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Blog do Milton Neves

Categoria : Fifa


Árbitro de vídeo: o grande protagonista da Copa das Confederações! Você aprova?

Foto: Divulgação/FIFA

Claro que você, amante do bom futebol, tem acompanhado na tela da Band todas as emoções da Copa das Confederações da Rússia.

E é óbvio que tem percebido também as constantes interferências do árbitro de vídeo nas partidas.

Inclusive, não é exagero dizer que o VAR (vídeo assistant referee) tem sido o grande protagonista da competição.

Para mim, um avanço que chega com atraso de “trocentos” anos.

Mas, é claro, tem muita gente criticando essa novidade.

Alegam que a demora para sair a decisão sobre determinado lance deixa o jogo menos dinâmico.

Mas não é melhor um veredicto lento e correto do que um rápido e equivocado?

Enfim, esse assunto ainda vai dar muito pano para a manga…

Mas, e você, o que pensa sobre o assunto?

Tem gostado do uso da tecnologia nos jogos da Copa das Confederações?

Ou você faz parte do time do genial Nelson Rodrigues, que dizia: “A arbitragem normal e honesta confere às partidas um tédio profundo, uma mediocridade irremediável. Só o juiz gatuno, o juiz larápio dá ao futebol uma dimensão nova e, se me permitem, shakesperiana. O espetáculo deixa de se resolver em termos chatamente técnicos, táticos e esportivos”?

Opine!


Dona FIFA, depois da TV, o doping, por favor!

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A Fifa sempre foi lenta em suas decisões quando resolve alterar isto ou aquilo nas regras do futebol.

É lenta e foi até ciumenta.

Foi assim com o bastão de spray branco para marcar no gramado o limite da barreira.

“Dali o jogador não pode passar quando das cobranças de faltas”, decretou-se.

E isso nasceu em 2000 no futebol por obra de Eduardo José Farah, então presidente da Federação Paulista.

Naquele domingo à noite de agosto ou setembro de 2000, durante um “SuperTécnico” na Band, Felipão, Zagallo, Parreira e Carpegiani discutiam e reclamavam da vergonha das barreiras sempre se adiantando nas cobranças de faltas.

Foi o tema central do programa.

Aí, Luize Altenhofen, minha segunda companheira de “SuperTécnico”, imprimiu um e-mail com a ideia de um telespectador iluminado sugerindo que o problema acabaria com um simples bastão de creme de barbear ser colocado na cintura de todos os árbitros.

“É só fazer um risco branco do lado dos pés dos jogadores com o creme de barbear que dali eles não passam”, sugeriu o torcedor.

Os técnicos gostaram e o presidente Farah, vendo o programa, mais ainda.

Já na segunda-feira consultou um profissional que ponderou ser impraticável o creme de barbear porque ele, com sua composição química, danificaria a grama e nas intermediárias teríamos “cicatrizes” a ponto de transformar gramados em mosaicos de xadrez.

Resolveu-se fácil.

O químico bolou um spray branco “inofensivo” sem os componentes “agressivos” do creme de barbear e logo a novidade foi implantada “na marra” no futebol paulista, dizia Farah.

A FIFA não vetou, mas ignorou, desdenhou e depois sucumbiu sem nunca ter dado crédito ao então presidente da FPF.

Hoje o mundo usa o spray e as cobranças de faltas e suas barreiras foram disciplinadas.

E agora está chegando a TV para ajudar os coitados dos árbitros e bandeirinhas.

Antes tarde do que nunca.

Mas ainda faltam duas medidas que urgem no futebol.

Proibição de se jogar nas alturas, como em La Paz, por exemplo, porque ali ainda vai morrer um jogador visitante.

Aliás, não sei como ainda não morreu alguém.

Mas, ao morrer, virá a proibição, tardia, anotem.

Por que não a prevenção e proibição já?

E o doping, então?

Ora, dona FIFA, qualquer time, qualquer seleção e em qualquer competição em que um jogador for flagrado dopado, tem que ser caso de sumária eliminação do campeonato e imediata derrota do time dele, seja qual tenha sido o placar do jogo.

