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Blog do Milton Neves

Categoria : Memória


Só imbecil coloca Pelé em 3º lugar entre os 10 maiores camisas 10 da história!

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Fim de ano é sempre a mesma coisa.

Como as notícias vão rareando com o Papai Noel e os chutes do Ano Novo tomando conta das manchetes, surgem as “famosas” enquetes para todo lado.

É “pesquisa” sobre quem foi ou é melhor nisso ou aquilo, qual o país do mundo em que os homens e as mulheres mais traem, quem é o produtor da maior abóbora do planeta, qual foi o mais perfeito time da história e até pesquisa para se saber o que será do mundo se o chuchu desaparecer.

Pois não é que a importante “FourFourTwo”, da Inglaterra, abriu a temporada dos chutes para fora ao ousar “escalar” os 10 maiores camisas 10 da história de nosso futebol e menosprezando Pelé?

Ora, a matéria, burra, já começa mal com a própria manchete.

Se é futebol e se o papo é sobre camisa 10, a pesquisa já deveria começar com o nome Pelé no título.

Saibam os senhores que, além do próprio futebol para valer a partir de 1957/58, quem inventou a importância e a mística da camisa 10 foi Pelé.

Antes dele, o mestre Claudio Carsughi sempre fala isso à exaustão, a camisa 5 era a mais cobiçada.

A 5 era a top por simbolizar a “metade do time” e por ser a camisa do médio-volante, normalmente o líder dos “quadros”, aquele que a tudo comandava a partir do meio do campo.

E foi assim até o nascimento de Pelé no Santos e na Copa de 58.

Na Suécia, por sorte, coube a 10 ao novo Rei do Futebol, coroado pós-Mundial pela imprensa francesa.

Jamais Feola e Paulo Machado de Carvalho dariam a 10 para um menino contundido se essa camisa já fosse tão importante.

E com ela Pelé virou Rei mesmo com Didi tendo sido apontado como o melhor da Copa da Suécia.

Aí, a 10 virou febre em todo planeta.

E até o invejoso Maradona aderiu à 10, copiando Pelé.

Cortado burramente “por ser muito jovem” pelo técnico Menotti em 78, Maradona viu sua seleção ganhar a Copa na marra e “peruanamente” nos bastidores.

E viu também pela imprensa César Menotti acabar com a guerra de vaidades entre oito jogadores argentinos que queriam porque queriam a camisa 10 de todo jeito.

Principalmente Villa, Ortiz, Houseman, Kempes, Ardiles, Bertoni, Alonso e Luque, normalmente 9.

Aí, Menotti optou pela famosa “ordem alfabética” a partir do segundo nome de cada argentino do elenco.

Assim, coube ao atacante Alonso, o Beto Alonso, a camisa 1, mundialmente o número do goleiro.

Ardiles, o Osvaldo Ardiles, logo transferido para a Inglaterra, ficou com a número 2.

E a 10, pela força do “K”, coube a Kempes, sem privilégio.

Já em 1982, é claro, com o “Pibe de Oro” na seleção argentina, Menotti repetiu sua “ordem alfabética”, mas o “Deus” Maradona não concordou e ficou com a cobiçada 10, a 10 de Pelé.

Só ele, porque Ardiles foi número 1, Bertoni 4, o goleiro Fillol (ele não aceitou o nome Matildo) recebeu a 7, Valdano a 20 e etc…

Dito isso, vejam que a “FourFourTwo” colocou Pelé em um mísero… terceiro lugar!!!

Não vou discutir a massacrante liderança técnica de Pelé, por desnecessário, mas discuto raivosamente a colocação imbecil do Rei atrás de Maradona, genial e invejoso, e de Puskas.

Na verdade, a lista correta dos 10 melhores camisas 10 da história é a seguinte: em primeiro, Pelé; segundo, Pelé; terceiro, Pelé; quarto, Pelé; e quinto, Pelé.

Em sexto, Maradona; em sétimo, Messi; em oitavo, Rivellino; em nono, Pedro Rocha; e em décimo, Platini.

Baggio,em quarto lugar na lista inglesa, merece na verdade um 72º lugar, mesmo não tendo jogado nem 25% de Dirceu Lopes, de Tostão ou de Ademir da Guia.

