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Blog do Milton Neves

Lucas Lima, Trump, Uber e a cerveja do Palmeiras

Milton Neves

lucas lima

Lucas Lima parece que não é deste mundo.

Mundo difícil, competitivo, hipócrita, lindo e feio.

E não é que “essa Madre Teresa de Calcutá da Vila” não aceitou ganhar R$ 5 milhões por mês para jogar na China?

Ele quer distância do “Cemitério da Bola”.

Não é a primeira vez que o elogio.

E ele já não quis jogar nem em Portugal e Espanha “porque não chegou a hora”.

Lucas Lima é caso único em toda a história do futebol.

E por que Trump e Uber neste espaço de futebol?

Uber “descobri” em agosto de 2013 em Nova York.

Comemorando aniversário com a família, circulamos bastante por lá e meus filhos, nas idas e vindas, acionavam o tal “Aplicativo Uber” e em minutos chegava um carro preto em serviço rapidíssimo e já pago pelo cartão.

Achei interessante, mas à noite, na TV do hotel, vi forte manifestação contrária dos motoristas dos táxis amarelos da “Capital do Mundo”.

Voltei e na Rádio Sulamérica Trânsito FM disse ao apresentador Ronald Gimenez, e depois em minhas outras rádios Band, “que as autoridades abrissem os olhos, porque o tal Uber ia chegar aqui e ia dar rolo”.

Foi batata!

Batata plantada que não será removida.

Trump também.

Em mais de um mês de EUA, agora em dezembro e janeiro, ficou claro, até para monoglota e ignorante político, que ninguém segura o homem.

Creiam, parece até quando da primeira eleição de Lula presidente.

“Não é possível, ele não tem preparo, é um perigo, o País será destruído, é risco muito grande eleger esse 8 ou 80”, dizia-se para todo lado e fala-se hoje nos EUA.

Sei lá, mas parece que os caras querem mesmo eleger o “magnata do tijolo” e ele está como água morro abaixo, fogo morro acima e mulher bonita quando quer namorar: ninguém segura!

E quem vai segurar o Palmeiras?

É o elenco mais robusto do futebol brasileiro e dá para fazer até dois bons times para o Verdão.

Paulo Nobre exagerou, pode ter muita picada entre tantas cobras criadas e quem está em testes é… Marcelo Oliveira!

Sim, mesmo experiente e dono de tantos títulos, será obrigado a fazer jogar esse mutirão verde do Parque Antarctica.

Sim, Parque Antarctica!

Em 1920 a tradicional empresa de bebidas doou o terreno ao Palmeiras onde hoje foi erguido o Allianz Parque.

E só seus produtos, eternamente, poderiam ser vendidos lá.

Paulo Nobre quer escalar a Heineken, já está dando rolo e, ao contrário de Uber e Trump, a intenção não dará jogo, penso.

Os gênios da Inbev, hoje donos há anos também da Antarctica, não perdem nenhum jogo no Brasil e no mundo.

Ainda mais com escritura na mão.

Que WTorre e Palmeiras, sócios briguentos, não deem mais um murro na ponta da faca só por um copo de chopp.

Foto: UOL