Puristas alegam que “o doping só de um jogador não pode contaminar os outros 10 porque se trata de esporte coletivo”.

E acrescentam: “Isso só pode valer para esporte individual”.

Mas, meu Deus, outro dia o Paulista foi eliminado da final da Copinha devido a um só “gato” que destruiu os sonhos de seus 10 companheiros e de um clube que luta para ressurgir a partir de Jundiaí.

Foi ou não foi?

E nos Jogos Olímpicos?

Os revezamentos da natação e do atletismo são modalidades esportivas coletivas, como no futebol, basquete, vôlei e etc.

Ora, claro que são esportes coletivos.

Coletivo de quatro é a mesma coisa de coletivo de 11.

Ou não?

Se nos revezamentos olímpicos um atleta dopado contamina os outros três com medalha devidamente cassada, por que no futebol não se aplica a mesma coisa?

Como no caso de La Paz, a FIFA estará numa grande fria quando em Copa do Mundo ou Eurocopa acontecer de uma seleção top classificada em mata-mata ou considerada campeã na grande final tiver apresentado um ou dois jogadores dopados.

A seleção derrotada não aceitará, o mundo se indignará e a FIFA mudará a regra porque punir o jogador e manter o resultado é um absurdo.

Que mude agora, caramba!

Opine!


Copa com 48 seleções é um exagero; e o Palmeiras está virando um Chelsea, enquanto o Corinthians está quase um Hull City-ING!

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Agora é oficial.

A Copa do Mundo, a partir de 2026, contará com… 48 seleções!!!

Um grande exagero, não é mesmo?

Afinal, o Mundial é interessante pela qualidade dos jogos, e não pela quantidade de partidas e de seleções.

A Fifa tem que se cuidar para não tornar o seu grande evento tão desinteressante quantos nossos Estaduais.

Mas e o Palmeiras, hein?

Está quase virando um Chelsea!

Dispensou bons jogadores que foram campeões brasileiros no ano passado, trouxe ótimos reforços e é grande favorito a ganhar tudo em 2017.

Até mesmo o tão sonhado Mundial.

E, gostem ou não, Felipe Melo foi uma ótima contratação.

Mas ele precisa parar de xingar jornalista.

Criar guerra com a imprensa não é bom negócio.

Dunga que o diga…

Mas se o Palmeiras está se tornando um Chelsea, o Corinthians está quase um Granada-ESP ou um Hull City-ING.

Só contrata refugo e corre sério risco de perder os poucos bons jogadores que restaram no elenco.

Está na hora de abrir os olhos, Timão.

Não adianta nada ter um estádio de primeiro mundo para jogar a segunda divisão!

Opine!


Lógica com Messi e deliciosa zebra com Wendell Lira: é o mundo aplaudindo o talento! E no ano que vem Neymar será o número 1!

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Deu a lógica no prêmio Bola de Ouro da FIFA 2015.

Pela quinta vez, Lionel Messi foi eleito o melhor jogador do mundo, deixando para trás Cristiano Ronaldo, o segundo, e Neymar, o terceiro.

Mas o craque brasileiro pode ficar tranquilo, pois a sua presença na decisão deste prêmio foi apenas um “aquecimento”.

No ano que vem ele já chegará como favorito, podem ter certeza.

Afinal, com a idade chegando, a tendência é que Messi e Cristiano comecem a jogar em um nível mais baixo do que já apresentaram em suas carreiras.

Enquanto Neymar ainda não mostrou ao mundo nem 41.86% do talento que Deus lhe deu.

Mas o ponto alto da noite mesmo foi a entrega do Prêmio Puskas, que premia o gol mais bonito do ano.

Concorrendo nada menos do que com Messi e com o italiano Alessandro Florenzi, o desconhecido Wendell Lira acabou ficando com o troféu por conta do golaço marcado de bicicleta contra o Atlético-GO.

E o discurso do ex-jogador do Goianésia?

Simplesmente sensacional!

E essa não foi a única vitória do nosso futebol na premiação.

Quatro brasileiros foram escolhidos para a seleção de 2015: Daniel Alves, Thiago Silva, Marcelo e Neymar.

