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Blog do Milton Neves

O sol, dólar, Neymares, Ricardo Oliveira, Zico, Luxa e o mal

Milton Neves

Neymar-UOL

Meu Deus, quente demais.

A temperatura da primavera, primamaria, primacélia, primasônia, todas as primas.

Até as primas de todo mundo, mas hoje com menos primos “abanando”.

Aquecido o Brasileirão, fervendo a cotação do dólar, a chapa do “esganado” Neymar pai enroscando o filho, as coisas do Planalto e os chamuscados jogadores e jogadoras correndo no emocionante e cruel horário das 11 horas do sol a pino.

E na primavera, pós-inverno quente como verão, não haverá em campo o horário das 17 horas, aos domingos.

Com o tal tradicional “Horário de Verão” que está chegando, não teremos neste ano o futebol começando às cinco da tarde.

Mantidas as 16 horas em função das grades das TVs esportivas ou de entretenimentos.

Certo, Faustão?

É a crise quente demais soltando suas labaredas para todos os lados.

Menos água mineral, cerveja, ventiladores, praia, aparelhos de ar condicionado, tudo virou supérfluo.

E vai piorar, cravam otimistas e pessimistas, pela primeira vez na vida lado a lado.

Mas bola para frente porque “agora não adianta chorar”, diria Fiori Gigliotti.

Mas tem gente sorrindo de orelha a orelha.

O bom Ricardo Oliveira, a oposição política, os críticos de Neymar pai, os corintianos em geral, o capeta que adora tudo que é quente e quem tinha ou tem dólar fora do país.

Mas devidamente declarado.

Quem mandou todo mês, ano após ano, obstinada e regularmente, seu rico dinheirinho, sempre via Banco Central, ganhou umas 100 vezes na Pequena Sena, na Média Sena, na Grande Sena ou na Mega Sena, acumuladas.

Depende do montante enviado, é claro.

Mas quem tem dólar de propina do amigão, nada feito, com briga ou sem briga na hora de repartir.

As verdinhas vão continuar escondidas sem poder “ostentar”.

Bem feito!

Mas bem feita mesmo foi a convocação de Ricardo Oliveira.

Menino pobre, hoje milionário e verdadeiro pastor evangélico com dinheiro que não caiu do céu, mas do suor de seu rosto e dos gols de seus pés, Ricardo irá classificar o Brasil para a Copa da Rússia.

Só que foi uma convocação “fast food”, comida de compra e consumo rápidos para se quebrar o galho.

Aos 38 anos, em 2018, ele não deverá ter lugar.

E por falar em “fast food”, saibam que, Ricardo Oliveira, esse homem com H maiúsculo, teve infância e adolescência muito pobres.

Era vendedor ambulante em faróis da zona norte de São Paulo e por ali vendia suas quinquilharias e se alimentava de sobras que todo dia viravam descarte de uma unidade do MC Donald’s.

Ele “catava” o que sobrava para comer.

Uma linda e vitoriosa história de vida, bem parecida com as de Zé Roberto, do Palmeiras, e de Edu Bala, antigo ponta da Lusa, do Verdão e do São Paulo.

Já Zico, que também não nasceu em português berço de ouro, virou um “menino abandonado”.

A CBF o jogou para as cobras e o “Pelé da Gávea” está sofrendo enorme constrangimento em sua miragem de virar presidente da FIFA.

Eu adoraria, só que, sozinho, coitado, virou um Levy Fidelix da eleição: faz um barulho, mas nada de votos ou chances.

Constrangimento que não teve Luxemburgo.

Com sua chapa quente no Brasil, foi para a… segunda divisão (!!!) da… China (!!!).

Pelo menos lá o dinheiro jorra e o sol não é tão “senegalesco”, diria o premiado jornalista Mauro “Hair” Beting.

Mas que o sol brilhe para todo mundo.

É minha torcida, sempre a favor.

“Os que torcem contra vivendo do mal e produzindo venenos, ferem-se em seus organismos dilacerando entranhas” (Tonhão do “zóio” pequeno).

Pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro:

Fluminense 2 x 0 Goiás (às 18h30)

Pode-se dizer que Eduardo Baptista é o técnico revelação deste campeonato. Foram dois jogos para acertar a equipe e colher o primeiro fruto.

Ele precisou se reinventar para armar o “decadente” Fluminense, que despencou na tabela e já amargava oito confrontos sem vitórias.

A bem da verdade, o Tricolor estava um pouco desorganizado em campo e o resultado foi construído também com a sorte.

Sorte esta, que sorriu para dois jogadores do Flu, Fred e o garoto que veio da base, Gustavo Scarpa. Ambos fizeram os gols e uma grande partida.

Grêmio 3 x 1 Avaí (às 21h00)

O Grêmio fez bem o dever de casa, ao bater os catarinenses com superioridade. Porque pra quem quer ser campeão, não pode vacilar!

Com uma atuação irredutível, o inspirado Giuliano construiu a vitória gremista no primeiro tempo, quando anotou dois gols.

Outro que fez valer a confiança do técnico Roger foi Maxi Rodriguez. O uruguaio fez um golaço e ampliou o placar, quando o Avaí deu sinais de uma reação tímida.

E embora tenha tido o controle do duelo, o Tricolor caiu de rendimento na 2ª etapa e esbarrou nas grandes defesas do goleiro Vágner, que salvou o Avaí de uma goleada.

Às 11h de domingo…

Santos 3 x 1 Internacional

No emocionante e cruel horário das 11h do Brasileirão, Santos e Internacional fizeram um movimentado jogo na Vila Belmiro.

O Colorado saiu na frente com Valdivia, que converteu um pênalti infantil cometido por Paulo Ricardo sobre Juan.

Mas o Santos não se deixou abater e buscou a virada, que nasceu ainda no primeiro tempo, com Marquinhos Gabriel, que balançou as redes com um belo chute cruzado.

Na etapa complementar, em cobrança de penalidade inexistente, Gabigol reverteu o placar.

Já no finzinho da partida, Leandro, ex-Palmeiras, decretou o tiunfo santista.

Com a vitória, o Peixe ultrapassa o Inter na tabela e pula provisoriamente para a quinta colocação do campeonato.

Será que ainda dá para buscar uma vaguinha na Libertadores?

Parece que sim, hein?

Atlético-PR 1 x 2 Ponte Preta

E o Atlético-PR foi surpreendido em casa pela boa equipe da Ponte Preta.

2 a 1 para a Macaca, com dois de Biro Biro; os mandantes descontaram com Bruno Mota.

Ponte e Atlético figuram no meio da tabela do Brasileirão, no nono e no décimo lugar, respectivamente.

OPINE!!!

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