Já o comum Laudrup (9º lugar na “FourFourTwo”) e o muito mais ou menos Francescoli (10º), na verdade ocupam na relação dos maiores camisas 10 da história os 687º e 839º lugares, respectivamente.

E olhe lá!

Certo, Pelé?

E certo, Timão, campeão de 2015?

Afinal, você foi o que mais viu de perto a genialidade do fantástico e inigualável Pelé.

Foto: reprodução


Cuidado com a história da bola, meninada!

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Li, vi e ouvi, até na TV grandona, que depois de 56 anos Santos e Palmeiras voltarão a decidir um Campeonato Paulista “reeditando aquele extraordinário duelo de 1959 entre Pelé e… Ademir da Guia”!?!?!

Meu Deus do céu, foi muito forte!

Em 1959 e 1960 o Palmeiras tinha Zequinha e Chinesinho no meio-campo com Ademir da Guia sendo à época apenas uma promessa como médio-volante do Botafogo e depois do Bangu.

Basta ver em meu “Que Fim Levou?” do terceirotempo.com.br, as fotos de Ademir da Guia, de pé, nos juvenis do Fogão e depois no time de Moça Bonita.

E quando veio para o Palmeiras, em agosto de 1961, ele chegou a ser reserva de Hélio Burini e também posou de pé nas fotos do Verdão.

Gente, o Rei e o Divino passaram a se enfrentar para valer só em 1962 e, principalmente, em 1963, com o palmeirense sendo o campeão paulista em seu segundo ano em São Paulo.

1963 foi um ano de um Santos cansado pelas batalhas contra Boca Juniors e Milan nas terríveis e difíceis decisões pelo bi da Libertadores e do Mundial.

Assim, em 1959, com a decisão do Supercampeonato Paulista sendo disputada, depois de dois empates, já em 1960, no dia 10 de janeiro, quando Ademir da Guia “não existia” no Parque Antártica.

Pelé fez 1 a 0, Julinho empatou e Romeiro, cobrando falta que não ocorreu – vi muito bem no Canal 100 da TV Manchete que apresentei em 1994 -, decidiu o ” Super Paulistão-1959″.

Aliás, naquele programa ao lado também de Luís Pereira, Ademir da Guia e Julinho Botelho (vejam fotos nas páginas deles também em “Que Fim Levou?”), Romeiro viu seu gol e… chorou!

Ao se recuperar, disse: “chorei porque esta é a primeira vez que vejo bem esse meu gol. Chutei, tinha gente na frente, não vi nada, a bola entrou lá no gol do Laércio e todo mundo pulou em cima de mim. Não vi o gol e depois do jogo fui para o Rio de Kombi com 10 amigos que vieram ver a final, comemoramos lá por semanas, não havia tape na TV e só hoje vi esse gol histórico”, explicou, deixando-nos boquiabertos no estúdio.

E insisto: vejam no “Que Fim Levou?” as fotos do programa nas páginas de Romeiro e dos citados jogadores acima e matem saudades.

E teve mais, com Julinho Botelho falando: “E o meu gol, fora da minha ponta, o do empate, vi bem agora, foi belo presente do zagueiro Getúlio”, brincou o doce camisa 7 que pediu, por telegrama, direto de Florença, para não ser convocado pela CBD para a Copa de 1958 “porque seria uma injustiça com esse menino aí, o Garrincha”.

Que coisa, hein?

Hoje, como em concurso de miss, jogador de bola, se puder, “até mata” um rival da posição para ir para uma Copa do Mundo no lugar dele.

Mas, enfim, por que o Palmeiras de Valdir Joaquim de Moraes (o único campeão de 1959 que está vivo), Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar, Geraldo Scotto, Zequinha, Chinesinho, Julinho, Nardo, Américo Murolo, Romeiro e Oswaldo Brandão, foi “super” campeão paulista de 1959?

É que, antigamente, quando dois ou três times terminavam empatados após os dois turnos em pontos corridos e perdidos (um por empate e dois por derrota), a decisão extra era a chamada “super”.

E também por isso o Campeonato Carioca de 1958 foi chamado de “Super-Super” porque o Vasco de Gradim, o campeão, Botafogo e Flamengo protagonizaram um incrível triplo empate ao final da etapa de classificação.

Na primeira decisão a três, persistiu a indefinição.

