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Blog do Milton Neves

Categoria : Copa do Mundo 2014

Um ano do maior vexame da história do futebol mundial! Hoje, com a cabeça mais fria, você já consegue explicar o inesquecível 7 a 1? E será que aprendemos algo com o passeio que levamos da Alemanha no Mineirão?
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Milton Neves

7777Montagem: Futebol da Depressão

7 a 1 foi pouco!

Essa expressão não sai da boca do brasileiro há exatos 365 dias.

Como o tempo passa rápido, não é mesmo?

Afinal, parece que foi ontem que, no Mineirão, Thomas Muller, após cobrança de escanteio, encontrou a zaga brasileira completamente escancarada para abrir o placar da semifinal da Copa do Mundo de 2014.

Depois, Klose, Kroos (duas vezes), Khedira e Schürrle (também duas vezes) completaram o verdadeiro passeio alemão sobre o Brasil.

E, no finalzinho da partida, o destino ainda quis que Oscar marcasse um golzinho de honra, que não diminuiu em nada o maior vexame da história do futebol mundial.

Mas, e então, amigo internauta!

Um ano se passou e, com a cabeça mais fria, certamente já conseguimos analisar melhor os inacreditáveis 7 a 1 para a Alemanha.

Apagão, acaso ou choque de realidade: para você, o que aconteceu?

E, hoje, quem você elege como o grande vilão desse vexame brasileiro?

Eu não vou falar o meu escolhido para não influenciar o seu voto (mas você deve imaginar…).

E tendo em vista os resultados em campo da seleção e toda a crise pela qual a CBF passa neste ano, será que já conseguimos aprender alguma lição com os 7 a 1?

Opine!


A folha seca de Didi, o Santos “quebrado” e o “Caso Neymar”!
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Milton Neves

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Canhota de Neymar já empata com a direita.

Com Pelé foi assim também e muito mais, é claro.

Coisas raras, mas muitos “direitos” igualmente melhoraram suas esquerdas.

Já o canhoto melhora a sua direita só em exatos 52.67%, no máximo.

Rivellino, genial, só fez um gol com a direita.

Foi no Maracanã, de sem pulo, de fora da área, pelo Fluminense.

O levantamento é do não menos genial Cláudio Scaff Zaidan, das Rádios Bandeirantes e Bradesco FM.

Zaidan, belo historiador e frio pesquisador, também decreta que Didi só fez um gol de “Folha Seca” na vida.

Ele “leu” todos os jogos de Didi pelo Flu, Botafogo, seleção, Real Madrid e São Paulo.

E viu e ouviu 42.87% deles.

O gol único foi naquela falta, contra o Peru, no Maracanã, pela eliminatória direta para a Copa de 1958.

Só dois jogos porque os cartolas burros não tinham descoberto ainda os direitos de TV e o marketing esportivo.

Lá, foi 1 a 1, com Índio empatando para o Brasil.

No Rio, na volta, estava um 0 a 0 chorado, no lotado Maracanã, quando Didi venceu o gigante negro Rafael Asca em cobrança de falta que Nelson Rodrigues imortalizou como “Chute de Folha Seca”.

É que uma folha seca levada pelo vento sempre tem destino improvável, impreciso, lotérico.

Estudei a trajetória da bola no chute de Didi em imagens claríssimas em 1994 quando apresentava o “Canal 100” pela finada TV Manchete.

À época, com assessoria de Narcizo Vernizzi, o homem do tempo, do sol, da chuva e dos ventos, e do onipresente Álvaro Paes Leme, da Rede Record e da Bradesco FM, concluímos que a bola ia fora, mas no caminho dela em direção ao gol “ia passando um vento noroeste” que alterou a sua trajetória.

E o goleiro Asca, o “Pássaro Negro” do Peru, até fica olhando para cima “xingando” o vento, após o gol.

Vento esportivo que foi também imortalizado pelo não menos célebre Roberto Drummond, o Nelson Rodrigues de Minas Gerais.

“Quando vejo uma camisa do Atlético Mineiro estendida no varal, torço contra o vento”.

E eu torço pelo esclarecimento do “Caso Neymar”.

Quase voz isolada contra a “doação” do jogador ao Barcelona, mesmo inicial e burramente tendo apoiado em minhas mídias a antecipação em um ano do vencimento do contrato do Pelezinho da Vila, vejo hoje que o assunto está cada vez mais mal cheiroso.

Não me surpreenderei se pintar no caso, entre tantos envolvidos nos dois extremos e entre tantos intermediários ou empresários do negócio, alguma “delação premiada”, algo tão em moda hoje no Brasil.

“Você quer chegar no ponto final de uma história? Então siga o caminho percorrido pelo dinheiro”, ensinam experientes investigadores internacionais.

Na ponta do comprador a polêmica fedida já virou “batom na cueca”.

Sandro Rosell, seu vice e o Barça, perante o MP e o fisco espanhóis, estão envolvidos ou enrolados até a medula.
A coisa vai chegar aqui?

Aguardemos.

Enquanto isso o quase falido Santos do coitado do Modesto Roma vai capengando tentando sair do buraco em que o clube se meteu pós-Laor-Odílio.

Na semana, outra bordoada no caixa da Vila.

O TJ-SP, por 3 a 0, decidiu que foram legais os contratos que Marcelo Teixeira assinou com a DIS vendendo à empresa jogadores como Wesley, Ganso, Andre e outros de “baciada” de uma molecada que, na maioria, sumiu.

Ou seja, ao invés de pagar à época o percentual da empresa quando da venda dos jogadores, a dupla Laor-Odílio preferiu “empurrar com a barriga” e entrar na Justiça contra os atos de Marcelo Teixeira.

Foram para o Poder Judiciário, postergaram os pagamentos e perderam.

Aliás, eles nada perderam porque agora quem perdeu, seis anos depois, foi o Santos, hoje com o CT Meninos da Vila sujeito à humilhante leilão judicial.

Justamente os dois cartolas que deviam ter se rebelado muitíssimo mais contra o não recebimento dos 55% dos direitos do Santos FC sobre os mais de 100 milhões de euros, o verdadeiro custo da transferência do “Menino de Ouro”, segundo autoridades espanholas.

Alegam que não sabiam e temos que acreditar porque eu também não sabia, ao contrário de Neymar pai e da ponta compradora.

E lembrar que Neymar, lá pelos fins de 2008, à época um “projeto de craque” como talvez um Victor Andrade, um Neilton ou um Gabigol, só não deixou o Santos e foi para o Real Madrid por R$ 5 milhões porque Neymar pai vendeu os 40% do filho para a DIS, que também micou, por enquanto, no mais nebuloso negócio da história do futebol.

Mas, tenho para mim, que esse jogo só está em seu primeiro tempo e que temos ainda muito esgoto para passar debaixo da ponte que liga Santos a Barcelona.

Foto: UOL


Tabelinha do mineiro Pelé e Einstein acabará em golaço!
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Milton Neves

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Mineira Dilma do Galo ganhou a eleição.

Mineiro Aécio do Cruzeiro bateu na trave duas vezes: nas urnas e na Copa do Brasil.

Mas ganhou o Campeonato Brasileiro…

Mineiro Pelé está no hospital.

Algo que nenhum beque cavalo conseguiu em 21 anos de caça ao Rei da Bola.

O Galo vai transformando o Cruzeiro em freguês.

Os dois foram brilhantes em 2014.

Boa de Varginha e América-MG também estão de parabéns.

O Coelho só não se juntou ao Galo e a Raposa porque o tapetão não deixou.

Minas hoje está prosa e soberano.

O São Paulo FC também.

Afinal, o Tricolor não se intitula “O Soberano”?

Só que atualmente virou “só-berano” as taças.

E o Rogério Ceni?

Ele passou a vida inteira se adiantando e aí a Penalty dá uma mísera adiantadazinha autorizada e vira esse rolo todo?

