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Blog do Milton Neves

A noite do Michel

Milton Neves

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Só deu Michel Bastos no Morumbi.

Depois do jogo, com óculos e a cara do “cineasta do basquete” Spike Lee, contou como foi sua rara cesta de gancho ou de cabeça.

Nas mesmas noite e madrugada foi a consagração maior de outro Michel, o Temer, no grande clássico do “Estádio Mané Garrincha do Senado Federal”.

Sonolento, soube do placar final da política no avião pela voz de um comandante-locutor.

Ah, essas viagens e esses cansativos eventos corporativos…

Eu os apresento para todo lado há anos, sem constrangimentos, claro.

Ao contrário de jornalistas globais que fazem o mesmo, mas pisando em ovos de galinha, de pata, de marreca, de codorna, de ganso e até de avestruz.

Mesmo com o logo da empresa contratante no púlpito em que são palestrantes ou mestres de cerimônia em eventos fotografados e transmitidos ao vivo ou gravados que se tornam perenes na internet.

Para um ou outro, em encontros ocasionais em aeroportos, aviões, restaurantes ou hotéis, até pergunto como vai sua campanha publicitária do celular, da linguiça, da mortadela, do xampu, do carro, do banco, do doce de leite de Muzambinho…

“Ei, agora sou do ‘entretenimento’…”, balbucia ou desculpa-se, o “ex-jornalista”.

Hipocrisia.

Algo tão comum e eterno principalmente na política.

Teve até lobão rejeitando a mãezona de quem tanto leite mamou.

E o “primo” Aécio?

Estava feliz e triste ao mesmo tempo.

“Mesmo sem ela, por que de novo não sou eu?”.

É o que parecia perguntar na posse de Temer “com cara de santo achado”, como a gente fala em Minas.

Compreende-se, porque ele bate muito na trave, com o avô ou sozinho, em eleições ganhas ou quase.

Aliás, votei nele duas vezes em 2014, saibam.

E agora?

Agora é outro jogo no Brasil remendado, começa o Brasileirão, vem aí a Olimpíada e a vida segue com Serra e Alckmin valorizados, penso.

Jogadores de Brasília saem de campo e procuram novos estádios.

Lula, paixão de Moro, vê surgir em seu antigo lugar um Lulia, o Michel Miguel Elias Temer Lulia.

Edinho Silva volta à Araraquara e tentará ser prefeito de novo de lá disputando nas urnas com sua… ex-mulher!

São coisas da vida como o zagueiro Rodrigo e o atacante Neto Baiano que se enfrentaram “estranhamente” quarta-feira naquele CRB 0 x 1 Vasco em Maceió.

É que eles são pais de dois filhos com a mesma mulher!

Ou seja, cada um é pai de um filho, tudo no seu devido tempo em “jogos” ou casamentos distintos, óbvio.

E na área tem um casamento que não deu certo e acabará no velho e antigo “desquite”.

É o do uruguaio Diego Aguirre com o mineiro Galo que “já acertou com Marcelo Oliveira”.

Ganhando a Libertadores ou não, Aguirre é nome errado no poleiro do Galo.

Se ganha não sei, mas vai se classificar na volta no Horto, eliminando o São Paulo.

São Paulo que cresceu de nota 2,67 para 6,57 em apenas incríveis 22 dias na mão de Edgardo Bauza, sujeito muito calmo com sua cara de assessor de imprensa do Drácula.

E até tentei fazer um raro “Terceiro Tempo” do estádio, lá de BH, mas não deu certo.

Antes, na terça-feira, tem evento no Senado Federal em homenagem aos que ajudam o Hospital Amaral Carvalho contra o câncer de Jaú-SP.

Apareça lá também com Serra e Marta, Michel Temer!

E cuide mais da saúde e do professor do Brasil do que de conchavos políticos, presidente!

Aliás, que tal pararmos com o presidente “em exercício”?

Ora, até 2018 ou por até 180 dias ele será “presidente” e ponto.

Esse “em exercício” é mais chato do que “presidenta”, os “tamborzinhos” do Jô ou a mala da introdução fixa, decorada e eterna do Heraldo Pereira nas noites do impecável William Waack, quase um Boechat.

Assim, bola para frente e sucesso.

Ao Michel… Temer e para a vitória do Galo no Horto contra o Michel… Bastos!

Foto: UOL