publicidade

Blog do Milton Neves

Categoria : Bastidores

Deu a lógica, Santos vence o Palmeiras e coloca uma mão na taça da Copa do Brasil
Comentários COMENTE

Milton Neves

gabigol

Santos e Palmeiras protagonizaram um jogo emocionante, que só o formato mata-mata é capaz de proporcionar.

O Palmeiras foi até a Vila Belmiro com a intenção de não levar gols, e quase conseguiu.

Logo no começo da partida, o árbitro marcou um pênalti para o Peixe, mas o Gabriel mandou a bola na trave.

Fernando Prass salvou o Palmeiras, praticando dois verdadeiros milagres.

Mas não teve jeito, Santos e camisa 10 são sinônimos de gol.

Com a 10 de Pelé, GabiGOL marcou o único gol da partida e garantiu a vitória do Peixe.

Teve um pênaltizinho para o Palmeiras, mas o árbitro não marcou.

Ainda teve tempo do atacante Nilson perder o gol mais claro dos últimos anos.

Agora, o Santos visita o Palmeiras para formalizar a conquista do título.

O árbitro Luiz Flavio sentiu a perna e precisou ser substituído.

Em um jogo tão emocionante assim, ninguém lembra do Campeonato Brasileiro e seu formato de pontozzz morridozzz.

Foto: UOL


Só imbecil coloca Pelé em 3º lugar entre os 10 maiores camisas 10 da história!
Comentários COMENTE

Milton Neves

elano-comemora-gol-do-santos-contra-o-londrina-1429142322970_615x300

Fim de ano é sempre a mesma coisa.

Como as notícias vão rareando com o Papai Noel e os chutes do Ano Novo tomando conta das manchetes, surgem as “famosas” enquetes para todo lado.

É “pesquisa” sobre quem foi ou é melhor nisso ou aquilo, qual o país do mundo em que os homens e as mulheres mais traem, quem é o produtor da maior abóbora do planeta, qual foi o mais perfeito time da história e até pesquisa para se saber o que será do mundo se o chuchu desaparecer.

Pois não é que a importante “FourFourTwo”, da Inglaterra, abriu a temporada dos chutes para fora ao ousar “escalar” os 10 maiores camisas 10 da história de nosso futebol e menosprezando Pelé?

Ora, a matéria, burra, já começa mal com a própria manchete.

Se é futebol e se o papo é sobre camisa 10, a pesquisa já deveria começar com o nome Pelé no título.

Saibam os senhores que, além do próprio futebol para valer a partir de 1957/58, quem inventou a importância e a mística da camisa 10 foi Pelé.

Antes dele, o mestre Claudio Carsughi sempre fala isso à exaustão, a camisa 5 era a mais cobiçada.

A 5 era a top por simbolizar a “metade do time” e por ser a camisa do médio-volante, normalmente o líder dos “quadros”, aquele que a tudo comandava a partir do meio do campo.

E foi assim até o nascimento de Pelé no Santos e na Copa de 58.

Na Suécia, por sorte, coube a 10 ao novo Rei do Futebol, coroado pós-Mundial pela imprensa francesa.

Jamais Feola e Paulo Machado de Carvalho dariam a 10 para um menino contundido se essa camisa já fosse tão importante.

E com ela Pelé virou Rei mesmo com Didi tendo sido apontado como o melhor da Copa da Suécia.

Aí, a 10 virou febre em todo planeta.

E até o invejoso Maradona aderiu à 10, copiando Pelé.

Cortado burramente “por ser muito jovem” pelo técnico Menotti em 78, Maradona viu sua seleção ganhar a Copa na marra e “peruanamente” nos bastidores.

E viu também pela imprensa César Menotti acabar com a guerra de vaidades entre oito jogadores argentinos que queriam porque queriam a camisa 10 de todo jeito.

Principalmente Villa, Ortiz, Houseman, Kempes, Ardiles, Bertoni, Alonso e Luque, normalmente 9.

Aí, Menotti optou pela famosa “ordem alfabética” a partir do segundo nome de cada argentino do elenco.

Assim, coube ao atacante Alonso, o Beto Alonso, a camisa 1, mundialmente o número do goleiro.

Ardiles, o Osvaldo Ardiles, logo transferido para a Inglaterra, ficou com a número 2.

E a 10, pela força do “K”, coube a Kempes, sem privilégio.

Já em 1982, é claro, com o “Pibe de Oro” na seleção argentina, Menotti repetiu sua “ordem alfabética”, mas o “Deus” Maradona não concordou e ficou com a cobiçada 10, a 10 de Pelé.

Só ele, porque Ardiles foi número 1, Bertoni 4, o goleiro Fillol (ele não aceitou o nome Matildo) recebeu a 7, Valdano a 20 e etc…

Dito isso, vejam que a “FourFourTwo” colocou Pelé em um mísero… terceiro lugar!!!