Até filme de despedida, belíssimo, ele autorizou, estrelou e protagonizou.

Eu vi o filme.

Aí se arrependeu e renovou até agosto de 2015.

Ainda bem.

Sua ausência tiraria uma bela e polêmica estrela do firmamento da bola.

Puxa, que semana!

E foi também a semana em que fiquei morrendo de medo e ansiedade torcendo pela saúde de Pelé.

Continuo preocupado.

O mundo está!

Ele inventou o Santos e o futebol.

É o mais perfeito dos brasileiros.

Foi também o engenheiro que traçou a estrada de minha vida.

Estou muito feliz com o que Deus, exagerado e bom demais, a mim destinou, mas sem Pelé não teria me tornado homem de comunicação.

Seria outra coisa qualquer sem nunca ter saído de Minas, creio.

Falam que nunca mais haverá tamanha consternação nacional como quando das mortes de Tancredo Neves e Ayrton Senna.

Um dia, daqui a muitos e muitos anos, Silvio Santos e Pelé provocarão ainda mais tristeza e espanto em nosso país.

Silvio no Brasil e Pelé no mundo.

A real e imensa dimensão dos dois a gente ainda não tem.

É típico do ser humano: a morte de quem pensamos ser imortal assusta, entristece, violenta e faz com que a gente ame muito mais o gênio que se foi.

Força, Pelé, o homem que tem três corações e um só rim vai fazer ainda mais 1000 gols lá no Estádio Albert Einstein.

Afinal, do inédito e histórico encontro desses dois gênios, Pelé e Einstein, coisa ruim jamais haveria de nascer.

É que na prática da relatividade só pode terminar este caso em um fantástico golaço.

Imagem: Túlio Nassif/Portal TT


Danilo marca nos acréscimos e salva o Timão no clássico contra o Palmeiras. O líder tropeça fora de casa; Flu, Galo, Vitória, Inter e Botafogo vencem. Grêmio empata com o Coxa, assim como Chapecoense e Santos.
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Milton Neves

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A 31° rodada do Campeonato Brasileiro ocorreu neste sábado, com exceção de São Paulo e Goiás que se enfrentarão na próxima segunda-feira. Com clássicos em São Paulo e no Rio de Janeiro, tivemos poucos gols em quase todos os jogos.

Palmeiras x Corinthians

O jogo começou pegado e Elias chegou forte em Valdivia. O Chileno sentiu dor na lombar, mas continuou em campo.

Em bela jogada de Valdivia e Wesley, o artilheiro Henrique marcou um gol oportunista. O atacante se antecipou à marcação e desviou no canto direito de Cássio.

Poucos minutos depois o zagueiro Anderson Martins perdeu um gol claro e a chance a de empatar.

O gol deu moral ao Verdão, que foi para cima do Corinthians e dominou o primeiro tempo, por pouco não fez o segundo tento.

O clássico esquentou e os jogadores Luciano e Nathan se estranharam, ambos foram advertidos com cartão amarelo.

O segundo tempo começou emocionante, com as duas equipes atacando e criando boas jogadas.

João Pedro avançou  pelo lado esquerdo e cruzou,  Mazinho apareceu na segunda trave e quase marcou. Em resposta ao lance, o Timão mandou uma bola na trave com Bruno Henrique.

Mano Menezes colocou Malcom no lugar de Jadson, para ajudar Luciano no ataque.

Malcom entrou bem. Fez bela jogada e sofreu pênalti não marcado pelo árbitro.

Mano trocou Petros por Romero e ficou com três atacantes em campo.

O técnico do Corinthians  colocou Danilo em campo em sua última cartada, o meia entrou bem e empatou a partida.

Como diz Mauro Beting, clássico é clássico e vice-versa.

Figueirense x Cruzeiro

Ceará cobrou lateral para a área, a bola passou por todo mundo e Marquinhos marcou o gol. Bobeada do Figueirense.

