publicidade

Blog do Milton Neves

Tite resgata o Canarinho e cala Urubus

Milton Neves

tite cbffff

Foto: AP Photo/Ricardo Mazalan

Caramba, que vitória!

3 a 0 lá nas alturas?

E com gols na metade do segundo tempo “quando o Brasil não terá mais pulmões”?

Isso andei ouvindo por aí nesta semana do jogo e pensava igual.

Aliás, meu placar era 1 a 0 para os equatorianos.

Mas o milagre se deu com Gabriel Jesus arrebentando com o Equador porque, nas alturas de Quito, Jesus está sempre mais perto do céu.

Só que, vamos com calma.

Essa de que o bom não é o Neymar, e sim o Gabriel Jesus, é grande bobagem.

Recentemente o Lucas também não era melhor do que o Neymar?

Que o Gil do Corinthians era superior a Kaká?

E os de ontem?

O bom não é o Tostão, mas o Dirceu Lopes.

Sim, Dirceu também era craque, mas nem tanto.

E teve igualmente aquela que o Polozzi era mais completo que Oscar na Ponte Preta e até a que o genial Coutinho na área “goleava” o Pelé.

E calma também com Tite.

Mas recebemos belo sinal de que perdemos mesmo tempo demais com a volta de Dunga, principalmente com o retorno do superado Felipão-7 a 1 e com o mais ou menos Mano Menezes.

Meu Deus, estava na cara até antes da Copa de 2010 na África do Sul que Tite era o nome ideal para o cargo.

Se para jogador seleção é fase, para treinador o mesmo se aplica.

Quem ganha tudo ou quase tudo na vida tem mesmo que subir de patamar, merecidamente.

É assim em todo setor de atividade humana porque o talento é invencível em qualquer lugar.

E Tite nunca escondeu seu sonho de atingir o ápice da carreira que sempre foi o de dirigir a seleção brasileira.

Tanto que, ao final dos 3 a 0 de Quito, comemorou ligando às lágrimas para a esposa, a grande parceira e testemunha.

E quanta bobagem não se falou que Tite “jamais aceitaria trabalhar com gente como Del Nero”, hein?

Eu também adoraria ter Madre Teresa de Calcutá como “presidenta” da CBF, mas por impossível, fiquemos mesmo com o que está aí enquanto Fifa e FBI não enquadram o ainda mandatário titular da “Entidade Mater” de nosso futebol.

É que a gente não pode simplesmente suspender as atividades e desaparecer com a seleção brasileira só porque o presidente da CBF anda com o “pé na pêia”.

Afinal, qualquer treinador contratado para nosso “scratch” tem que ser convidado e se compor hoje com Del Nero, não tem outro jeito.

Assim também fizeram Zagallo, Parreira, Lazaroni, Luxemburgo, Scolari, Leão e Dunga com Ricardo Teixeira, bem como Mano Menezes e Felipão até com José Maria Marin.

Só que, é claro, todos foram para o campo deixando a secretaria para os cartolas.

Assim, com a palavra a urubuzada que usou a “tríplice recusa” de Tite, não para elogiá-lo, mas para usá-lo como bucha de canhão contra um presidente caído.

Do outro lado de minhas trincheiras, por conhecer bem o “Águia de Haia dos Pampas”, desde um “SuperTécnico” em 2000 na Band, sempre banquei que o ético Tite aceitaria na hora a seleção, com qualquer presidente da CBF de plantão, resguardada a sua autonomia, mas com a cadeira de treinador não ocupada por quem que fosse.

Gritei: “Del Nero, se você quer o Tite mesmo, pare de recadinhos e primeiro mande o Dunga embora que ele aceita”!

Não deu outra!

Foi na mosca!

E Tite já começou com grande vitória, calando urubus que garantiam que ele jamais trabalharia com Del Nero e desde já vai resgatando a Seleção Canarinho, como dizia Geraldo José de Almeida na Copa de 70.

Opine!

Compartilhe: