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Blog do Milton Neves

Neymar só chegará ao topo longe de Messi

Milton Neves

FC Barcelona's Lionel Messi, left, and Neymar look on during the Spanish La Liga soccer match between FC Barcelona and Alaves at the Camp Nou in Barcelona, Spain, Saturday, Sept. 10, 2016. (AP Photo/Manu Fernandez)

Por Fábio Salgueiro
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Cristiano Ronaldo foi eleito, de novo, o melhor do mundo pela Fifa. A escolha mantém o português no topo em seu duelo particular desde 2008 com o argentino Lionel Messi.

Pergunto: quando Neymar chegará ao topo, ou seja, será eleito o melhor do mundo? Após um ano em que terminou com a inédita medalha de ouro olímpica, o brasileiro ficou de fora da lista final dos três melhores e não figurou nem na seleção considerada ideal pela Fifa.

Neymar é craque. Já teve ótimos momentos no Barcelona. No entanto, vejo o atacante como um eterno coadjuvante de Messi no time espanhol. Para chegar ao topo, defendo que Neymar torne-se protagonista e para isso acontecer necessariamente ele precisa se distanciar da sombra do argentino.

Pelo Barça, Neymar pode trocar o sonho de chegar à condição de melhor do mundo. Assim como aconteceu com Rubens Barrichello, quando optou por ser piloto da Ferrari e tendo ao seu lado, como número 1, Michael Schumacher.  Ali o brasileiro escolheu nunca ser campeão e trabalhar pelo sucesso alheio. São escolhas de cada um.

Neymar é novo e tem muito futebol pela frente, é fato. Mas existem coisas que não mudam, sobretudo no futebol europeu. Neymar pode jogar muita bola, como já fez com a camisa do Barcelona, mas nunca deixará de ser um parceiro de luxo de Messi.

Inclusive, vejo Neymar com uma enorme preocupação de ser um ótimo coadjuvante do argentino. Os jogos provam isso. Neymar atua para fazer Messi brilhar. O contrário não acontece.

Postura assim deixará o brasileiro entre os melhores, mas nunca no topo. Neymar precisa ter personalidade cavar seu espaço. É difícil fazer isso no Barça, por isso defendo que Neymar busque isso longe do clube espanhol. Com Messi, ele não vai conseguir. Lionel é uma herança que o Barcelona vai carregar por ainda longos anos.

Neymar não pode e nem deve esperar.

E você, amigo internauta, concorda com os argumentos do jornalista Fábio Salgueiro?

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