Não vou discutir a massacrante liderança técnica de Pelé, por desnecessário, mas discuto raivosamente a colocação imbecil do Rei atrás de Maradona, genial e invejoso, e de Puskas.

Na verdade, a lista correta dos 10 melhores camisas 10 da história é a seguinte: em primeiro, Pelé; segundo, Pelé; terceiro, Pelé; quarto, Pelé; e quinto, Pelé.

Em sexto, Maradona; em sétimo, Messi; em oitavo, Rivellino; em nono, Pedro Rocha; e em décimo, Platini.

Baggio,em quarto lugar na lista inglesa, merece na verdade um 72º lugar, mesmo não tendo jogado nem 25% de Dirceu Lopes, de Tostão ou de Ademir da Guia.

Já o comum Laudrup (9º lugar na “FourFourTwo”) e o muito mais ou menos Francescoli (10º), na verdade ocupam na relação dos maiores camisas 10 da história os 687º e 839º lugares, respectivamente.

E olhe lá!

Certo, Pelé?

E certo, Timão, campeão de 2015?

Afinal, você foi o que mais viu de perto a genialidade do fantástico e inigualável Pelé.

Foto: reprodução


Santos volta a humilhar o “freguês” São Paulo e está na final da Copa do Brasil. Palmeiras vence o Fluminense e garante o vice-campeonato. Na Sul-Americana, brasileiros ficam pelo caminho
Comentários COMENTE

Milton Neves

elano-comemora-gol-do-santos-contra-o-londrina-1429142322970_615x300

O Doriva é gente boa e bem intencionado, mas está completamente perdido. O Santos engoliu, tal qual a baleia de Jonas, o pequeno São Paulo.

Precisando golear o Santos, o técnico do São Paulo cometeu suicídio futebolístico ao ir para cima do talentoso time do Peixe.

Merecendo a titularidade da Seleção Brasileira, Lucas Lima só não fez chover na Vila Belmiro.

O camisa 20 com a alma de 10 participou dos três gols do Santos, que foram marcados por Ricardo Oliveira (2) e Marquinhos Gabriel.

Michel Bastos descontou para o São Paulo. Placar geral, 6 x 2.

Doriva tirou Luis Fabiano ainda no primeiro e substituiu o “lesionado” Rogério Ceni no intervalo.

Torcedor do São Paulo, não se surpreenda se o São Paulo terminar o ano com Falcão ou Muricy Ramalho como técnico.

Agora, o Santos está com uma mão e meia na taça, enquanto o São Paulo vai lutar por uma vaga no G-4 do Brasileirão.

Que fase, hein, Tricolor?

Palmeiras 2 x 1 Fluminense

O Palmeiras mostrou o peso de sua camisa e com poucos minutos de jogo marcou dois gols no Fluminense.

Lucas Barrios marcou duas vezes e foi ovacionado pela torcida do Palmeiras.

Fred descontou para o Tricolor e o jogo foi para os pênaltis.

Nos penais, o Verdão levou a melhor e avançou na Copa do Brasil.

Com o vice-campeonato garantido, já que vai perder os dois jogos para o Santos, o Palmeiras precisa focar na briga pelo G-4 do Brasileirão.

Chapecoense 2  x 1  River Plate

O valente time da Chapecoense lutou muito, mas não foi páreo para o experiente River Plate.

Bruno Rangel marcou duas vezes, mas Carlos Sánchez descontou para o time argentino.

Como o jogo na Argentina foi 3 x 1 para os donos da casa, a equipe brasileira “bateu na trave”.

Sportivo Luqueño 2 x o Atlético-PR

Após vencer o Sportivo Luqueño por 1 x 0 no Brasil, o Furacão foi ao Paraguai e perdeu por 2 x 0.

José Leguizamón e Jorge Ortega marcaram os gols da partida.

Com a eliminação da Copa Sul-Americana, o Atlético-PR “cumpre tabela” no Campeonato Brasileiro e já pensa em 2016.

Foto: UOL


De olho na Copa do Brasil e com time misto, o Palmeiras vence o Avaí em Santa Catarina. Agora, o Verdão dorme na quarta colocação e torce por tropeços de São Paulo e Santos
Comentários COMENTE

Milton Neves

elano-comemora-gol-do-santos-contra-o-londrina-1429142322970_615x300

Avaí 1 x 3 Palmeiras

O técnico Marcelo Oliveira deixou claro que vai priorizar a Copa do Brasil.

Por este motivo, o Palmeiras entrou em campo com um time misto para enfrentar o Avaí e a estratégia funcionou.

Com gols de Gabriel Jesus, Cristialdo e Dudu, o Verdão superou o frágil time do Avaí.

André Lima descontou para o time de Santa Catarina.

