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Blog do Milton Neves

O maior filme de Pelé

Milton Neves

Aos quase 73 anos vem aí mais um filme sobre Pelé.

Só que será um filme-filme mesmo, o primeiro deste naipe.

Nada das esforçadas películas envolvendo a pessoa melhor dotada por Deus para uma especifica atividade profissional no mundo em todos os tempos.

Tudo já foi falado e mostrado sobre Pelé.

Nada disso.

E eu assim pensava até ser procurado por Álvaro de Lapuerta Montoya, advogado espanhol que está no Brasil documentando com ex-jogadores, dirigentes e suas famílias a competente autorização do uso de imagem daquele que contracenou na vida com Pelé até 1958, desde Três Corações-MG.

Sim, o filme acaba após a Copa da Suécia e não é documentário ou coisa parecida.

Produção de Hollywood, diretores de Los Angeles, locações no Rio, Santos, Bauru, Suécia, Três Corações e São Paulo e dinheiro americano, peruano e espanhol.

Trata-se de um longa dramatizado por atores que “serão” o Feola, Zagallo, Mauro, Bellini, Lula, Pepe, Zito, Garrincha, Waldemar de Brito, Athiê Jorge Cury, Mário Americo e etc…

Mesmo já com as filmagens marcadas para serem iniciadas dia 23 de setembro, a tarefa de Álvaro de Lapuerta Montoya, impressionado com o nosso “Que Fim Levou” do portal terceirotempo.com.br, não é das mais fáceis.

É que tem ex-jogador e viúva ou filho de personagem contemporânea do Rei que coloca mágoa recolhida de Pelé acima da remuneração a ser negociada e até mesmo da eternização de seu ente querido em produção hollywoodiana para a posterioridade.

Fico triste com isso quando tanto se luta para defender a memória esportiva do país e tanto se clama por ajuda financeira ao ex-jogador.

No sepultamento de Gylmar falei com José Maria Marin pela segunda vez em minha vida, pessoalmente.

A primeira foi em 1984 quando sua então Federação Paulista de Futebol homenageou um membro de cada equipe esportiva de rádio e TV de São Paulo.

Ponderei (a pedido de um célebre ex-jogador também presente), aquilo que defendo há anos em minhas tribunas.

Ou seja, um percentual de 1% ou 0,5% de cada milionário valor obtido pela CBF em amistosos da seleção para as fundações de auxílio aos que construíram a grandeza de nosso futebol.

E escalei até o “ministro” dessa sonhada nova pasta na CBF para gerenciar o dinheiro: o ex-craque e líder dos velhos, o Badeco.

Ele ficou de estudar “pois existem entraves jurídicos”.

Ora, é só destravar numa canetada, afinal a CBF não é “entidade privada”?

Mas, aí, na outra ponta da história, pinta essa grande chance, através do filme de hollywood “O Nascimento de Um Gênio”.

Oportunidade de ouro para que carentes do passado ou descendentes deles possam se eternizar e se remunerar e alguns dificultam crescendo os olhos ou demonstrando e reclamando que o “Pelé sempre pensou só nele”.

Uma pena, é a vida, mas o filme não apenas sairá, como já saiu, mesmo sem a “presença” deste ou daquele que se prejudica, à sua família e a imagem daquele que, do céu, não poderá mais voltar a jogar nas telas do mundo.

E ouçam abaixo o advogado Álvaro de Lapuerta Montoya falando do filme sobre Pelé

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