Neuer (Alemanha), Sergio Ramos (Espanha), Iniesta (Espanha), Pogba (França), Modric (Croácia), Messi (Argentina) e Cristiano Ronaldo (Portugal) completaram a equipe.

E isso que estamos em má fase, hein?

Opine!


Só imbecil coloca Pelé em 3º lugar entre os 10 maiores camisas 10 da história!

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Fim de ano é sempre a mesma coisa.

Como as notícias vão rareando com o Papai Noel e os chutes do Ano Novo tomando conta das manchetes, surgem as “famosas” enquetes para todo lado.

É “pesquisa” sobre quem foi ou é melhor nisso ou aquilo, qual o país do mundo em que os homens e as mulheres mais traem, quem é o produtor da maior abóbora do planeta, qual foi o mais perfeito time da história e até pesquisa para se saber o que será do mundo se o chuchu desaparecer.

Pois não é que a importante “FourFourTwo”, da Inglaterra, abriu a temporada dos chutes para fora ao ousar “escalar” os 10 maiores camisas 10 da história de nosso futebol e menosprezando Pelé?

Ora, a matéria, burra, já começa mal com a própria manchete.

Se é futebol e se o papo é sobre camisa 10, a pesquisa já deveria começar com o nome Pelé no título.

Saibam os senhores que, além do próprio futebol para valer a partir de 1957/58, quem inventou a importância e a mística da camisa 10 foi Pelé.

Antes dele, o mestre Claudio Carsughi sempre fala isso à exaustão, a camisa 5 era a mais cobiçada.

A 5 era a top por simbolizar a “metade do time” e por ser a camisa do médio-volante, normalmente o líder dos “quadros”, aquele que a tudo comandava a partir do meio do campo.

E foi assim até o nascimento de Pelé no Santos e na Copa de 58.

Na Suécia, por sorte, coube a 10 ao novo Rei do Futebol, coroado pós-Mundial pela imprensa francesa.

Jamais Feola e Paulo Machado de Carvalho dariam a 10 para um menino contundido se essa camisa já fosse tão importante.

E com ela Pelé virou Rei mesmo com Didi tendo sido apontado como o melhor da Copa da Suécia.

Aí, a 10 virou febre em todo planeta.

E até o invejoso Maradona aderiu à 10, copiando Pelé.

Cortado burramente “por ser muito jovem” pelo técnico Menotti em 78, Maradona viu sua seleção ganhar a Copa na marra e “peruanamente” nos bastidores.

E viu também pela imprensa César Menotti acabar com a guerra de vaidades entre oito jogadores argentinos que queriam porque queriam a camisa 10 de todo jeito.

Principalmente Villa, Ortiz, Houseman, Kempes, Ardiles, Bertoni, Alonso e Luque, normalmente 9.

Aí, Menotti optou pela famosa “ordem alfabética” a partir do segundo nome de cada argentino do elenco.

Assim, coube ao atacante Alonso, o Beto Alonso, a camisa 1, mundialmente o número do goleiro.

Ardiles, o Osvaldo Ardiles, logo transferido para a Inglaterra, ficou com a número 2.

E a 10, pela força do “K”, coube a Kempes, sem privilégio.

Já em 1982, é claro, com o “Pibe de Oro” na seleção argentina, Menotti repetiu sua “ordem alfabética”, mas o “Deus” Maradona não concordou e ficou com a cobiçada 10, a 10 de Pelé.

Só ele, porque Ardiles foi número 1, Bertoni 4, o goleiro Fillol (ele não aceitou o nome Matildo) recebeu a 7, Valdano a 20 e etc…

Dito isso, vejam que a “FourFourTwo” colocou Pelé em um mísero… terceiro lugar!!!

Não vou discutir a massacrante liderança técnica de Pelé, por desnecessário, mas discuto raivosamente a colocação imbecil do Rei atrás de Maradona, genial e invejoso, e de Puskas.

Na verdade, a lista correta dos 10 melhores camisas 10 da história é a seguinte: em primeiro, Pelé; segundo, Pelé; terceiro, Pelé; quarto, Pelé; e quinto, Pelé.