O primeiro tempo terminou equilibrado, o gol ocorreu em um lance isolado e as duas equipes criaram pouco.

O segundo tempo foi morno até os minutos finais, quando o Figueirense empatou com Pablo.

Olha o líder dando mole novamente! O Cruzeiro está em crise?

Fluminense x Atlético Paranaense

O Fluminense apertou o Atlético-PR, mas não conseguiu fazer o gol no primeiro tempo. O Tricolor teve cinco boas chances contra duas do Furacão.

No segundo tempo o Tricolor se manteve no ataque e abriu o placar com o meia Wagner, em belo lançamento de Carlinhos.

O Furacão empatou aos 45 minutos do segundo tempo, mas Fred salvou o Flu e marcou nos acréscimos.

Atlético-MG x Sport

 Em bela jogada de Diego Souza, Rodrigo Mancha bateu forte, Victor soltou a bola e no rebote o próprio volante marcou o gol.

O Galo pressionou tanto que logo empatou. Tiago cobrou falta com muita força,a barreira abriu o a bola entrou.

Victor foi expulso por derrubar o jogador Wendel, mas o Galo ampliou com Dátolo e Carlos.

Com dez Jogadores, o Galo viu o Sport diminuir com Danilo.

Chapecoense x Santos

O zagueiro Bruno Uvini marcou o gol de cabeça, após cobrança de escanteio.

O jogo foi fraco até o final, quando Leandro marcou o gol e empatou o jogo.

Coritiba x Grêmio

Leandro Almeida, de cabeça, abriu o placar para o Coxa. O Grêmio lutou o jogo todo e empatou com Riveros aos 40 minutos do segundo tempo.

Vitória x Criciúma

O Vitória recebeu o Criciúma e os dois times fizeram um fraco primeiro tempo. Na segunda etapa o nível técnico melhorou e Luís Cáceres abriu o placar para o time baiano. Em seguida o clube de Santa Catarina empatou com Rodrigo Souza.

O ex-corintiano Edno marcou dois gols garantiu os três pontos para o Vitória.

Botafogo x Flamengo

O Botafogo enfrentou o Flamengo com a corda no pescoço. O Fogão abriu o placar no começo do primeiro com Rogério.

Na segunda etapa o Flamengo colocou mais dois atacantes em campo e foi para cima do Botafogo. No contra-ataque o Fogão marcou o segundo gol com o atacante Wallyson.

Eduardo da Silva, que veio do banco de reservas, diminuiu para o Flamengo. Jefferson salvou o Botafogo no último minuto de jogo, foi um verdadeiro milagre.

Internacional x Bahia

Alan Patrick abriu o placar logo aos nove minutos de jogo, o Internacional foi superior e marcou o segundo gol ainda no primeiro tempo, com Nilmar.

O segundo tempo foi fraco tecnicamente. O Bahia não comprometeu a defesa do Inter e o Colorado administrou o resultado.

Real Madrid x Barcelona

Neymar marcou no começo da partida, mas o Real Madrid virou jogo. O ex-santista deixou o Barça na frente, mas o craque Cristiano Ronaldo empatou a peleja. Pepe e Benzema também deixaram o deles.

Paysandu x Tupi-MG

Parabéns ao Papão pelo acesso. Bem-vindo à série B. Em 2016 vai jogar a séria A.

O Paysandu venceu os dois jogos contra o Tupi-MG e está entre os quatro times que disputarão a série B de 2015.

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Mata-mata no Brasileirão já! Por Leandro Quesada
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Milton Neves

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Nunca escondi de ninguém a minha preferência pelo formato de mata-mata do Brasileirão. Considero modorrento, chato, europeu, longo e nada comercial o modelo por pontos corridos. Venho dizendo isso desde que em 2003 foi implantado o atual modelo de disputa. Retórica antiga acompanhada por poucos.

A minha defesa é que em vez do campeonato ser interessante apenas para os torcedores do time que está na ponta da tabela, neste caso o Cruzeiro, com o playoff teríamos o envolvimento de outras 14, 15 ou 16 torcidas na fase de classificação. Elas estariam empurrando os respectivos times para as quartas-de-final do torneio.

