Athiê revelou e segurou Pelé por 18 anos. Marcelo Teixeira revelou e segurou Neymar. LAOR herdou e “doou” a joia santista. E o craque acabará optando pela técnica e beleza do Barcelona ou o dinheiro do Real Madrid?
Mas ruim é essa falsa novela Neymar.
O jogador, filho de pai antenado e esperto, já deixou oficialmente o Santos FC de dirigentes infelizes.
E não adianta fazer charminho com carinha de desespero.
Entregaram a rapadura para os dois “Neymares” e agora não adianta chorar.
A antecipação da data de vencimento do contrato de Neymar foi a pisada de bola do século.
Eu também dormi de botinas.
Como jornalista, santista e até como conselheiro, péssimo, que fui.
Só Andrés Sanchez e o comentarista Mauro Cezar Pereira, da ESPN, cantaram a pedra certa.
E quem fez a burrada gigantesca ficará nos próximos 15 anos sofrendo de monumental dor de cabeça, arrependimento e passivo de cobranças eternas.
É que Neymar, do Barcelona ou do Real Madrid, iluminará o futebol por mais de uma década ficando o Santos sem ele, sem sua história, com dinheiro de “pinga”, sem time, sem motivação e quebrado.
Neymar ainda não mostrou nem 25% do enorme talento que recebeu de Deus.
Culpa do horroroso time do Santos e da comunzinha Seleção Brasileira.
Mas o Santos não morrerá.
Foi eternizado em 18 anos por Pelé e pelo torcedor comum, o torcedor só torcedor, torcedor família, desorganizado e distante dos bastidores de um clube do “esporte bretão”.
E este é o grande trunfo do futebol: o torcedor que ama seu time de graça e de coração e que nem quer saber das entranhas escuras da bola.
É um mundo hipócrita, nojento, asqueroso.
O futebol, de longe, da arquibancada, pela TV, não tem nada mais bonito.
A decisão alemã da fantástica Liga dos Campeões da Europa-2013 é mais uma prova disso.
Nossos Brasileiros e Libertadores também são bons, mas perdem de 8 a 3 da “Champions League”.
Libertadores que será do Galo.
Quinta-feira ele, sempre azarado (e operado), teve sorte de campeão.
De 0 a 2 para 2 a 2 no finalzinho, obteve resultado que o coloca nas semifinais do torneio, já sem adversários fortes.
Afinal, “Caiu no Horto, tá Morto”!
Ou, “No Sintético o Galo Empata e no Horto, Mata”!
E “Até no Sintético dá Atlético”!
Na verdade, o Galo NUNCA esteve na fila, apenas estava paciente e conscientemente esperando chegar 2013.
Sim, a empolgação é total, mas na vida o otimismo sempre goleia a depressão.
Não ganhou nada ainda, mas o cavalo paraguaio dos precipitados já está pastando em outros CTs de São Paulo, Porto Alegre e até das Laranjeiras, no Rio.
Que inventem outro bicho para o Galo.
Serve o zoológico inteiro, até a zebra!
E você, torcedor? Se fosse o Neymar, jogaria no Barcelona ou no Real Madrid?