O Palmeiras dorme na quarta colocação e torce por tropeços de São Paulo e Santos, para permanecer no G-4.

Já o Avaí, permanece na 16° colocação e para não entrar no Z-4, torce por tropeços de Goiás e Coritiba.

Joinville 1 x 0 Figueirense

No clássico de Santa Catarina, o Joinville foi melhor, venceu e deixou a lanterna da tabela, pelo menos até amanhã.

Série B

Botafogo 4 x 0 Bragantino

Mogi Mirim 0 x 2 Atlético-GO

Criciúma 3 x 0 Ceará

Santa Cruz 1 x Náutico

ABC 4 x 2 América-MG

Oeste 0 x 1 Bahia

Paysandu 1 x Macaé

Luverdense 2 x 0 CRB

Série C

Fortaleza 0 x 0 Brasil de Pelótas (classificado para a Série Bde 2016)

Portuguesa 1 x 2 Vila Nova (classificado para a Série B de 2016)

Série D

Ypiranga-RS (classificado para a Série C de 2016) 1 x 1 Caldense

Foto: UOL


Ponte Preta, jogai por nós! Mas, e o “fogo amigo” de Wagner Ribeiro, hein?
Comentários COMENTE

Milton Neves

elano-comemora-gol-do-santos-contra-o-londrina-1429142322970_615x300

Apito Amigo todo mundo conhece.

Virou domínio público.

Sua manjedoura é o Parque São Jorge.

Mas ele cresceu, virou adulto e tem residência itinerante.

E além do branco e preto, ganhou outras cores.

Aliás, todas elas.

E o que é “fogo amigo”?

Ele existe e ocorre, como todo mundo sabe, quando das guerras em que soldados vitimam colegas por engano na base de tiros ou bombas.

Acontece demais nos filmes e nas reais escaramuças bélicas em que o “esquema tático” é obviamente anárquico e mortes “por engano” ocorrem.

Aliás, o que é guerra?

“Guerra nada mais é do que um massacre entre pessoas que não se conhecem para atender aos interesses de pessoas que se conhecem mas que não se massacram”.

Mas, e daí?

Daí que Wagner Ribeiro, o empresário sempre bem colocado ao lado de atletas que geram fortunas, resolveu virar “conselheiro fiscal e tributário” de Neymar pai.

E sugeriu espontaneamente, via suas redes sociais, que a família de Neymar devesse parar de pagar imposto no Brasil e remeter via Banco Central seus milhões ou bilhões para um paraíso fiscal.

Foi o chamado explícito “fogo amigo”!

Querendo aparecer ou eventualmente “puxar o saco” de seu amigão, que talvez lhe tenha dado uma bela bronca, assinou um texto infeliz e na pior hora possível.

O Brasil “implora” atualmente por impostos neste momento tão difícil de nossa economia e aí vem alguém sugerir que um forte contribuinte famoso não mais recolha o que paga à nossa Receita Federal?

Pode?

Resultado que, coincidentemente, divulgou-se, depois de um ano e meio em segredo, que Neymar teve um Porsche apreendido em 2014 por suspeita de sonegação fiscal na importação do veículo.

Foi mais um safanão na imagem de nosso único craque.

E olha que os bons advogados de Neymar estavam pedindo ao magistrado que cuida do caso “segredo de Justiça”.

E tem mais.

O texto do “jurista contábil” Wagner Ribeiro foi traduzido e já está incorporado oficialmente ao processo que apura na Espanha o real valor da transferência do jogador do Santos para o Barça.

E Paulo Nasser, advogado da DIS, justifica o ato por sentir nisso “risco de frustração de execução futura”.

Está aí, portanto, o belo “fogo amigo” de Wagner Ribeiro.

Mas tem outro “fogo inimigo” contra os Neymares envolvendo essa mais nebulosa transferência de um jogador de futebol em todos os tempos.

Agora foi a vez da abnegada e esquecida FAAP, Federação das Associações de Atletas Profissionais do Brasil, que auxilia jovens jogadores e a ex-jogadores em má situação financeira.

Com base no artigo 57 da Lei Pelé, o presidente Wilson da Silva Piazza, campeão do mundo em 1970, está exigindo os 0,8% que todo clube tem de pagar ao vender um jogador para o exterior.

E a FAAP não recebeu 0,8% nem dos € 17.1 milhões inicialmente declarados e pagos ao devedor Santos FC pelo Barça.

FAAP que, como parte interessada, entrou no processo na Espanha exigindo os 0,8% também em cima daquilo que os espanhóis eventualmente decidirem ter sido o real valor da transferência do craque genial.

Aguardemos.

Ah, mas e a Ponte Preta, hein?

Macaca, Macaca, por favor, ganha do Corinthians, vai!

Assim, “começará” o Brasileirão-2015.