Imaginem que além do Cruzeiro, outros classificados fossem para a fase final!

Internacional, São Paulo, Atlético-MG, Grêmio, Corinthians, Fluminense e Santos estariam garantidos para a fase de mata-mata se a etapa de classificação estivesse encerrada hoje, por exemplo.

Dois times de Minas, dois do Rio Grande do Sul, um do Rio e três de São Paulo disputariam os playoffs em três duelos como aconteceu nos anos de 98 e 99. Um verdadeiro sucesso.

Sucesso nos aspectos de mídia, de informação, de agitação entre as torcidas, de publicidade, de disputas nacionais. Isso fomentaria também o que cerca o espetáculo futebolístico: as redes hoteleiras, os restaurantes e as companhias aéreas nas cidades envolvidas com os duelos entre os classificados. Gente viajando para lá e para cá, pelas cidades de Porto Alegre, BH, São Paulo, Santos e Rio.

Como o Brasileirão está em disputa neste momento, outros oito times poderiam ainda lutar por uma “vaguinha” nas quartas-de-final: Sport, Goiás, Figueirense, Atlético-PR, Flamengo, Bahia, Palmeiras e Chapecoense estariam vivos, sonhando com tal possibilidade.

Alguns vão dizer que eu estou me esquecendo da justiça em se dar ao time que mais pontos fez o título de campeão, que já temos a Copa do Brasil e a Libertadores com o formato mata-mata e que na Europa os campeonatos nacionais são por pontos corridos e por aí vai.

Bem, vou começar pela justiça. Justiça! Justiça é outra coisa. É morar em um país igual, sem tantas disparidades, sem pobreza, com investimentos em educação, moradias, bons empregos e coisa e tal. O futebol não nasceu pra ser justo. A essência do futebol é o fraco ganhar do forte, é o inesperado e o imprevisível. Os pontos corridos atrofiam esta essência. Baita chatice! Futebol é negócio e entretenimento e deve ser visto desta forma. E como negócio deve dar retorno aos patrocinadores e como entretenimento deve ser interessante. Não tem sido nenhum deles.

Aquilo que é bom para a Europa não é bom para o Brasil. No período em que ganhamos o tri mundial, o futebol brasileiro não pensava em copiar a Europa. Em 94, ano do tetra, nosso Brasileirão foi no mata-mata e em 2002, ano do penta, também no mesmo formato. Coincidência ou não, não ganhamos mais nada nas Copas depois da introdução dos pontos corridos. Uma coincidência, creio. Mas é fato que estas duas gerações de 94 e 2002 sentiram na pele as grandes pressões das disputas do mata-mata pelos respectivos clubes. Certa vez um pentacampeão do mundo me contou que os pontos corridos são a maior moleza para jogadores que não têm o “peito” de suportar a pressão de várias decisões. O mata-mata proporciona isso.

O campeonato por pontos corridos quando já definido parece aquele filme em que o enredo já chegou ao fim mesmo estando na metade. Chato pacas! O campeonato mata-mata é a película que nos prende até o final, é o suspense e a espera para sabermos que fim terá.

O campeonato por pontos corridos impede aquilo que é o mais importante no futebol: o confronto decisivo, a “decisão”, a grande final. Oras, a final é tudo. A final entre Fla-Flu, a final entre Galo e Cruzeiro, a final do Gre-Nal, a final entre Santos e São Paulo ou Corinthians e Palmeiras. Quem não gosta? Eu prefiro!

Até 2002, eu lembrava de todas as finais de Campeonato Brasileiro. Curiosidade desde os tempos de garoto que levo até hoje para o meu cotidiano profissional de jornalista. A ficha do jogo, as escalações, o estádio do duelo decisivo, o público, os gols. Até isso este campeonato por pontos corridos nos tirou. Às vezes esqueço o jogo “decisivo” que deu o título a um time nestes tempos “corridos”. Que porcaria!