Aí, na segunda, diante do Flamengo, deu Vasco de Miguel, Paulinho (quebrou a perna no jogo) e Bellini; Écio, Orlando e Coronel; Sabará, Waldemar, Almir, Roberto Pinto e Pinga.

150 mil pessoas viram o jogo quase no dia em que lá em Cuba Fidel Castro e Che Guevara goleavam Fulgencio Batista.

E o Vascão foi assim “Super-Super” campeão carioca de 1958, devido à duas decisões extras.

E agora, em 2015, que ninguém mais invente “fatos extras” e que não fale mais ou escreva que “56 anos depois Pelé e Ademir da Guia (sic) voltarão a decidir um Campeonato Paulista”.

Ora…
A história grita e se revolta, meninada!

Imagem: Túlio Nassif/Portal TT


A folha seca de Didi, o Santos “quebrado” e o “Caso Neymar”!

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Canhota de Neymar já empata com a direita.

Com Pelé foi assim também e muito mais, é claro.

Coisas raras, mas muitos “direitos” igualmente melhoraram suas esquerdas.

Já o canhoto melhora a sua direita só em exatos 52.67%, no máximo.

Rivellino, genial, só fez um gol com a direita.

Foi no Maracanã, de sem pulo, de fora da área, pelo Fluminense.

O levantamento é do não menos genial Cláudio Scaff Zaidan, das Rádios Bandeirantes e Bradesco FM.

Zaidan, belo historiador e frio pesquisador, também decreta que Didi só fez um gol de “Folha Seca” na vida.

Ele “leu” todos os jogos de Didi pelo Flu, Botafogo, seleção, Real Madrid e São Paulo.

E viu e ouviu 42.87% deles.

O gol único foi naquela falta, contra o Peru, no Maracanã, pela eliminatória direta para a Copa de 1958.

Só dois jogos porque os cartolas burros não tinham descoberto ainda os direitos de TV e o marketing esportivo.

Lá, foi 1 a 1, com Índio empatando para o Brasil.

No Rio, na volta, estava um 0 a 0 chorado, no lotado Maracanã, quando Didi venceu o gigante negro Rafael Asca em cobrança de falta que Nelson Rodrigues imortalizou como “Chute de Folha Seca”.

É que uma folha seca levada pelo vento sempre tem destino improvável, impreciso, lotérico.

Estudei a trajetória da bola no chute de Didi em imagens claríssimas em 1994 quando apresentava o “Canal 100” pela finada TV Manchete.

À época, com assessoria de Narcizo Vernizzi, o homem do tempo, do sol, da chuva e dos ventos, e do onipresente Álvaro Paes Leme, da Rede Record e da Bradesco FM, concluímos que a bola ia fora, mas no caminho dela em direção ao gol “ia passando um vento noroeste” que alterou a sua trajetória.

E o goleiro Asca, o “Pássaro Negro” do Peru, até fica olhando para cima “xingando” o vento, após o gol.

Vento esportivo que foi também imortalizado pelo não menos célebre Roberto Drummond, o Nelson Rodrigues de Minas Gerais.

“Quando vejo uma camisa do Atlético Mineiro estendida no varal, torço contra o vento”.

E eu torço pelo esclarecimento do “Caso Neymar”.

Quase voz isolada contra a “doação” do jogador ao Barcelona, mesmo inicial e burramente tendo apoiado em minhas mídias a antecipação em um ano do vencimento do contrato do Pelezinho da Vila, vejo hoje que o assunto está cada vez mais mal cheiroso.

Não me surpreenderei se pintar no caso, entre tantos envolvidos nos dois extremos e entre tantos intermediários ou empresários do negócio, alguma “delação premiada”, algo tão em moda hoje no Brasil.

“Você quer chegar no ponto final de uma história? Então siga o caminho percorrido pelo dinheiro”, ensinam experientes investigadores internacionais.

Na ponta do comprador a polêmica fedida já virou “batom na cueca”.

Sandro Rosell, seu vice e o Barça, perante o MP e o fisco espanhóis, estão envolvidos ou enrolados até a medula.
A coisa vai chegar aqui?

Aguardemos.

Enquanto isso o quase falido Santos do coitado do Modesto Roma vai capengando tentando sair do buraco em que o clube se meteu pós-Laor-Odílio.

Na semana, outra bordoada no caixa da Vila.

