel Jesus, de forma egoísta, tentou carregar o mundo nas costas.

Gabigol, como um juvenil, nada fez a não ser provocar os adversários.

E o gol que o Renato Augusto perdeu?

Amigos jogadores, assistam a uma partida do basquete americano e aprendam o que é amor à camisa.

Capitão, jogue mais bola, seja mais Marta e menos Neymar!

Temos um catadão de bons jogadores, que fazem o que bem entendem.

Onde está o espírito olímpico?

Se o Brasil não vencer o próximo jogo, a chance de ser eliminado da Olimpíada, logo na primeira fase, é grande.

E tem mais, existe algo mais imbecil do que esse grito de “bicha”?

Ainda mais contra os pobres coitados do Iraque.

 


ABCD: Brasileiros bombando, viva o macarrão e xô, pizza!
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Milton Neves

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Estou jogando minha pequena toalha.

Não pude em 2015 meter o pau nos “pontozzzzz morridozzzzz…”.

Foi e está sendo um sucesso o nosso futebol pós-Felipão-7 a 1.

E é paradoxal.

Mesmo com tanto cartola ruim e com o brutal apequenamento de nossa Seleção.

Fizemos uma Copa pífia, vergonhosa, inesquecível.

E o defunto ainda não esfriou.

Levará séculos.

Pobre Barbosa, o sem culpa.

Bem feito para Felipão, que enterrou sua biografia.

Quem mandou ser carreirista e tomar o lugar do mediano Mano?

Pelé não disputou em 1974 a Copa da Alemanha para manter sua coroa no lugar, e Felipão deveria ter se contentado com 2002.

Tiro no pé.

E em 400 milhões de todos os nossos pés.

Hoje Felipão está na China mais trilionário do que nunca.

China que recebeu em 1.271 o mítico veneziano Marco Polo.

Aos 17 anos ele se mandou para lá, lutou contra Kublai Khan, neto de Gêngis Khan, e teria inventado o macarrão.

Só que não é verdade.

250 anos antes o italiano macarrão já existia conforme escreveu Martino Corno no livro “Vermicelli e Maccaroni Siciliani”.

Mas ele desbravou o mundo e adorava viajar.

Foi um Marco Polo internacional!

Já o nosso Marco Polo…

E será que a sua auto-reclusão na CBF e no Brasil está dando sorte aos nossos campeonatos?

Bobagem minha.

Mas como pode o abecedário da bola, na base do ABCD, estar tão maravilhoso em nossos Brasileiros, se a Seleção Brasileira e nossos cartolas estão tão mal?

Marin está preso.

E parem de dizer e escrever que aquele apartamento dele com 200 metros quadrados no 41º andar do Trump Tower da Quinta Avenida de Nova York, vale só 2 milhões de dólares.

Ora, conheço quem compraria 50 apartamentos do mesmo padrão por essa quantia incompatível de Série Y em Manhattan, território de “jogo pesado”.

Ainda mais sendo um imóvel na cara do Central Park e com uma vista maravilhosa.

Vale por volta 8 a 10 milhões de dólares.

E os outros dirigentes?

Carlos Miguel Aidar também danificou a sua biografia.

Marco Polo Del Nero não aceita nem jogar truco aqui do lado no Paraguai.

Laor e Odílio são réus perante a Justiça espanhola na esteira da mal cheirosa venda de Neymar, um enigma.

Mesmo assim o Corinthians empolga, o Galo também, o Grêmio sem Felipão cresceu, o Santos sem dinheiro pós-Laor e Odílio virou competitivo e as outras séries estão lotando estádios.

Na Série B, Botafogo e Vitória vão voltar, sete times lutam por duas vagas, e nas esquecidas Séries C e D temos e tivemos emoções a mil com públicos recordes.

Vila Nova-GO, Lusa, Brasil de Pelotas, Fortaleza, Asa, Tupi-MG, Londrina, Confiança, Botafogo-RP, São Caetano, River-PI, Lajeadense, Caldense, Ypiranga-RS, Remo e Operário-PR empolgam e empolgaram seus torcedores nesta reta de chegada da temporada.

E com esses times todos tão abnegados viajando para todo lado neste Brasilzão de Deus!

Coisa que nosso Marco Polo definitivamente não gosta de fazer, ao contrário de seu xará famoso que tanto o fez há 800 anos.

O mesmo italiano Marco Polo que não inventou de fato o macarrão, mas o nosso Marco Polo adoraria reinventar a pizza.

Foto: UOL


Quase ouro de tolo, Jogos Pan-Americanos são a Série C da Olimpíada. Não se enganem com esses resultados!
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Milton Neves

pan

Em Jogos Pan-Americanos, medalha de ouro é ouro de tolo.