Bem, embora respeite os “defensores corridos”, desafio a todos a contestarem as emoções que o playoff com os seguintes duelos nos dariam: Cruzeiro x Santos, Inter x Fluminense, São Paulo x Corinthians e Atlético-MG x Grêmio.

Cerca de 80 milhões de pessoas, somados os torcedores destes oito clubes, estariam “consumindo” este modelo a partir deste ponto.

Em tempo: as competições mais interessantes pra mim são: Copa do Mundo, Eurocopa, Liga dos Campeões, Libertadores, Copas do Mundo de basquete e vôlei, os quatro torneios de tênis de Grand Slam. Ah!, claro, uma tal NBA, o torneio de basquete de um país que equilibra como ninguém a disputa esportiva e o “entertainment”.

Imagem: Túlio Nassif/Portal TT


O capeta do Neto aprontou com um convidado no interior do Ceará
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Milton Neves

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Ontem o Craque Neto participou do programa esportivo Em Cima do Lance, da TV Verde Vale, que fica na cidade de Juazeiro do Norte, interior do Ceará.

O capeta do @10Neto foi embora no intervalo, mas antes aprontou com um dos convidados, aproveitou que todos foram tomar café, serrou uma das cadeiras e saiu tranquilamente.

Ele aprontou essa travessura somente pelo fato do convidado reforçar o que eu sempre digo: O Neto nasceu em Erechim-RS.

Veja o resultado:

Imagens: reprodução


Neymar marca golaço e salva a reestreia de Dunga, técnico que lhe “roubou” a Copa de 2010!
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Milton Neves

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Foto: Bruno Domingos / Mowa Press – retirada do portal UOL

Como diria o filósofo e fabricante de livros Mauro Beting: o mundo dá voltas!

Ah, e como dá!

Afinal, quem diria que a reestreia de Dunga pela seleção, técnico que “roubou” a Copa de 2010 de Neymar, seria salva pelo próprio craque do Barcelona, hein?

Será que agora ele já se convenceu que, naquela oportunidade, cometeu o maior erro de sua carreira?

Pois é, agora não adianta chorar…

Enfim, sobre o amistoso, não dá para dizer que o Brasil jogou mal diante da Colômbia, do apagadíssimo James Rodríguez.

A seleção canarinha dominou as ações ofensivas, teve ótimas chances e conseguiu o gol em uma falta cobrada por Neymar, já no finzinho do jogo.

Mas, honestamente, ainda não dá para se animar.

O time que entrou em campo hoje, de longe, não tem “cara de seleção brasileira”.

Sobre os jogadores que estão ganhando espaço com Dunga, destaque para Diego Tardelli.

O centroavante do Galo fez um ótimo primeiro tempo, com boa movimentação e também servindo seus companheiros na função de pivô.

O goleiro Jefferson mostrou muita segurança (chega de Júlio César, né?).

Já Éverton Ribeiro, o craque do atual melhor time do Brasil, entrou no final do jogo e não ainda teve como mostrar o seu bom futebol.

E uma das cenas mais bonitas deste Brasil x Colômbia aconteceu antes de a bola rolar.

No meio-campo, Zúñiga, que tirou Neymar da Copa do Mundo 2014 com aquela joelhada que jamais esqueceremos, recebeu carinhoso abraço do craque do Barcelona.

Lindo gesto do garoto, que tem provado não ser gigante apenas no futebol.

E aí, amigo internauta, o que achou da reestreia de Dunga pela seleção?

Opine!


Palmeiras vence o Coritiba e dorme fora do rebaixamento. Botafogo ganha com um golaço e sobe na tabela. O Galo Mais Lindo do Mundo bate o Internacional com gol de Tardelli
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Milton Neves

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Palmeiras x Coritiba

O Palmeiras começou a partida com muita vontade, dominou todo o primeiro tempo e marcou o gol com Juninho. No final da primeira etapa o capitão do Coritiba, Leandro Almeida, acertou Mouche com um carrinho por trás e o árbitro expulsou o atleta com cartão vermelho direto.