O TJ-SP, por 3 a 0, decidiu que foram legais os contratos que Marcelo Teixeira assinou com a DIS vendendo à empresa jogadores como Wesley, Ganso, Andre e outros de “baciada” de uma molecada que, na maioria, sumiu.

Ou seja, ao invés de pagar à época o percentual da empresa quando da venda dos jogadores, a dupla Laor-Odílio preferiu “empurrar com a barriga” e entrar na Justiça contra os atos de Marcelo Teixeira.

Foram para o Poder Judiciário, postergaram os pagamentos e perderam.

Aliás, eles nada perderam porque agora quem perdeu, seis anos depois, foi o Santos, hoje com o CT Meninos da Vila sujeito à humilhante leilão judicial.

Justamente os dois cartolas que deviam ter se rebelado muitíssimo mais contra o não recebimento dos 55% dos direitos do Santos FC sobre os mais de 100 milhões de euros, o verdadeiro custo da transferência do “Menino de Ouro”, segundo autoridades espanholas.

Alegam que não sabiam e temos que acreditar porque eu também não sabia, ao contrário de Neymar pai e da ponta compradora.

E lembrar que Neymar, lá pelos fins de 2008, à época um “projeto de craque” como talvez um Victor Andrade, um Neilton ou um Gabigol, só não deixou o Santos e foi para o Real Madrid por R$ 5 milhões porque Neymar pai vendeu os 40% do filho para a DIS, que também micou, por enquanto, no mais nebuloso negócio da história do futebol.

Mas, tenho para mim, que esse jogo só está em seu primeiro tempo e que temos ainda muito esgoto para passar debaixo da ponte que liga Santos a Barcelona.

Foto: UOL


Que fim levará o Santos? Conforme este blog profetizou, teremos terra arrasada na Vila pós-Laor/Odílio? Ou já temos?

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Modesto Roma Júnior não está conseguindo evitar que a Vila afunde.

A era Laor-Odílio foi terrível para o clube e o novo presidente terá muito trabalho.

Com salários atrasados, jogadores importantes como Arouca e Aranha entraram na justiça em busca de uma liminar para sair do Peixe.

Os dois podem acabar no Palmeiras.

O volante Alan Santos foi para o Coxa, abandonou o Santos também por não receber salário.

Lucas Lima, meio-campista talentoso, e o bom marcador Alisson são assediados por outros clubes.

Se o Santos não encontrar uma maneira de pagar esses atletas, ficará sem jogadores no meio-campo.

Cadê o dinheiro da venda do Neymar?

A Vila Mais Famosa do Mundo passa por uma turbulência e pode não suportar esta crise.

Opine!

Foto: UOL


Valdívia genérico marca e Palmeiras perde. Flamengo atropela o Vitória. Joinville é derrotado pelo Oeste, mas vence a série B e Avaí fica com a última vaga da primeira divisão

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O Internacional começou a partida com todo gás. Precisando da vitória para fugir do rebaixamento, o Palmeiras entrou em campo com quatro volantes e jogou no contra-ataque.

O Palmeiras teve a primeira chance do jogo com Marcelo Oliveira, o volante chutou para fora.

Aos 23 minutos da primeira etapa a defesa do Verdão falhou e o Colorado marcou o gol com o atacante Taiberson, que teve a ajuda de Marcelo Oliveira, ao desviar a pelota.

Após sofrer o gol o Palmeiras precisou atacar o Inter. Deu certo, aos 38 minutos, ainda da primeira etapa, o meio-campista Wesley fez boa jogada e encontrou Renato na área, que desviou de cabeça e empatou a partida.

O segundo tempo começou igual, o Inter partindo para o ataque e o Palmeiras jogando no contra-ataque, por uma bola.

Quando o Palmeiras estava melhor em campo o Inter voltou a marcar, em jogada de laterais. Wellington Silva cruzou para Fabrício, que subiu mais que Lúcio e testou no ângulo de Fernando Prass.

O Valdívia genérico, que está jogando mais que o original, entrou em campo e marcou um golaço. O garoto acertou um belo chute de fora da área e deu números finais ao jogo.

Ainda deu tempo do gringo Allione ser expulso pelo segundo cartão amarelo e Bruno César levar cartão vermelho direto, por agredir Fabrício.

A situação do Verdão na tabela é crítica, o time vai disputar o último jogo com chance de rebaixamento. Já o Inter conseguiu uma vaga na próxima Copa Libertadores da América.