Em sexto, Maradona; em sétimo, Messi; em oitavo, Rivellino; em nono, Pedro Rocha; e em décimo, Platini.

Baggio,em quarto lugar na lista inglesa, merece na verdade um 72º lugar, mesmo não tendo jogado nem 25% de Dirceu Lopes, de Tostão ou de Ademir da Guia.

Já o comum Laudrup (9º lugar na “FourFourTwo”) e o muito mais ou menos Francescoli (10º), na verdade ocupam na relação dos maiores camisas 10 da história os 687º e 839º lugares, respectivamente.

E olhe lá!

Certo, Pelé?

E certo, Timão, campeão de 2015?

Afinal, você foi o que mais viu de perto a genialidade do fantástico e inigualável Pelé.

Foto: reprodução


ABCD: Brasileiros bombando, viva o macarrão e xô, pizza!

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Estou jogando minha pequena toalha.

Não pude em 2015 meter o pau nos “pontozzzzz morridozzzzz…”.

Foi e está sendo um sucesso o nosso futebol pós-Felipão-7 a 1.

E é paradoxal.

Mesmo com tanto cartola ruim e com o brutal apequenamento de nossa Seleção.

Fizemos uma Copa pífia, vergonhosa, inesquecível.

E o defunto ainda não esfriou.

Levará séculos.

Pobre Barbosa, o sem culpa.

Bem feito para Felipão, que enterrou sua biografia.

Quem mandou ser carreirista e tomar o lugar do mediano Mano?

Pelé não disputou em 1974 a Copa da Alemanha para manter sua coroa no lugar, e Felipão deveria ter se contentado com 2002.

Tiro no pé.

E em 400 milhões de todos os nossos pés.

Hoje Felipão está na China mais trilionário do que nunca.

China que recebeu em 1.271 o mítico veneziano Marco Polo.

Aos 17 anos ele se mandou para lá, lutou contra Kublai Khan, neto de Gêngis Khan, e teria inventado o macarrão.

Só que não é verdade.

250 anos antes o italiano macarrão já existia conforme escreveu Martino Corno no livro “Vermicelli e Maccaroni Siciliani”.

Mas ele desbravou o mundo e adorava viajar.

Foi um Marco Polo internacional!

Já o nosso Marco Polo…

E será que a sua auto-reclusão na CBF e no Brasil está dando sorte aos nossos campeonatos?

Bobagem minha.

Mas como pode o abecedário da bola, na base do ABCD, estar tão maravilhoso em nossos Brasileiros, se a Seleção Brasileira e nossos cartolas estão tão mal?

Marin está preso.

E parem de dizer e escrever que aquele apartamento dele com 200 metros quadrados no 41º andar do Trump Tower da Quinta Avenida de Nova York, vale só 2 milhões de dólares.

Ora, conheço quem compraria 50 apartamentos do mesmo padrão por essa quantia incompatível de Série Y em Manhattan, território de “jogo pesado”.

Ainda mais sendo um imóvel na cara do Central Park e com uma vista maravilhosa.

Vale por volta 8 a 10 milhões de dólares.

E os outros dirigentes?

Carlos Miguel Aidar também danificou a sua biografia.

Marco Polo Del Nero não aceita nem jogar truco aqui do lado no Paraguai.

Laor e Odílio são réus perante a Justiça espanhola na esteira da mal cheirosa venda de Neymar, um enigma.

Mesmo assim o Corinthians empolga, o Galo também, o Grêmio sem Felipão cresceu, o Santos sem dinheiro pós-Laor e Odílio virou competitivo e as outras séries estão lotando estádios.

Na Série B, Botafogo e Vitória vão voltar, sete times lutam por duas vagas, e nas esquecidas Séries C e D temos e tivemos emoções a mil com públicos recordes.

Vila Nova-GO, Lusa, Brasil de Pelotas, Fortaleza, Asa, Tupi-MG, Londrina, Confiança, Botafogo-RP, São Caetano, River-PI, Lajeadense, Caldense, Ypiranga-RS, Remo e Operário-PR empolgam e empolgaram seus torcedores nesta reta de chegada da temporada.