O árbitro aplicou 11 cartões na partida. O Palmeiras voltou mal no segundo tempo, mas segurou o resultado e dorme fora do rebaixamento, agora é torcer contra os adversários na briga contra o Z4, para não passar o centenário na degola.

Atlético Mineiro x Internacional

O primeiro tempo foi equilibrado e as duas equipes tiveram oportunidades. O goleiro Victor salvou o Atlético em um belo chute do volante do Wellington.

Na segunda etapa o técnico Abel Braga colou Alex no Lugar de D’Alessandro.  O Galo, no desespero, ficou com cinco homens ofensivos. Deu resultado e Diego Tardelli, o atacante da seleção brasileira,  marcou o gol da vitória do Atlético.

Botafogo x Chapecoense

O Botafogo pressionou todo o primeiro tempo e foi premiado com um belo gol do meio-campista Luis Ramirez.

Na segunda etapa, atrás no placar, o clube de Santa Catarina voltou mais ofensivo, mas não conseguiu o empate. Os dois clubes estão no meio da tabela e com esta vitória o Fogão fica fora do rebaixamento.

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Os EUA também esperam por Neymar
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Milton Neves

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Escrevo de Nova York.

Foi uma semana especial com minha esposa e filhos, meus quatro titulares.

Afinal, a gente só faz 63 anos na vida uma única vez.

A capital do mundo continua imponente com os seus metros quadrados mais caros e badalados do planeta.

Foi e será sempre assim.

Antes, no domingo à noite, 3 de agosto, saímos direto dos estúdios do “Terceiro Tempo” da Band para Miami, hoje tão brasileira.

Nova York é diferente.

Não é nem “só americana” mais.

É gente de todo lado.

Um festival de povos com rostos, jeitos, expressões, roupas, religiões, idiomas e pressas diferentes.

É a capital mundial do impessoal.

São Paulo perto de Nova York é uma cidade do interior onde todos se conhecem e se cumprimentam.

Sim, São Paulo, tem muito de fria também, mas jamais como a chamada “Big Apple”.

Aqui, mais do que em qualquer lugar do mundo, cada um tem um único time: o “Eu Futebol Clube”.

Mas deu para encontrar com alguns brasileiros, todos corintianos, é claro, no aeroporto, na parte residencial do Essex House, em Tribeca, no importantíssimo Central Park e na dolorida região das torres do antigo WTC.

E gente de todo o mundo continua deixando suas flores em homenagem aos assassinados de 11 de setembro.

 

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Ali, você tem uma sensação estranha, diferente, única, esquisita e até sobrenatural.

Todos se emocionam.

Mas, do lado, a vida continua.

São prédios e mais prédios que sobem em velocidade absurda e já beijando as nuvens.

Miami também.

O mercado imobiliário americano, moribundo entre 2010 e 2011, renasceu e voltou com tudo.

E será que esse país monumental verá nascer definitivamente e pra valer o nosso futebol por aqui?

Os times de Nova York e Orlando agitam a bola pelos EUA e o 5 de setembro é aguardado com enorme expectativa lá na Florida e em boa parte do País.

Com Neymar, é claro, estrelando todas as chamadas da mídia envolvendo o amistoso Brasil x Colômbia.

Já por aí, acompanhei pela Internet os jogos do meio de semana.

Destaque para o Corinthians, que voltou da parada para a Copa voando como um Boeing 787, mas que agora já está mais instável que um teco-teco.

A derrota para o frágil Bahia, pela Copa do Brasil, prova isso, mesmo com a classificação alvinegra.

O Palmeiras também venceu e Ricardo Gareca parece estar conseguindo dar forma ao amontoado de jogadores da equipe do Palestra Itália.

Mas a parada de hoje, contra o Galo, no Horto, convenhamos, é das mais complicadas.