É que dando Corinthians, tudo perderá a graça.

E o pior é que dará Corinthians!

“Uma pena”!

Imagem: reprodução


O sol, dólar, Neymares, Ricardo Oliveira, Zico, Luxa e o mal
Comentários COMENTE

Milton Neves

Neymar-UOL

Meu Deus, quente demais.

A temperatura da primavera, primamaria, primacélia, primasônia, todas as primas.

Até as primas de todo mundo, mas hoje com menos primos “abanando”.

Aquecido o Brasileirão, fervendo a cotação do dólar, a chapa do “esganado” Neymar pai enroscando o filho, as coisas do Planalto e os chamuscados jogadores e jogadoras correndo no emocionante e cruel horário das 11 horas do sol a pino.

E na primavera, pós-inverno quente como verão, não haverá em campo o horário das 17 horas, aos domingos.

Com o tal tradicional “Horário de Verão” que está chegando, não teremos neste ano o futebol começando às cinco da tarde.

Mantidas as 16 horas em função das grades das TVs esportivas ou de entretenimentos.

Certo, Faustão?

É a crise quente demais soltando suas labaredas para todos os lados.

Menos água mineral, cerveja, ventiladores, praia, aparelhos de ar condicionado, tudo virou supérfluo.

E vai piorar, cravam otimistas e pessimistas, pela primeira vez na vida lado a lado.

Mas bola para frente porque “agora não adianta chorar”, diria Fiori Gigliotti.

Mas tem gente sorrindo de orelha a orelha.

O bom Ricardo Oliveira, a oposição política, os críticos de Neymar pai, os corintianos em geral, o capeta que adora tudo que é quente e quem tinha ou tem dólar fora do país.

Mas devidamente declarado.

Quem mandou todo mês, ano após ano, obstinada e regularmente, seu rico dinheirinho, sempre via Banco Central, ganhou umas 100 vezes na Pequena Sena, na Média Sena, na Grande Sena ou na Mega Sena, acumuladas.

Depende do montante enviado, é claro.

Mas quem tem dólar de propina do amigão, nada feito, com briga ou sem briga na hora de repartir.

As verdinhas vão continuar escondidas sem poder “ostentar”.

Bem feito!

Mas bem feita mesmo foi a convocação de Ricardo Oliveira.

Menino pobre, hoje milionário e verdadeiro pastor evangélico com dinheiro que não caiu do céu, mas do suor de seu rosto e dos gols de seus pés, Ricardo irá classificar o Brasil para a Copa da Rússia.

Só que foi uma convocação “fast food”, comida de compra e consumo rápidos para se quebrar o galho.

Aos 38 anos, em 2018, ele não deverá ter lugar.

E por falar em “fast food”, saibam que, Ricardo Oliveira, esse homem com H maiúsculo, teve infância e adolescência muito pobres.

Era vendedor ambulante em faróis da zona norte de São Paulo e por ali vendia suas quinquilharias e se alimentava de sobras que todo dia viravam descarte de uma unidade do MC Donald’s.

Ele “catava” o que sobrava para comer.

Uma linda e vitoriosa história de vida, bem parecida com as de Zé Roberto, do Palmeiras, e de Edu Bala, antigo ponta da Lusa, do Verdão e do São Paulo.

Já Zico, que também não nasceu em português berço de ouro, virou um “menino abandonado”.

A CBF o jogou para as cobras e o “Pelé da Gávea” está sofrendo enorme constrangimento em sua miragem de virar presidente da FIFA.

Eu adoraria, só que, sozinho, coitado, virou um Levy Fidelix da eleição: faz um barulho, mas nada de votos ou chances.

Constrangimento que não teve Luxemburgo.

Com sua chapa quente no Brasil, foi para a… segunda divisão (!!!) da… China (!!!).

Pelo menos lá o dinheiro jorra e o sol não é tão “senegalesco”, diria o premiado jornalista Mauro “Hair” Beting.

Mas que o sol brilhe para todo mundo.

É minha torcida, sempre a favor.

“Os que torcem contra vivendo do mal e produzindo venenos, ferem-se em seus organismos dilacerando entranhas” (Tonhão do “zóio” pequeno).

Pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro:

Fluminense 2 x 0 Goiás (às 18h30)

Pode-se dizer que Eduardo Baptista é o técnico revelação deste campeonato. Foram dois jogos para acertar a equipe e colher o primeiro fruto.

Ele precisou se reinventar para armar o “decadente” Fluminense, que despencou na tabela e já amargava oito confrontos sem vitórias.

A bem da verdade, o Tricolor estava um pouco desorganizado em campo e o resultado foi construído também com a sorte.

Sorte esta, que sorriu para dois jogadores do Flu, Fred e o garoto que veio da base, Gustavo Scarpa. Ambos fizeram os gols e uma grande partida.