Criciúma x Sport

O Criciúma já rebaixado, recebeu o Sport em um jogo sem importância na tabela. Os visitantes abriram o placar com o ótimo lateral-direito Patric.

No segundo tempo o jogo melhorou e o Criciúma empatou com Lucca, mas logo em seguida o Sport voltou a marcar com Ewerton Páscoa.

Lucca estava em noite inspirada e empatou a partida novamente. O jogo terminou 2 x 2.

Flamengo x Vitória

O Flamengo recebeu o Vitória na Arena Amazônia, para um jogo ligado aos clubes que brigam para não cair. O time da Bahia entrou em campo sabendo da derrota do Palmeiras, caso vencesse estaria fora da zona de rebaixamento.

O Vitória marcou um gol contra na metade do primeiro tempo. O zagueiro Kadu tentou salvar seu time, mas anotou o tento.

Na segunda etapa o Vitória precisou atacar mais e deu espaço ao Mengão. Não deu outra, em um belo contra-ataque o atacante Elton marcou o segundo gol. Everton e Nixon anotaram o deles e deram números finais ao jogo.

Escudero pisou em Cáceres e recebeu o segundo amarelo, a expulsão complicou mais ainda o Vitória.

Série B do Campeonato Brasileiro

O Joinville visitou o Oeste e precisava vencer ou até mesmo perder, contanto que a Ponte Preta não vencesse, para ser campeão.

O único gol da partida foi marcado pelo atacante Cristiano, do Oeste. O time de Santa Catarina perdeu, mas foi Campeão Brasileiro.

A Ponte visitou o Náutico e só a vitória lhe traria o título. O meia Vinícius saiu na frente, a Macaca empatou com Renato Cajá, mas viu o troféu escapar de suas mãos.

O Boa Esporte também precisava vencer o rebaixado Icasa para conquistar o acesso à série A. O time mineiro marcou dois gols, mas levou três e deixou a vaga escapar.

O Avaí aproveitou a bobeira do Boa, venceu o Vasco com um único gol, do ídolo Marquinhos, e ficou com a quarta vaga da séria A do Brasileirão.

O Avaí se juntou ao Vasco, Ponte Preta e Joinville. Os quatro estarão na série A do Campeonato Brasileiro de 2015.

Portuguesa, Vila Nova e Icasa começaram a última rodada rebaixados. O América de Natal levou uma goleada do Paraná, viu o Bragantino vencer o ABC e caiu para a série C do Brasileirão.


Tabelinha do mineiro Pelé e Einstein acabará em golaço!

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Mineira Dilma do Galo ganhou a eleição.

Mineiro Aécio do Cruzeiro bateu na trave duas vezes: nas urnas e na Copa do Brasil.

Mas ganhou o Campeonato Brasileiro…

Mineiro Pelé está no hospital.

Algo que nenhum beque cavalo conseguiu em 21 anos de caça ao Rei da Bola.

O Galo vai transformando o Cruzeiro em freguês.

Os dois foram brilhantes em 2014.

Boa de Varginha e América-MG também estão de parabéns.

O Coelho só não se juntou ao Galo e a Raposa porque o tapetão não deixou.

Minas hoje está prosa e soberano.

O São Paulo FC também.

Afinal, o Tricolor não se intitula “O Soberano”?

Só que atualmente virou “só-berano” as taças.

E o Rogério Ceni?

Ele passou a vida inteira se adiantando e aí a Penalty dá uma mísera adiantadazinha autorizada e vira esse rolo todo?

Até filme de despedida, belíssimo, ele autorizou, estrelou e protagonizou.

Eu vi o filme.

Aí se arrependeu e renovou até agosto de 2015.

Ainda bem.

Sua ausência tiraria uma bela e polêmica estrela do firmamento da bola.

Puxa, que semana!

E foi também a semana em que fiquei morrendo de medo e ansiedade torcendo pela saúde de Pelé.

Continuo preocupado.

O mundo está!

Ele inventou o Santos e o futebol.

É o mais perfeito dos brasileiros.

Foi também o engenheiro que traçou a estrada de minha vida.

Estou muito feliz com o que Deus, exagerado e bom demais, a mim destinou, mas sem Pelé não teria me tornado homem de comunicação.

Seria outra coisa qualquer sem nunca ter saído de Minas, creio.

Falam que nunca mais haverá tamanha consternação nacional como quando das mortes de Tancredo Neves e Ayrton Senna.

Um dia, daqui a muitos e muitos anos, Silvio Santos e Pelé provocarão ainda mais tristeza e espanto em nosso país.

Silvio no Brasil e Pelé no mundo.

A real e imensa dimensão dos dois a gente ainda não tem.

É típico do ser humano: a morte de quem pensamos ser imortal assusta, entristece, violenta e faz com que a gente ame muito mais o gênio que se foi.

Força, Pelé, o homem que tem três corações e um só rim vai fazer ainda mais 1000 gols lá no Estádio Albert Einstein.

Afinal, do inédito e histórico encontro desses dois gênios, Pelé e Einstein, coisa ruim jamais haveria de nascer.

É que na prática da relatividade só pode terminar este caso em um fantástico golaço.

Imagem: Túlio Nassif/Portal TT


Ouça um dos grandes momentos do rádio esportivo e do Sport Club Corinthians Paulista! Confira aqui como foi o épico “Terceiro Tempo” da Rádio Jovem Pan no dia 16 de dezembro 90, após Corinthians 1 x 0 São Paulo, gol de Tupãzinho

Decisao do Campeonato Brasileiro de 1990 Corinthians x Sao paulo

Foto: Daniel Augusto Jr.

Ouça abaixo um dos grandes momentos do rádio esportivo e do Sport Club Corinthians Paulista!

Confira como foi o épico “Terceiro Tempo” da Rádio Jovem Pan no dia 16 de dezembro de 1990, após Corinthians 1 x 0 São Paulo, gol de Tupãzinho.

O time comandado pelo Neto deu a maior alegria ao corintiano desde 1910.

E o “Terceiro Tempo”, o mais importante programa esportivo pós-jogo do rádio brasileiro, dava mais uma demonstração de como deve ser uma atração após a rodada.

Curta, ouça e sinta muita emoção pelo Corinthians e pelo futebol em verdadeira aula de como se fazer jornalismo esportivo no rádio.

Obrigado ao então ouvinte da Jovem Pan Thomaz Rafael, ex-SBT e hoje excelente apresentador da Rádio Transamérica.

Ele nos brindou com esta relíquia.

E é nóis, vai Curintia!

Continuação…


O Cruzeiro de hoje é o Palmeiras de 1965!

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7 de setembro de 2014.

Há exatos 49 anos o Palmeiras representou o Brasil-CBD em Belo Horizonte.

Goleou a seleção oficial do Uruguai por 3 a 0.

Foi o segundo jogo festivo da inauguração do Mineirão.

Um dos gols teve autoria do saudoso Germano, que entrou no segundo tempo.

O mesmo negro Germano que se casou com uma condessa italiana a contragosto do influente sogro, milionário do ramo de helicópteros.

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Germano ao lado de sua primeira esposa, a condessa Giovanna

Tão influente era que fez o Milan emprestar o genro-jogador ao italiano Palmeiras.

Mas deu tempo para o nascimento de uma única filha, Giovana Clara Maria Germano, hoje tão incrivelmente secreta e “desaparecida”.

Sei que há alguns anos ela residia em Los Angeles-EUA.

Mas e agora?

Está aí uma bela pauta para a imprensa brasileira.

Afinal , cadê a filha mulata do Germano, também ex-Flamengo e morto em Conselheiro Pena-MG em 1º de outubro de 1997?

Onde ela mora atualmente, é casada, tem filhos e que lembrança tem do pai?

E será que hoje ela aprova o que os avós impuseram à mãe dela ali pelos anos 60?

Confesso que morro de curiosidade.

Mas daquele célebre Palmeiras-CBD 3 x 0 Uruguai, mais dois detalhes, um deles triste.

Nesta semana morreu o “bíblico” massagista da primeira e verdadeira “Academia de Futebol do Verdão”.

Trata-se de Reis, que por décadas foi o “Mário Américo do Palmeiras”.

Sempre vestindo branco, Reis está em todas as fotos da fase mais espetacular da vida do Palmeiras, hoje tão apequenado, acuado, triste, assustado e derrotado.

Reis, há anos, teve um AVC que desfigurou seu rosto, recuperou-se, mas faleceu neste 2 de setembro de 2014, em São Paulo.