E com esses times todos tão abnegados viajando para todo lado neste Brasilzão de Deus!

Coisa que nosso Marco Polo definitivamente não gosta de fazer, ao contrário de seu xará famoso que tanto o fez há 800 anos.

O mesmo italiano Marco Polo que não inventou de fato o macarrão, mas o nosso Marco Polo adoraria reinventar a pizza.

Foto: UOL


Ponte Preta, jogai por nós! Mas, e o “fogo amigo” de Wagner Ribeiro, hein?

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Apito Amigo todo mundo conhece.

Virou domínio público.

Sua manjedoura é o Parque São Jorge.

Mas ele cresceu, virou adulto e tem residência itinerante.

E além do branco e preto, ganhou outras cores.

Aliás, todas elas.

E o que é “fogo amigo”?

Ele existe e ocorre, como todo mundo sabe, quando das guerras em que soldados vitimam colegas por engano na base de tiros ou bombas.

Acontece demais nos filmes e nas reais escaramuças bélicas em que o “esquema tático” é obviamente anárquico e mortes “por engano” ocorrem.

Aliás, o que é guerra?

“Guerra nada mais é do que um massacre entre pessoas que não se conhecem para atender aos interesses de pessoas que se conhecem mas que não se massacram”.

Mas, e daí?

Daí que Wagner Ribeiro, o empresário sempre bem colocado ao lado de atletas que geram fortunas, resolveu virar “conselheiro fiscal e tributário” de Neymar pai.

E sugeriu espontaneamente, via suas redes sociais, que a família de Neymar devesse parar de pagar imposto no Brasil e remeter via Banco Central seus milhões ou bilhões para um paraíso fiscal.

Foi o chamado explícito “fogo amigo”!

Querendo aparecer ou eventualmente “puxar o saco” de seu amigão, que talvez lhe tenha dado uma bela bronca, assinou um texto infeliz e na pior hora possível.

O Brasil “implora” atualmente por impostos neste momento tão difícil de nossa economia e aí vem alguém sugerir que um forte contribuinte famoso não mais recolha o que paga à nossa Receita Federal?

Pode?

Resultado que, coincidentemente, divulgou-se, depois de um ano e meio em segredo, que Neymar teve um Porsche apreendido em 2014 por suspeita de sonegação fiscal na importação do veículo.

Foi mais um safanão na imagem de nosso único craque.

E olha que os bons advogados de Neymar estavam pedindo ao magistrado que cuida do caso “segredo de Justiça”.

E tem mais.

O texto do “jurista contábil” Wagner Ribeiro foi traduzido e já está incorporado oficialmente ao processo que apura na Espanha o real valor da transferência do jogador do Santos para o Barça.

E Paulo Nasser, advogado da DIS, justifica o ato por sentir nisso “risco de frustração de execução futura”.

Está aí, portanto, o belo “fogo amigo” de Wagner Ribeiro.

Mas tem outro “fogo inimigo” contra os Neymares envolvendo essa mais nebulosa transferência de um jogador de futebol em todos os tempos.

Agora foi a vez da abnegada e esquecida FAAP, Federação das Associações de Atletas Profissionais do Brasil, que auxilia jovens jogadores e a ex-jogadores em má situação financeira.

Com base no artigo 57 da Lei Pelé, o presidente Wilson da Silva Piazza, campeão do mundo em 1970, está exigindo os 0,8% que todo clube tem de pagar ao vender um jogador para o exterior.

E a FAAP não recebeu 0,8% nem dos € 17.1 milhões inicialmente declarados e pagos ao devedor Santos FC pelo Barça.

FAAP que, como parte interessada, entrou no processo na Espanha exigindo os 0,8% também em cima daquilo que os espanhóis eventualmente decidirem ter sido o real valor da transferência do craque genial.

Aguardemos.

Ah, mas e a Ponte Preta, hein?

Macaca, Macaca, por favor, ganha do Corinthians, vai!

Assim, “começará” o Brasileirão-2015.

É que dando Corinthians, tudo perderá a graça.

E o pior é que dará Corinthians!

“Uma pena”!