Grêmio 3 x 1 Avaí (às 21h00)

O Grêmio fez bem o dever de casa, ao bater os catarinenses com superioridade. Porque pra quem quer ser campeão, não pode vacilar!

Com uma atuação irredutível, o inspirado Giuliano construiu a vitória gremista no primeiro tempo, quando anotou dois gols.

Outro que fez valer a confiança do técnico Roger foi Maxi Rodriguez. O uruguaio fez um golaço e ampliou o placar, quando o Avaí deu sinais de uma reação tímida.

E embora tenha tido o controle do duelo, o Tricolor caiu de rendimento na 2ª etapa e esbarrou nas grandes defesas do goleiro Vágner, que salvou o Avaí de uma goleada.

Às 11h de domingo…

Santos 3 x 1 Internacional

No emocionante e cruel horário das 11h do Brasileirão, Santos e Internacional fizeram um movimentado jogo na Vila Belmiro.

O Colorado saiu na frente com Valdivia, que converteu um pênalti infantil cometido por Paulo Ricardo sobre Juan.

Mas o Santos não se deixou abater e buscou a virada, que nasceu ainda no primeiro tempo, com Marquinhos Gabriel, que balançou as redes com um belo chute cruzado.

Na etapa complementar, em cobrança de penalidade inexistente, Gabigol reverteu o placar.

Já no finzinho da partida, Leandro, ex-Palmeiras, decretou o tiunfo santista.

Com a vitória, o Peixe ultrapassa o Inter na tabela e pula provisoriamente para a quinta colocação do campeonato.

Será que ainda dá para buscar uma vaguinha na Libertadores?

Parece que sim, hein?

Atlético-PR 1 x 2 Ponte Preta

E o Atlético-PR foi surpreendido em casa pela boa equipe da Ponte Preta.

2 a 1 para a Macaca, com dois de Biro Biro; os mandantes descontaram com Bruno Mota.

Ponte e Atlético figuram no meio da tabela do Brasileirão, no nono e no décimo lugar, respectivamente.

OPINE!!!


Bem-vindo, Agosto, o meu mês querido. E obrigado, romano Augusto!
Comentários COMENTE

Milton Neves

pdt_img_119328

Cada um tem o seu mês preferido.

Pela data de casamento, de nascimento da esposa ou da mãe, do primeiro filho, do primeiro emprego, daquele gol inesquecível de seu time, até daquela derrota dolorida ou do seu aniversário.

É o meu caso.

Nasci naquele 6 de agosto de 1951, seis anos depois dos EUA terem usado “força desproporcional” contra o Japão no lançamento da primeira bomba atômica em Hiroshima.

Aí, após 9 de agosto, com a “Bomba 2” e a destruição de Nagasaki, o bravo Japão capitulou de vez na Segunda Guerra Mundial.

Guerra, como todas, que não deveria ter havido, não existisse o demônio Adolf Hitler, hoje nadando olimpicamente no “tacho do capeta”.

Alias, Agosto também não era nem para ter existido.

É que Agosto é fruto do poder do Império Romano e do egocentrismo de Augusto (23 de setembro de 63 a.C. – 19 de agosto de 14 d.C.).

Como Júlio César (13 de julho 100 a.C. – 15 de maio de 44 a.C.) havia criado “para si” o mês de Julho, Augusto, vaidoso, empatou o jogo, inventou Agosto e o mundo passou a ter 12 meses e não mais 10.

Agosto era inicialmente conhecido como “sextilis”.

E não é que sumiu o 10 de verdade também na seleção brasileira?

Tivemos um Neymar apagadinho na Copa América deste ano, na Copa dos 7 a 1 e nos Mundiais anteriores ninguém passou perto de Pelé.

Hoje então…

Não temos nem 7, 8, 9 e 11 ou atacantes de camisa 7.5, 8.5, 9.5 ou 10.5.

E Dunga está aí com 23 jogadores com notas que oscilam entre 3.97 e 6.17.

Muito pouco!

A terra arrasada “by Felipão” ainda vai precisar de muito adubo para fazer nascer mandioca dura em nosso meio campo.

Estamos vivendo a geração dos molinhos e bonzinhos como Oscar, Bernard e Willian, dos politicamente incorretos como Fred, Daniel Alves, Douglas Costa e David Luiz e dos chorões como Thiago Silva, aquele que tem mais fama do que bola.

Mas esse merece continuar, só que jamais como capitão, porque braçadeira não combina com “caganeira”.

E também acabou a bobagem que “um grande time começa com um grande goleiro”.

Nada disso ou não mais!

Não apenas “pênalti bem batido é aquele em que a bola entra” e “seleção brasileira boa é aquela que ganhou a Copa”, hoje é momento de “um time grande e vencedor começa mesmo é com um capitão-lider, um gritador-comandante em campo”.