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O massagista Reis, no início dos anos 70 e em 20 de setembro de 2013

Deixou uma linda família, uma bela história e uma rede de podologia espalhada pela cidade.

Já a outra curiosidade daquele histórico 3 a 0 de Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina, Ferrari, Dudu, Ademir da Guia, Julinho, Servílio, Tupãzinho, Rinaldo e Filpo Nuñes (o melhor  time da história do Palmeiras), foi a presença no banco de reservas de Dario Mineiro ou Dario “O Leopardo das Alterosas”, que vem a ser primo do importante jurista brasileiro Joaquim Barbosa.

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Dario com a camisa da CBD, em 1965

 E Dario, hoje político em Paracatu-MG, virou “O Leopardo das Alterosas”, porque o Palmeiras tinha o “Ademar Pantera”, à época com a perna quebrada e engessada.

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Ademar Pantera, à direita com a perna engessada, ao lado do ex-dirigente Arnaldo Tirone e de Gildo Bala

Ademar Pantera morreu lamentando sua má sorte “porque ao lado de Pelé eu ganhava a Copa de 66” disse um dia a mim, na Rádio Jovem Pan I – AM.

Enfim, são lembranças e fatos que hoje registro em modesta forma de desejar plena e total recuperação ao Palmeiras.

Afinal, chega, do jeito que está não pode ficar!

O futebol brasileiro precisa de um Palmeiras forte que sempre teve pelo menos um jogador na seleção, nas Copas que ganhamos.

E, pelo Verdão, hoje deixo de dar mais detalhes de Brasil 1 x 0 Colômbia, gol de Neymar, do Grêmio, mártir da luta contra o racismo no futebol brasileiro, da recuperação de Pato e Ganso, do Santos que anda também se “palmeirizando” e das emocionantes e épicas classificações de Flamengo e Botafogo, na Copa do Brasil.

E também do horroroso apito amigo que classificou Fla e Fogão, eliminando injustamente Coritiba e Ceará da ótima competição nacional.

Foi uma vergonha, mas na Copa do Brasil há muita emoção porque tem mata-mata e não os malditos e insossos pontos corridos.

Ah, e ao final vai dar Cruzeiro duplamente: ganhará a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

É que o Cruzeiro atual, também italiano, anda lembrando muito os fortíssimos Palmeiras de 65 e 66.


Palmeiras vence o Coritiba e dorme fora do rebaixamento. Botafogo ganha com um golaço e sobe na tabela. O Galo Mais Lindo do Mundo bate o Internacional com gol de Tardelli

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Palmeiras x Coritiba

O Palmeiras começou a partida com muita vontade, dominou todo o primeiro tempo e marcou o gol com Juninho. No final da primeira etapa o capitão do Coritiba, Leandro Almeida, acertou Mouche com um carrinho por trás e o árbitro expulsou o atleta com cartão vermelho direto.

O árbitro aplicou 11 cartões na partida. O Palmeiras voltou mal no segundo tempo, mas segurou o resultado e dorme fora do rebaixamento, agora é torcer contra os adversários na briga contra o Z4, para não passar o centenário na degola.

Atlético Mineiro x Internacional

O primeiro tempo foi equilibrado e as duas equipes tiveram oportunidades. O goleiro Victor salvou o Atlético em um belo chute do volante do Wellington.

Na segunda etapa o técnico Abel Braga colou Alex no Lugar de D’Alessandro.  O Galo, no desespero, ficou com cinco homens ofensivos. Deu resultado e Diego Tardelli, o atacante da seleção brasileira,  marcou o gol da vitória do Atlético.

Botafogo x Chapecoense

O Botafogo pressionou todo o primeiro tempo e foi premiado com um belo gol do meio-campista Luis Ramirez.

Na segunda etapa, atrás no placar, o clube de Santa Catarina voltou mais ofensivo, mas não conseguiu o empate. Os dois clubes estão no meio da tabela e com esta vitória o Fogão fica fora do rebaixamento.

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O inferno é verde, e por que “lanterna” para se apontar o último colocado?

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Escrevo de Aracaju-SE.

Texto escrito sexta-feira à tarde, dia 22.

Não conhecia Sergipe.

Lugar lindo.

Gente boníssima.

A Rádio e TV Bandeirantes têm grande aceitação por aqui, senti.