Imagem: reprodução


Ghiggia, a maior medalha de ouro da bola

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Quis o destino que o ator do grande ato da Copa de 50 fosse o último a ver descerem as cortinas do palco de sua vida.

Frase recebida por e-mail do céu enviada pelo querido Fiori Gigliotti.

E Ghiggia morreu exatos 65 anos depois do mesmo dia e do mesmo período do jogo em que o Uruguai virou o placar e provocou a maior dor da história do nosso povo.

Sim, maior do que a do Felipão-7 a 1!

É que a tragédia de 50 foi só ouvida e a de 2014 teve morte ao vivo com todo mundo vendo.

Ninguém precisou contar, diminuir ou aumentar.

Ao contrário daquela máxima “o que os olhos não veem o coração não sente”, 1950 foi desastre imaginado na beirada do rádio e 2014 teve a TV como companheira de tanto sofrimento e de tanta vergonha.

Algo imaginado é muito mais sofrido porque você torce no escuro.

Os jogadores de 50 foram muito bem na Copa e perderam só para o imponderável, o único craque melhor do que o Pelé desde que o mundo é mundo.

Já os pernas duras de 2014 perderam bisonhamente porque tiveram misto de soberba e medo, não tinham talento, foram mal convocados e pessimamente escalados por um treinador superado.

Felipão, treinador ruim tanto quanto Flávio Costa que deixou Nilton Santos, gênio desde a barriga de sua mãe, na reserva do comum Augusto na lateral direita e não o escalando como titular da lateral esquerda no lugar do modesto e assustado Bigode.

Por ali passeou Ghiggia e sem a cobertura de Juvenal, conforme morreu dizendo Ademir de Menezes, o “Queixada”.

E só se fala no fatídico gol de Alcides Edgardo Ghiggia, mas o Brasil perdeu mesmo foi no empate de Schiaffino, livre na grande área.

Ali o nosso “scratch” estava meio que comemorando com a guarda baixa após o 1 a 0 de Friaça já no segundo tempo quando jogávamos só pelo empate.

Então o time relaxou psicologicamente diante daquilo que seria impossível: a virada do Uruguai dentro de um Maracanã mais do que lotado e fazendo grande festa.

E quando veio o empate de Schiaffino, arrematando livre defronte ao gol de Barbosa, nosso time entrou em parafuso.

Naquele gol desmontou o Brasil “campeão”.

Portanto, falem sim de Gigghia, mas para mim perdemos a Copa no gol de empate da “Celeste Olímpica”.

E olha que o Uruguai é fraco de Olimpíada e até de Pan-Americano, competição “pré-temporada olímpica”.

De “olímpico” o Uruguai só é forte no slogan e na tradição.

O Brasil não.

Melhoramos muito, mesmo sendo país coadjuvante no cenário internacional consagrado por Pierre de Coubertin.

E não se iludam com tantas medalhas neste Pan-Americano do Canadá.

Cada ouro de Toronto representará meio que sétimo ou oitavo lugar no Rio de Janeiro-2016.

Nada contra nossos abnegados atletas.

São todos merecedores de aplausos e de nossa gratidão.

Menos de nós “cronistas futebolísticos”.

Seria hipocrisia nossa em aplaudir e não temos o direito de criticar.

O que faço eu, cronista só futebolístico e olhe lá, para o bem do ainda chamado “esporte amador”?

Nada!

Eu e uns 81,27% dos “canais e jornalistas de futebol”!

E não adianta também ampla divulgação, pontual e única de veículos, só por ocasião dos eventos.

Tanto que, fazendo e mostrando esporte só quando das disputas por medalhas, a forte Record perde ibope diante de ausência esportiva diária em sua grade.

O Pan-Americano tem sido para a Record um adversário até mais duro do que Globo, Band e SBT.

Mas comemoremos nossas medalhas quase de ouro de tolo.

Não custa.

Mas as de ouro de verdade verdadeira foram as de Schiaffino e de Ghiggia, os heróis maiores de um país tão pequeno e de coração tão grande.