Em tempo: em 1982 “maravilhamos” o mundo ganhando de três “Ninguéns FC”, passamos pela Argentina e perdemos para a Itália.

Mas, hoje precisamos é de gente como Zito, Dunga, Carlos Alberto Torres, Piazza, Dudu ou Chicão, e de jogadores de pavio curto como Almir Pernambuquinho, Heleno de Freitas, Edmundo, Romário e até Serginho Chulapa.

Todos “malucos”, machos, destemidos, artilheiros e não chorões.

Chega de santinhos de pavio comprido e de miolo mole.

E que Agosto seja 1000 vezes melhor do que os trágicos “felipônicos” meses de Junho e Julho de 2014.

Viva Agosto, o “meu mês”, criado pelo romano Augusto.

Aliás, vou até tomar um vinhaço em homenagem a ele neste 6 de agosto lá na capital do mundo onde não mais pago diária, mas condomínio.

Ave, Augusto!

Imagem: Túlio Nassif/Portal Terceiro Tempo


Ghiggia, a maior medalha de ouro da bola
Comentários COMENTE

Milton Neves

felipaio
Quis o destino que o ator do grande ato da Copa de 50 fosse o último a ver descerem as cortinas do palco de sua vida.

Frase recebida por e-mail do céu enviada pelo querido Fiori Gigliotti.

E Ghiggia morreu exatos 65 anos depois do mesmo dia e do mesmo período do jogo em que o Uruguai virou o placar e provocou a maior dor da história do nosso povo.

Sim, maior do que a do Felipão-7 a 1!

É que a tragédia de 50 foi só ouvida e a de 2014 teve morte ao vivo com todo mundo vendo.

Ninguém precisou contar, diminuir ou aumentar.

Ao contrário daquela máxima “o que os olhos não veem o coração não sente”, 1950 foi desastre imaginado na beirada do rádio e 2014 teve a TV como companheira de tanto sofrimento e de tanta vergonha.

Algo imaginado é muito mais sofrido porque você torce no escuro.

Os jogadores de 50 foram muito bem na Copa e perderam só para o imponderável, o único craque melhor do que o Pelé desde que o mundo é mundo.

Já os pernas duras de 2014 perderam bisonhamente porque tiveram misto de soberba e medo, não tinham talento, foram mal convocados e pessimamente escalados por um treinador superado.

Felipão, treinador ruim tanto quanto Flávio Costa que deixou Nilton Santos, gênio desde a barriga de sua mãe, na reserva do comum Augusto na lateral direita e não o escalando como titular da lateral esquerda no lugar do modesto e assustado Bigode.

Por ali passeou Ghiggia e sem a cobertura de Juvenal, conforme morreu dizendo Ademir de Menezes, o “Queixada”.

E só se fala no fatídico gol de Alcides Edgardo Ghiggia, mas o Brasil perdeu mesmo foi no empate de Schiaffino, livre na grande área.

Ali o nosso “scratch” estava meio que comemorando com a guarda baixa após o 1 a 0 de Friaça já no segundo tempo quando jogávamos só pelo empate.

Então o time relaxou psicologicamente diante daquilo que seria impossível: a virada do Uruguai dentro de um Maracanã mais do que lotado e fazendo grande festa.

E quando veio o empate de Schiaffino, arrematando livre defronte ao gol de Barbosa, nosso time entrou em parafuso.

Naquele gol desmontou o Brasil “campeão”.

Portanto, falem sim de Gigghia, mas para mim perdemos a Copa no gol de empate da “Celeste Olímpica”.

E olha que o Uruguai é fraco de Olimpíada e até de Pan-Americano, competição “pré-temporada olímpica”.

De “olímpico” o Uruguai só é forte no slogan e na tradição.

O Brasil não.

Melhoramos muito, mesmo sendo país coadjuvante no cenário internacional consagrado por Pierre de Coubertin.

E não se iludam com tantas medalhas neste Pan-Americano do Canadá.

Cada ouro de Toronto representará meio que sétimo ou oitavo lugar no Rio de Janeiro-2016.

Nada contra nossos abnegados atletas.

São todos merecedores de aplausos e de nossa gratidão.

Menos de nós “cronistas futebolísticos”.

Seria hipocrisia nossa em aplaudir e não temos o direito de criticar.

O que faço eu, cronista só futebolístico e olhe lá, para o bem do ainda chamado “esporte amador”?

Nada!

Eu e uns 81,27% dos “canais e jornalistas de futebol”!

E não adianta também ampla divulgação, pontual e única de veículos, só por ocasião dos eventos.

Tanto que, fazendo e mostrando esporte só quando das disputas por medalhas, a forte Record perde ibope diante de ausência esportiva diária em sua grade.

