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Blog do Milton Neves

O Cruzeiro de hoje é o Palmeiras de 1965!

Milton Neves

cru

7 de setembro de 2014.

Há exatos 49 anos o Palmeiras representou o Brasil-CBD em Belo Horizonte.

Goleou a seleção oficial do Uruguai por 3 a 0.

Foi o segundo jogo festivo da inauguração do Mineirão.

Um dos gols teve autoria do saudoso Germano, que entrou no segundo tempo.

O mesmo negro Germano que se casou com uma condessa italiana a contragosto do influente sogro, milionário do ramo de helicópteros.

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Germano ao lado de sua primeira esposa, a condessa Giovanna

Tão influente era que fez o Milan emprestar o genro-jogador ao italiano Palmeiras.

Mas deu tempo para o nascimento de uma única filha, Giovana Clara Maria Germano, hoje tão incrivelmente secreta e “desaparecida”.

Sei que há alguns anos ela residia em Los Angeles-EUA.

Mas e agora?

Está aí uma bela pauta para a imprensa brasileira.

Afinal , cadê a filha mulata do Germano, também ex-Flamengo e morto em Conselheiro Pena-MG em 1º de outubro de 1997?

Onde ela mora atualmente, é casada, tem filhos e que lembrança tem do pai?

E será que hoje ela aprova o que os avós impuseram à mãe dela ali pelos anos 60?

Confesso que morro de curiosidade.

Mas daquele célebre Palmeiras-CBD 3 x 0 Uruguai, mais dois detalhes, um deles triste.

Nesta semana morreu o “bíblico” massagista da primeira e verdadeira “Academia de Futebol do Verdão”.

Trata-se de Reis, que por décadas foi o “Mário Américo do Palmeiras”.

Sempre vestindo branco, Reis está em todas as fotos da fase mais espetacular da vida do Palmeiras, hoje tão apequenado, acuado, triste, assustado e derrotado.

Reis, há anos, teve um AVC que desfigurou seu rosto, recuperou-se, mas faleceu neste 2 de setembro de 2014, em São Paulo.

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O massagista Reis, no início dos anos 70 e em 20 de setembro de 2013

Deixou uma linda família, uma bela história e uma rede de podologia espalhada pela cidade.

Já a outra curiosidade daquele histórico 3 a 0 de Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina, Ferrari, Dudu, Ademir da Guia, Julinho, Servílio, Tupãzinho, Rinaldo e Filpo Nuñes (o melhor  time da história do Palmeiras), foi a presença no banco de reservas de Dario Mineiro ou Dario “O Leopardo das Alterosas”, que vem a ser primo do importante jurista brasileiro Joaquim Barbosa.

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Dario com a camisa da CBD, em 1965

 E Dario, hoje político em Paracatu-MG, virou “O Leopardo das Alterosas”, porque o Palmeiras tinha o “Ademar Pantera”, à época com a perna quebrada e engessada.

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Ademar Pantera, à direita com a perna engessada, ao lado do ex-dirigente Arnaldo Tirone e de Gildo Bala

Ademar Pantera morreu lamentando sua má sorte “porque ao lado de Pelé eu ganhava a Copa de 66” disse um dia a mim, na Rádio Jovem Pan I – AM.

Enfim, são lembranças e fatos que hoje registro em modesta forma de desejar plena e total recuperação ao Palmeiras.

Afinal, chega, do jeito que está não pode ficar!

O futebol brasileiro precisa de um Palmeiras forte que sempre teve pelo menos um jogador na seleção, nas Copas que ganhamos.

E, pelo Verdão, hoje deixo de dar mais detalhes de Brasil 1 x 0 Colômbia, gol de Neymar, do Grêmio, mártir da luta contra o racismo no futebol brasileiro, da recuperação de Pato e Ganso, do Santos que anda também se “palmeirizando” e das emocionantes e épicas classificações de Flamengo e Botafogo, na Copa do Brasil.

E também do horroroso apito amigo que classificou Fla e Fogão, eliminando injustamente Coritiba e Ceará da ótima competição nacional.

Foi uma vergonha, mas na Copa do Brasil há muita emoção porque tem mata-mata e não os malditos e insossos pontos corridos.

Ah, e ao final vai dar Cruzeiro duplamente: ganhará a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

É que o Cruzeiro atual, também italiano, anda lembrando muito os fortíssimos Palmeiras de 65 e 66.

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