Imagem: Túlio Nassif/Portal TT


Na agricultura da bola, o adubo é o jogador. Técnico-fazendeiro qualquer um serve!

Dunga-Caipira

Escrevo de Guaxupé-MG.

A Cidade do Café viveu um fim de semana “frenético”.

Nunca tantos jatinhos e helicópteros foram vistos por aqui.

Governadores, senadores, deputados e empresários cafeeiros do Brasil e do exterior prestigiaram a inauguração das novas alas e da ultramoderna torrefação da “Unidade Japy” da Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo.

Raríssimos investidores chineses foram vistos como “ETs”, ao lado de gente de Nova York, Tóquio, Londres e Cingapura.

E não é que Varginha também fica no pedaço?

Como a sortuda “Fazenda do Ipê”, valorizada pela vizinhança com os milhões de dólares investidos pela Cooxupé em sua ampliação de instalações e de sua liderança mundial no setor.

Aqui é a terra de José Douglas Dallora, ex-presidente do São Paulo FC nos tempos em que o Tricolor nadava em dinheiro.

Hoje está “quebrado”.

Quem não está?

Qual clube brasileiro seria atualmente uma potência europeia?

Nenhum!

E vai piorar.

O Santos FC é o mais ameaçado.

Cansei de falar que o coitado que ganhasse as últimas eleições herdaria “terra arrasada”, by Laor e Odílio.

Pobre Modesto Roma.

Que pepino!

E vai piorar.

Ajudei a eleger, para não dizer que elegi sozinho, a dupla Laor e Odílio.

Hoje defendo o ” impeachment post mortem”, politicamente, dos dois em caso, se provado, de negligência, omissão e conivência no “Tema Neymar”.

A trapalhada internacional Vila Belmiro-Catalunha já provoca a formação de um grupo de réus tão grande que, pela quantidade, até parece coisa do “Petrolão”.

Eu disse parece.

Situação confusa, esquisita, preocupante…

E vai piorar, acho.

Na CBF também.

Os 500 mil dólares enviados pela Traffic de J. Háwilla para uma empresa fabricante de barcos estão sendo vistos como “batom na cueca” para o dono da “canoa”, furada.

“Batom na cueca”, uma criação novíssima do comentarista Mauro Beting.

E ganha uma cueca samba-canção quem adivinhar quem do mundo da bola adora ostentar singrando os mares.

E a tal “seleção de notáveis”?

Ora, dona CBF, “vá peidar n’água para fazer bolhinhas”, como é dito aqui no Sul de Minas, região-mãe da novelaça “O Rei do Gado”, do grande Benedito Ruy Barbosa.

Os tais “notáveis” são todos fracassados de ontem e hoje.

E a maioria torce contra Dunga.

Melhor seria chamarem Lula Pereira, Givanildo, Jair Picerni, Péricles Chamusca, Fito Neves, Roberto Cavalo, Joel Santana e Jair Pereira.

Infelizmente, Telê, Lula, Coutinho, Feola e Aymoré estão impossibilitados.

E para que técnico se não temos jogador?

É como iate no deserto.

Ou plantar café sem adubo.

Opine!!!


Três letrinhas da bola: grande FBI enquadra Fifa e pequena DIS dá luz ao “caso Neymar”

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Não se escandalizem.

Ninguém está querendo comparar uma instituição de reconhecimento mundial com insignificante empresa paulistana do mundinho da bola.

Trata-se apenas da coincidência de três letras em suas denominações.

Mas enquanto o notável FBI segue caçando os “Al Capones” da vida, de ontem e de hoje, e pela primeira vez no futebol, a minúscula DIS deu um bom exemplo de dignidade que anda passando batido nas análises sobre os escuros caminhos das negociações de jogadores.

A DIS não aceitou em 2014, quando tudo começou a vir à tona, 5 milhões de euros “por fora” para ela esquecer “esse negócio de processo” do “caso Neymar”.

A oferta foi do empresário André Cury ao advogado Roberto Moreno, da DIS, na presença de José Barral, presidente do Grupo Sonda, com Cury dizendo falar em nome de “interessados”.

Mas ressalte-se, Cury nunca foi figura estranha às negociações, por ser legítimo representante do Barcelona.