O Pan-Americano tem sido para a Record um adversário até mais duro do que Globo, Band e SBT.

Mas comemoremos nossas medalhas quase de ouro de tolo.

Não custa.

Mas as de ouro de verdade verdadeira foram as de Schiaffino e de Ghiggia, os heróis maiores de um país tão pequeno e de coração tão grande.

Imagem: Túlio Nassif/Portal TT


Três letrinhas da bola: grande FBI enquadra Fifa e pequena DIS dá luz ao “caso Neymar”
Comentários COMENTE

Milton Neves

622_a20f5043-50e2-326f-9e04-b1e7fd370337

Não se escandalizem.

Ninguém está querendo comparar uma instituição de reconhecimento mundial com insignificante empresa paulistana do mundinho da bola.

Trata-se apenas da coincidência de três letras em suas denominações.

Mas enquanto o notável FBI segue caçando os “Al Capones” da vida, de ontem e de hoje, e pela primeira vez no futebol, a minúscula DIS deu um bom exemplo de dignidade que anda passando batido nas análises sobre os escuros caminhos das negociações de jogadores.

A DIS não aceitou em 2014, quando tudo começou a vir à tona, 5 milhões de euros “por fora” para ela esquecer “esse negócio de processo” do “caso Neymar”.

A oferta foi do empresário André Cury ao advogado Roberto Moreno, da DIS, na presença de José Barral, presidente do Grupo Sonda, com Cury dizendo falar em nome de “interessados”.

Mas ressalte-se, Cury nunca foi figura estranha às negociações, por ser legítimo representante do Barcelona.

A informação é de Roberto Moreno, mas, Delcir Sonda, dono da DIS, disse não à proposta, (fora do pagamento oficial via Santos Futebol Clube) preferindo a transparência da justa, caríssima, lenta, dura e até então improvável luta internacional via Poder Judiciário do Brasil e da Espanha.

E o resultado está aí: magistrado espanhol aceitou as ações cíveis e criminais em decisão que talvez já resvale no mérito.

Sim, e todos da imprensa esportiva não se cansam de criticar, com razão, os cartolas, as organizadas, a CBF, a violência nos estádios, os gulosos “empresários-intermediários de passes” e a não transparência das negociações?

Pois, hoje com ações cíveis e criminais aceitas pela Justiça espanhola, este “caso Neymar” transcende, transborda e ultrapassa os limites isolados da pugna envolvendo pai de Neymar x DIS.

Este fato, a ser bem comemorado, jogou luz pela primeira vez nesta relação atualmente tão espúria envolvendo clubes, empresários, jogadores e agentes Fifa.

Sim, já são nove réus: Santos, Barcelona, Bartomeu, Rosell, NN Consultoria, Neymar pai, Neymar Jr., Laor e Odílio.

Mas o cerne da questão envolve o pai do craque e a DIS.

Foi justamente ele a oferecer à empresa e a vender os únicos 40% que o filho tinha por 5 milhões de reais, no início de 2009.

À época, Neymar era apenas uma bela promessa de craque.

E 500 mil reais levou de comissão Wagner Ribeiro, o sempre presente.

Por contrato, Ribeiro tinha que defender a empresa lutando para expor e valorizar o craque e, óbvio, fazer o investimento dar lucro para quem o pagou em 10 prestações de 50 mil reais.

Algumas em dinheiro vivo porque alegou estar em processo de separação judicial-matrimonial.

Mas, em relação ao contrato, fez justamente o contrário.

Foi, ao lado de André Cury e de Marcos Malaquias, um dos “juristas” a ajudar a arquitetar com Neymar pai a tal nebulosa engenharia financeira, hoje sob rigorosa análise da Justiça espanhola.

Sustenta a DIS que tudo foi feito para fugir e evitar ao máximo possível, em euros, os 40% da empresa.

Mas esse é o negócio de Wagner Ribeiro: vender, vender e vender.

E participar.

Mas, enfim, não interessa, e a mim pouco importa, quem será o vencedor desta dura parada, sendo a DIS ou o pai de Neymar.

Ou se Barcelona e seus presidentes, Santos, Laor, Odílio, NN Consultoria e Neymares têm culpa no cartório ou não.

O importante é que um lado, o do investidor tão prejudicado quanto o Santos FC dos dóceis e não lutadores Laor e Odílio, merece cumprimentos por ignorar o famoso “por fora” de nosso país e lutar pelos seus direitos via Poder Judiciário.

Aliás, no caso, tão lento no Brasil e tão rápido na Espanha.

E por que, Neymar pai, você querer ganhar tanto dinheiro tão rapidamente prejudicando seus legítimos sócios, Santos e DIS?

Ora, seu filho gênio, honesta e merecidamente, ainda é “pobre” diante do que ganhará como melhor do mundo, nos próximos 15 anos.