Vim por evento corporativo, contratado.

E por palestra mediante ajuda humanitária à “Casa de Atendimento ao Muzambinhense com Câncer” de Jaú-SP.

Casa alugada há quase 10 anos, mas já compramos um terreno para a construção de um local definitivo e próprio para a nobre causa.

E não é que aqui em Aracaju temos também um muzambinhense?

Trata-se de Pedro Varoni de Carvalho, ex-EPTV de Varginha-MG e hoje diretor de jornalismo da Rede Globo-Sergipe.

Foi ele quem solicitou minha palestra na Universidade Tiradentes, aqui na terra da Rádio Liberdade, afiliada da Rádio Bandeirantes AM e FM.

O Pedro é filho do são-paulino “Pedro do Banco”, na época do Banco da Lavoura e do Banco Moreira Sales de minha terra e de meus tempos de menino também.

E é sobrinho de Paulo Ferreira de Carvalho, falecido agora em 2014, um dos quatro donos da extinta e saudosa “Rádio Continental de Muzambinho”, onde comecei lotericamente na locução e no jornalismo em 1967.

Agora, como faço em quase todas as capitais do Brasil, vou escolher um time aqui de Sergipe para “defender” e outro para “atacar” no “Terceiro Tempo” da Band e em minhas tribunas todas.

E não é que o Palmeiras também não para de atacar a sua história?

O nobre clube verde comemora 100 anos de vida e resolveu iluminar sozinho o Campeonato Brasileiro?

Ora, não pode!

Definitivamente, não!

Afinal, como aguentar ser tri-rebaixado?

Mais do que para San Gennaro, já tem palmeirense rezando por… Santa Catarina, lá embaixo.

É que os três times da linda terra de Anita Garibaldi podem salvar timecos como Botafogo, Coritiba, Bahia, Vitória e… Palmeiras!

Sim, o Verdão pode cair de novo e hoje é lanterna isolado.

Inclusive, segundo o maldoso Mauro Beting, o Palmeiras, que recentemente vendeu Alan Kardec, contratou nesta semana para o seu lugar o “Alan Terna”.

Eu, claro, não achei graça.

E por que “lanterna”?

No Brasil, desde os anos 50, o último colocado, de qualquer competição ou eleição, é chamado de “lanterna” ou “lanterninha”.

E não só no futebol, mas sim em todas as competições, seja no mundo esportivo ou até nas disputas eleitorais, quando o menos votado é também “iluminado” pelo último lugar.

É que a saudosa “A Gazeta Esportiva”, a bíblia esportiva de ontem, às segundas-feiras, publicava em sua última página a classificação do Paulistão (e que Paulistão era!) na forma de uma composição ferroviária.

Nos trilhos, eram estilizados a locomotiva e mais 19 vagões, todos identificados por cada clube participante na ordem de classificação por “pontos perdidos” e não por “pontos ganhos”.

O empate valia um ponto e a vitória dois e não três como hoje.

A locomotiva era sempre o Santos, o líder.

E o “lanterna’, comumente, era o Jabaquara.

Então a estilizada composição ferroviária tinha, mais ou menos na ordem de Santos (a locomotiva), Palmeiras (o primeiro vagão), São Paulo (o segundo), Ferroviária (o terceiro), Corinthians (o quarto) e assim por diante até o último vagão, o vagão do Jabaquara, o 19º e último.

E neste último vagão, como até hoje nos trens do mundo, havia as duas escadas laterais e, acima da porta de entrada e saída, uma luminária, um farolete ou uma… lanterna!!!

Daí a criatividade do povo, do tamanho do poder de “invenção” de Nizan Guanaes, Washington Olivetto, Átila Francucci e Fábio Fernandes, batizou de “lanterna” ou de “lanterninha” todo e qualquer candidato de qualquer competição que tenha ficado ou que hoje fique na incômoda posição de “Último dos Moicanos”.

Então, Palmeiras, força, fé, arrume as malas e mude de vagão, urgentemente!

Ah, e sabem qual era o slogan de “A Gazeta Esportiva”, minha primeira faculdade de jornalismo esportivo?

“Se a Gazeta Esportiva não deu, ninguém sabe o que aconteceu”.

E não é que ela, mesmo morando no céu, continua informando e até ensinando por que “lanterna” na vida?

FOTO: Portal/TT