Cada medalha de ouro no Pan representa 10º, 11º ou 12º lugar em Jogos Olímpicos.

Eu sei que é cruel falar isso!

Até porque o atleta brasileiro, fora do futebol, não tem apoio da grande mídia.

Eu mesmo não sou um cronista esportivo.

Eu só falo de futebol, sou um cronista futebolístico.

Mas a mídia brasileira em geral não apoia o esporte fora do futebol.

E futebol masculino, viu.

E o grande patrocinador nacional também abandona os nossos atletas.

Estatal ou privado…

O apoio no Brasil é dado apenas para três modalidades: futebol masculino, futebol masculino e futebol masculino!

Portanto, a crítica que faço não é voltada aos atletas, que mesmo ABANDONADOS conseguem disputar competições internacionais e ganhar medalhas.

Abandonados pelos verdadeiros culpados, os patrocinadores e também a hipócrita mídia, que só dão bola para o competidor quando vem uma medalha de ouro ou de prata, mesmo que seja no Pan.

Mas, insisto, vencer Jogos Pan-Americanos é como um clube de futebol conquistar um campeonato regional.

Enquanto a Olimpíada seria uma Liga dos Campeões.

Então, enquanto os nossos atletas só forem valorizados quando de conquistas de “Campeonatos Paulistas”, “Campeonatos Cariocas” ou “Campeonatos Mineiros”, ficará cada vez mais difícil vermos vitórias brasileiras na “Champions League” do esporte olímpico!

Uma pena…

Ouça a opinião de Milton Neves sobre o assunto, reproduzida na manhã desta terça-feira no programa “O Pulo do Gato”

Opine!


E o Allianz Parque? Estádio mais bonito e mais moderno do Brasil ficará de fora das Olimpíadas! Itaquerão, Mineirão, Mané Garrincha, Fonte Nova, Engenhão, Arena da Amazônia e Maracanã vão sediar o evento!
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Milton Neves

rio 2016

Enfim, foram definidos os estádios que vão sediar as partidas de futebol das Olimpíadas de 2016.

O Itaquerão, o Mineirão, o Mané Garrincha, a Fonte Nova, o Engenhão, a Arena da Amazônia e o Maracanã vão receber os jogos do evento.

E, como vocês puderam reparar, o Allianz Parque, estádio mais bonito e mais moderno do Brasil, ficará de fora do evento.

Um absurdo!!!

Por que será que os mandatários do futebol boicotam tanto a arena alviverde?

Bom, mas lembrar não custa nada: mesmo sediando a Copa e agora também a Olimpíada, o Itaquerão segue sem seus naming rights vendidos.

Essa nem Freud explica…

Opine!


A Fifa precisa aprender com a natação e com o atletismo: se um atleta está dopado, todos da equipe são punidos! No futebol tinha que ser assim: com um dopado, o time perde os pontos. Concorda?
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Milton Neves

nadador

A notícia pegou a todos de surpresa nesta semana.

João Gomes Junior, nadador que participou da ótima campanha brasileira no Mundial de Piscina Curta em dezembro do ano passado, foi flagrado em exame antidoping durante a disputa da competição.

Caso o doping seja confirmado, o Brasil perderá as medalhas de ouro das provas 4×50 m medley, 4x100m medley e 4x50m medley misto.

Ou seja, toda a equipe brasileira será punida por conta disso.

E, para mim, a Fifa tinha que seguir este exemplo.

Assim como nas provas de revezamento da natação e do atletismo, se um jogador for flagrado no exame antidoping, o time todo deve ser punido, perdendo pontos ou o título conquistado, caso seja em uma final.

A pena não pode ser individual, como acontece hoje.

Afinal, isso faria com que os atletas do futebol passassem a pensar ainda mais antes de ingerir alguma substância ilegal.

E você, o que pensa sobre o assunto?

Opine!


Tabelinha do mineiro Pelé e Einstein acabará em golaço!
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Milton Neves

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Mineira Dilma do Galo ganhou a eleição.

Mineiro Aécio do Cruzeiro bateu na trave duas vezes: nas urnas e na Copa do Brasil.

Mas ganhou o Campeonato Brasileiro…

Mineiro Pelé está no hospital.

Algo que nenhum beque cavalo conseguiu em 21 anos de caça ao Rei da Bola.

O Galo vai transformando o Cruzeiro em freguês.

Os dois foram brilhantes em 2014.

Boa de Varginha e América-MG também estão de parabéns.

O Coelho só não se juntou ao Galo e a Raposa porque o tapetão não deixou.

Minas hoje está prosa e soberano.

O São Paulo FC também.

Afinal, o Tricolor não se intitula “O Soberano”?

Só que atualmente virou “só-berano” as taças.

E o Rogério Ceni?