Você já pensou nisso?

Agora aguenta e vá sentar lá no banco dos réus de Madrid e ao lado de seu filho que hoje não é mais só seu, mas de todo o Brasil.

E esse rolo todo deve estar infernizando a cabeça desse belo rapaz que você, Dondinho II, e dona Nadine, a Celeste II, colocaram no mundo, para nossa felicidade.

Valeu a pena aquela “esperteza”?

Ou este sofrimento?

E agora?

Bem feito!

CLIQUE NO TÍTULO ABAIXO E LEIA A DECISÃO DA JUSTIÇA ESPANHOLA

Vaza na Espanha a decisão na íntegra da Justiça daquele país aceitando a ação penal da DIS contra Santos, Barcelona, Neymar pai, Neymar Jr., Odílio, Laor, Rosell e Bartomeu
Foto: UOL


O talento vence o planejamento! Santos bate o Palmeiras nos pênaltis e leva o Campeonato Paulista. Vasco da Gama, Atlético-MG, Internacional e Bahia são campeões estaduais
Comentários COMENTE

Milton Neves

52 560

O Santos recebeu o Palmeiras na Vila Belmiro para disputar o segundo jogo da final do Campeonato Paulista e não deu outra, o Peixe é campeão.

Com a vantagem de um gol, o Verdão entrou nervoso em campo e com menos de 10 minutos os esquentadinhos Dudu e Valdivia já tinham recebido cartão amarelo.

Com belos passes e jogadas, o Peixe abriu o placar com David Braz, após linda assistência de Robinho. O Rei da Pedalada também serviu Ricardo Oliveira, que ampliou o marcador.

No final do primeiro tempo, Dudu e Geuvânio se estranharam e foram expulsos pelo árbitro Guilherme Ceretta de Lima (o menino do Santos não fez nada e o Peixe foi prejudicado).

Aí o esquentadinho do Verdão agrediu o homem do apito. Tem que haver punição severa, hein, autoridades?

Na segunda etapa, o Palmeiras voltou melhor e logo marcou o gol com Lucas, em belo lançamento de Valdivia.

Ainda teve mais uma expulsão na partida, Victor Ramos recebeu o segundo amarelo e foi mais cedo para o vestiário.

Com 2 x 2 no placar geral, a decisão foi para os pênaltis e o Peixe venceu por 4 x 2.

Cleiton Xavier e Leandro Pereira marcaram para o Palmeiras; David Braz, Gustavo Henrique, Victor Ferraz e Lucas Lima anotaram para o Santos; Rafael Marques e Jackson perderam para o Verdão.

O Palmeiras se planejou o ano todo, contratou um caminhão de jogadores e um cartola experiente. Já o Santos foi visto como azarão, pois perdeu atletas por falta de pagamento, contratou nomes apagados e demitiu o técnico no meio da competição.

Mas o talento venceu o planejamento!

Outros estaduais:

Botafogo 1 x 2 Vasco. No Rio de Janeiro, o Vasco deixou a fama de vice-campeão e venceu o Campeonato Carioca, batendo o Botafogo no jogo de volta da final.

Caldense 1 x 2 Atlético-MG. Não teve jeito, a Caldense fez a melhor campanha da primeira fase, tomou apenas quatro gols no campeonato, segurou o Galo no primeiro jogo da final, mas perdeu o título. O atacante Jô marcou o segundo tento do Atlético-MG (impedido), o centroavante estava há mais de um ano na seca de gols.

Internacional 2 x 1 Grêmio. Com show de Nilmar, o Inter bateu o Grêmio e venceu mais uma vez o Campeonato Gaúcho. Pelo menos foram só dois gols, certo, Felipão?

Bahia 6 x o Vitória da Conquista. Bora Bahêa Minha Porreta! O Bahia perdeu a primeira partida da final do Campeonato Baiano e também foi derrotado pelo Ceará na decisão da Copa do Nordeste, mas hoje aconteceu o esperado, uma goleada sobre o Vitória da Conquista e a confirmação do título estadual.

Ceará 2 x 2 Fortaleza. Com ressaca da conquista da Copa do Nordeste, o Vozão empatou o jogo de volta da final do campeonato estadual. Como o Fortaleza venceu a primeira partida por 2 x 1, ficou com o título. Parabéns ao futebol cearense (apesar da violenta batalha que alguns torcedores protagonizaram).

Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro. O Santinha fez a lição de casa e bateu o Salgueiro no segundo jogo da final do Campeonato Pernambucano.

Coritiba 0 x 3 Operário-PR. Deu zebra, o Coxa perdeu novamente para o Operário na final do Campeonato Paranaense.

Goiás 1 x Aparecidente. Como venceu o primeiro jogo, o Goiás empatou o segundo foi campeão estadual.

Imagem: Lucas Micheletti