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Blog do Milton Neves

Só imbecil coloca Pelé em 3º lugar entre os 10 maiores camisas 10 da história!

Milton Neves

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Fim de ano é sempre a mesma coisa.

Como as notícias vão rareando com o Papai Noel e os chutes do Ano Novo tomando conta das manchetes, surgem as “famosas” enquetes para todo lado.

É “pesquisa” sobre quem foi ou é melhor nisso ou aquilo, qual o país do mundo em que os homens e as mulheres mais traem, quem é o produtor da maior abóbora do planeta, qual foi o mais perfeito time da história e até pesquisa para se saber o que será do mundo se o chuchu desaparecer.

Pois não é que a importante “FourFourTwo”, da Inglaterra, abriu a temporada dos chutes para fora ao ousar “escalar” os 10 maiores camisas 10 da história de nosso futebol e menosprezando Pelé?

Ora, a matéria, burra, já começa mal com a própria manchete.

Se é futebol e se o papo é sobre camisa 10, a pesquisa já deveria começar com o nome Pelé no título.

Saibam os senhores que, além do próprio futebol para valer a partir de 1957/58, quem inventou a importância e a mística da camisa 10 foi Pelé.

Antes dele, o mestre Claudio Carsughi sempre fala isso à exaustão, a camisa 5 era a mais cobiçada.

A 5 era a top por simbolizar a “metade do time” e por ser a camisa do médio-volante, normalmente o líder dos “quadros”, aquele que a tudo comandava a partir do meio do campo.

E foi assim até o nascimento de Pelé no Santos e na Copa de 58.

Na Suécia, por sorte, coube a 10 ao novo Rei do Futebol, coroado pós-Mundial pela imprensa francesa.

Jamais Feola e Paulo Machado de Carvalho dariam a 10 para um menino contundido se essa camisa já fosse tão importante.

E com ela Pelé virou Rei mesmo com Didi tendo sido apontado como o melhor da Copa da Suécia.

Aí, a 10 virou febre em todo planeta.

E até o invejoso Maradona aderiu à 10, copiando Pelé.

Cortado burramente “por ser muito jovem” pelo técnico Menotti em 78, Maradona viu sua seleção ganhar a Copa na marra e “peruanamente” nos bastidores.

E viu também pela imprensa César Menotti acabar com a guerra de vaidades entre oito jogadores argentinos que queriam porque queriam a camisa 10 de todo jeito.

Principalmente Villa, Ortiz, Houseman, Kempes, Ardiles, Bertoni, Alonso e Luque, normalmente 9.

Aí, Menotti optou pela famosa “ordem alfabética” a partir do segundo nome de cada argentino do elenco.

Assim, coube ao atacante Alonso, o Beto Alonso, a camisa 1, mundialmente o número do goleiro.

Ardiles, o Osvaldo Ardiles, logo transferido para a Inglaterra, ficou com a número 2.

E a 10, pela força do “K”, coube a Kempes, sem privilégio.

Já em 1982, é claro, com o “Pibe de Oro” na seleção argentina, Menotti repetiu sua “ordem alfabética”, mas o “Deus” Maradona não concordou e ficou com a cobiçada 10, a 10 de Pelé.

Só ele, porque Ardiles foi número 1, Bertoni 4, o goleiro Fillol (ele não aceitou o nome Matildo) recebeu a 7, Valdano a 20 e etc…

Dito isso, vejam que a “FourFourTwo” colocou Pelé em um mísero… terceiro lugar!!!

Não vou discutir a massacrante liderança técnica de Pelé, por desnecessário, mas discuto raivosamente a colocação imbecil do Rei atrás de Maradona, genial e invejoso, e de Puskas.

Na verdade, a lista correta dos 10 melhores camisas 10 da história é a seguinte: em primeiro, Pelé; segundo, Pelé; terceiro, Pelé; quarto, Pelé; e quinto, Pelé.

Em sexto, Maradona; em sétimo, Messi; em oitavo, Rivellino; em nono, Pedro Rocha; e em décimo, Platini.

Baggio,em quarto lugar na lista inglesa, merece na verdade um 72º lugar, mesmo não tendo jogado nem 25% de Dirceu Lopes, de Tostão ou de Ademir da Guia.

Já o comum Laudrup (9º lugar na “FourFourTwo”) e o muito mais ou menos Francescoli (10º), na verdade ocupam na relação dos maiores camisas 10 da história os 687º e 839º lugares, respectivamente.

E olhe lá!

Certo, Pelé?

E certo, Timão, campeão de 2015?

Afinal, você foi o que mais viu de perto a genialidade do fantástico e inigualável Pelé.

Foto: reprodução

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