E hoje também tem o Gre-Nal que marca a volta de Felipão ao futebol, pouco mais de um mês após os inesquecíveis 7 a 1.

Sorte de D’Alessandro e cia., que deverão ter uma tarde alemã no belíssimo Beira-Rio.


Arena Corinthians nota 10 e CBF fulmina Felipão atirando no pé!
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Milton Neves

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Gilmar Rinaldi não foi uma boa.

Menos por ele, um ex-empresário de Série B ou C, e mais pela má fama da atividade de “atravessador” de jogador.

Está aí sim um segmento comercial muito mal visto no meio desde a Lei Pelé, a mãe do “intermediário do passe”.

Bastam uma carteirinha da FIFA e uma mesinha, um telefone e uma mocinha e pronto: o sujeito pode caçar e transacionar promessas ou realidades do futebol sem praticamente colocar a mão no bolso.

Há os espertos como Wagner Ribeiro, sempre com o ouro e os diamantes das serras peladas da bola.

Ali só entra, e muito, e nada sai.

E os bobinhos ou falsos malandros como Delcir Sonda.

Ficou muito rico vendendo comida e entrou nessa de jogador levando na testa de jogadores, de pai de jogador, de funcionários, de clubes e do empresário que o atiçou a entrar na roubada de compra e venda de atletas.

“Estreou” na área comprando 50% dos direitos de um “craque” sul-americano por um milhão e meio de dólares.

O “gênio-revelação” veio, jogou, foi mais ou menos e certo tempo depois houve a revenda para clube do mesmo país de origem, ou vizinho.

Como para a transferência os dois sócios precisavam assinar a documentação, houve logo um curto-circuito na relação.

Foi quando o gaúcho Sonda, deslumbrado, afoito e ingênuo na área, descobriu que o jogador havia custado um milhão e meio de dólares, mas no total.

Ou seja, ele pagou 100% do custo, ficou só com 50% dos direitos econômicos e seu sócio “mui amigo” investiu zero dólar e garantiu também seus 50%.

Nessa, no Neymar, no Santos, em Ganso, no São Paulo, e em tantos outros ele dançou!

Praticamente só tomou na cabeça.

Só teve lucro na venda do zagueiro Breno para a Alemanha.

Mas, “burro”, não larga do que chama de “passatempo” em sua vida.

E o Gilmar Rinaldi?

Insisto que ele nunca foi empresário de ponta, mas paga e pagará pelos péssimos fluídos que exalam dos escuros escritórios e jantares em que se negociam e até se convocam jogadores no mundo do futebol.

Eu ficaria com Leonardo ou Falcão, mas deu o gaúcho Gilmar de Erechim que em sua carreira de empresário já acumulou uma derrota que muito o afeta e entristece.

Em encontro coincidente em um jantar de restaurante português em meio à Copa, Gilmar contou a mim, a Branco-94, a Éder-82, a Pedrinho e a Djalminha que não conseguiu salvar Adriano mesmo “armado” com psicólogos, médicos, conselheiros e patrocinadores.

“Ele é inajudável”, disse, lamentando.

Mas, agora, que consiga salvar seu pescoço e nossa seleção, hoje no fundo da cisterna, barrenta.

E os operários lá no fundo do poço são todos do time do “Gauchobol FC”.

Depois de Dunga, Mano, Felipão, Gilmar e agora Dunga, de novo, acho.

Com todos eles sempre trabalhando de bombachas.

E se o fundo do poço da seleção ainda está sendo escavado, tem obra ainda em andamento também na “Arena Corinthians”.

“Arestas” restaram para serem aparadas mas nada a desabonar a fantástica obra, orgulho de “nós” corintianos.

Foi a única Arena pós-Copa do Brasil a manter o padrão FIFA no glamour, visual, vibração e beleza em jogo de times e não de seleções.

Parabéns, Fiel, a casa de vocês e só de vocês para todo o sempre, mesmo com tantos saltos orçamentais alavancados por todas as torcidas brasileiras, minimamente ou não.