Ele passou a vida inteira se adiantando e aí a Penalty dá uma mísera adiantadazinha autorizada e vira esse rolo todo?

Até filme de despedida, belíssimo, ele autorizou, estrelou e protagonizou.

Eu vi o filme.

Aí se arrependeu e renovou até agosto de 2015.

Ainda bem.

Sua ausência tiraria uma bela e polêmica estrela do firmamento da bola.

Puxa, que semana!

E foi também a semana em que fiquei morrendo de medo e ansiedade torcendo pela saúde de Pelé.

Continuo preocupado.

O mundo está!

Ele inventou o Santos e o futebol.

É o mais perfeito dos brasileiros.

Foi também o engenheiro que traçou a estrada de minha vida.

Estou muito feliz com o que Deus, exagerado e bom demais, a mim destinou, mas sem Pelé não teria me tornado homem de comunicação.

Seria outra coisa qualquer sem nunca ter saído de Minas, creio.

Falam que nunca mais haverá tamanha consternação nacional como quando das mortes de Tancredo Neves e Ayrton Senna.

Um dia, daqui a muitos e muitos anos, Silvio Santos e Pelé provocarão ainda mais tristeza e espanto em nosso país.

Silvio no Brasil e Pelé no mundo.

A real e imensa dimensão dos dois a gente ainda não tem.

É típico do ser humano: a morte de quem pensamos ser imortal assusta, entristece, violenta e faz com que a gente ame muito mais o gênio que se foi.

Força, Pelé, o homem que tem três corações e um só rim vai fazer ainda mais 1000 gols lá no Estádio Albert Einstein.

Afinal, do inédito e histórico encontro desses dois gênios, Pelé e Einstein, coisa ruim jamais haveria de nascer.

É que na prática da relatividade só pode terminar este caso em um fantástico golaço.

Imagem: Túlio Nassif/Portal TT


Os EUA também esperam por Neymar
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Milton Neves

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Escrevo de Nova York.

Foi uma semana especial com minha esposa e filhos, meus quatro titulares.

Afinal, a gente só faz 63 anos na vida uma única vez.

A capital do mundo continua imponente com os seus metros quadrados mais caros e badalados do planeta.

Foi e será sempre assim.

Antes, no domingo à noite, 3 de agosto, saímos direto dos estúdios do “Terceiro Tempo” da Band para Miami, hoje tão brasileira.

Nova York é diferente.

Não é nem “só americana” mais.

É gente de todo lado.

Um festival de povos com rostos, jeitos, expressões, roupas, religiões, idiomas e pressas diferentes.

É a capital mundial do impessoal.

São Paulo perto de Nova York é uma cidade do interior onde todos se conhecem e se cumprimentam.

Sim, São Paulo, tem muito de fria também, mas jamais como a chamada “Big Apple”.

Aqui, mais do que em qualquer lugar do mundo, cada um tem um único time: o “Eu Futebol Clube”.

Mas deu para encontrar com alguns brasileiros, todos corintianos, é claro, no aeroporto, na parte residencial do Essex House, em Tribeca, no importantíssimo Central Park e na dolorida região das torres do antigo WTC.

E gente de todo o mundo continua deixando suas flores em homenagem aos assassinados de 11 de setembro.

 

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Ali, você tem uma sensação estranha, diferente, única, esquisita e até sobrenatural.

Todos se emocionam.

Mas, do lado, a vida continua.

São prédios e mais prédios que sobem em velocidade absurda e já beijando as nuvens.

Miami também.

O mercado imobiliário americano, moribundo entre 2010 e 2011, renasceu e voltou com tudo.

E será que esse país monumental verá nascer definitivamente e pra valer o nosso futebol por aqui?

Os times de Nova York e Orlando agitam a bola pelos EUA e o 5 de setembro é aguardado com enorme expectativa lá na Florida e em boa parte do País.

Com Neymar, é claro, estrelando todas as chamadas da mídia envolvendo o amistoso Brasil x Colômbia.

Já por aí, acompanhei pela Internet os jogos do meio de semana.

Destaque para o Corinthians, que voltou da parada para a Copa voando como um Boeing 787, mas que agora já está mais instável que um teco-teco.

A derrota para o frágil Bahia, pela Copa do Brasil, prova isso, mesmo com a classificação alvinegra.

O Palmeiras também venceu e Ricardo Gareca parece estar conseguindo dar forma ao amontoado de jogadores da equipe do Palestra Itália.

Mas a parada de hoje, contra o Galo, no Horto, convenhamos, é das mais complicadas.

E hoje também tem o Gre-Nal que marca a volta de Felipão ao futebol, pouco mais de um mês após os inesquecíveis 7 a 1.

Sorte de D’Alessandro e cia., que deverão ter uma tarde alemã no belíssimo Beira-Rio.


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