A informação é de Roberto Moreno, mas, Delcir Sonda, dono da DIS, disse não à proposta, (fora do pagamento oficial via Santos Futebol Clube) preferindo a transparência da justa, caríssima, lenta, dura e até então improvável luta internacional via Poder Judiciário do Brasil e da Espanha.

E o resultado está aí: magistrado espanhol aceitou as ações cíveis e criminais em decisão que talvez já resvale no mérito.

Sim, e todos da imprensa esportiva não se cansam de criticar, com razão, os cartolas, as organizadas, a CBF, a violência nos estádios, os gulosos “empresários-intermediários de passes” e a não transparência das negociações?

Pois, hoje com ações cíveis e criminais aceitas pela Justiça espanhola, este “caso Neymar” transcende, transborda e ultrapassa os limites isolados da pugna envolvendo pai de Neymar x DIS.

Este fato, a ser bem comemorado, jogou luz pela primeira vez nesta relação atualmente tão espúria envolvendo clubes, empresários, jogadores e agentes Fifa.

Sim, já são nove réus: Santos, Barcelona, Bartomeu, Rosell, NN Consultoria, Neymar pai, Neymar Jr., Laor e Odílio.

Mas o cerne da questão envolve o pai do craque e a DIS.

Foi justamente ele a oferecer à empresa e a vender os únicos 40% que o filho tinha por 5 milhões de reais, no início de 2009.

À época, Neymar era apenas uma bela promessa de craque.

E 500 mil reais levou de comissão Wagner Ribeiro, o sempre presente.

Por contrato, Ribeiro tinha que defender a empresa lutando para expor e valorizar o craque e, óbvio, fazer o investimento dar lucro para quem o pagou em 10 prestações de 50 mil reais.

Algumas em dinheiro vivo porque alegou estar em processo de separação judicial-matrimonial.

Mas, em relação ao contrato, fez justamente o contrário.

Foi, ao lado de André Cury e de Marcos Malaquias, um dos “juristas” a ajudar a arquitetar com Neymar pai a tal nebulosa engenharia financeira, hoje sob rigorosa análise da Justiça espanhola.

Sustenta a DIS que tudo foi feito para fugir e evitar ao máximo possível, em euros, os 40% da empresa.

Mas esse é o negócio de Wagner Ribeiro: vender, vender e vender.

E participar.

Mas, enfim, não interessa, e a mim pouco importa, quem será o vencedor desta dura parada, sendo a DIS ou o pai de Neymar.

Ou se Barcelona e seus presidentes, Santos, Laor, Odílio, NN Consultoria e Neymares têm culpa no cartório ou não.

O importante é que um lado, o do investidor tão prejudicado quanto o Santos FC dos dóceis e não lutadores Laor e Odílio, merece cumprimentos por ignorar o famoso “por fora” de nosso país e lutar pelos seus direitos via Poder Judiciário.

Aliás, no caso, tão lento no Brasil e tão rápido na Espanha.

E por que, Neymar pai, você querer ganhar tanto dinheiro tão rapidamente prejudicando seus legítimos sócios, Santos e DIS?

Ora, seu filho gênio, honesta e merecidamente, ainda é “pobre” diante do que ganhará como melhor do mundo, nos próximos 15 anos.

Você já pensou nisso?

Agora aguenta e vá sentar lá no banco dos réus de Madrid e ao lado de seu filho que hoje não é mais só seu, mas de todo o Brasil.

E esse rolo todo deve estar infernizando a cabeça desse belo rapaz que você, Dondinho II, e dona Nadine, a Celeste II, colocaram no mundo, para nossa felicidade.

Valeu a pena aquela “esperteza”?

Ou este sofrimento?

E agora?

Bem feito!

CLIQUE NO TÍTULO ABAIXO E LEIA A DECISÃO DA JUSTIÇA ESPANHOLA

Vaza na Espanha a decisão na íntegra da Justiça daquele país aceitando a ação penal da DIS contra Santos, Barcelona, Neymar pai, Neymar Jr., Odílio, Laor, Rosell e Bartomeu
Foto: UOL