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Blog do Milton Neves

Deu Felipão no jogo em que a bola nunca rolou. As novidades (que defendi) são a data antecipada do anúncio e Parreira, hoje no “Panteão dos Sábios”. Mas estou com dó de Mano

Milton Neves


Vejam e ouçam acima o que o ” Terceiro Tempo” da Band
em 24 de novembro de 2012
sugeriu e opinou sobre a comissão técnica da seleção

 

Mano Menezes não deveria nem ter entrado.

Culpa de Muricy que não soube assumir.

Como Felipão não soube entrar no São Paulo.

Sonia Racy descobriu antes.

Para o médio e traído Mano, seleção era mesmo muita areia para a camionete dele.

Até a Kaiser descobriu.

O cervejeiro Muricy era o cara, mas pipocou feio e agora sonhou em ter uma segunda chance.

Não terá, não teve.

Foi só boi de piranha e “nome candidato” para as trocentas enquetes de internet por parte de bem intencionados pesquisadores de um jogo-miragem.

Ele, Muricy, Abel, Tite, até Dunga, Luxemburgo e… Guardiola!!!

“Pobre” Guardiola!

Encheram os picuás dele sobre Seleção Brasileira e o espanhol vai é ficar puto da vida sabendo agora que o colocaram – com a melhor das ótimas intenções – em um banco de reservas que já tinha seu único lugar devidamente ocupado.

E faz tempo.

Desde que Felipão saiu do Palmeiras.

Macho e corajoso como é abandonaria o Palmeiras na beira da cova?

Morreria lutando!

E abriria a mão no Verdão de seu honesto e milionário contrato para ficar desempregado?

E saiu demissionário ou demitido?

Até hoje há controvérsias até por parte do dúbio Tirone.

E Felipão, sempre transparente e nitroglicerinico, ficaria na miúda tanto tempo sem um só pio sobre tudo?

Mas, já fora do Palmeiras, disse a mim por telefone – quando o assunto da ligação dele não era futebol – que ia descansar e que aceitaria sim dirigir o Inter um dia, mesmo sendo gremista doente.

Foi só isso sobre futebol que falamos.

O tempo passou, o Inter e o Cruzeiro tentaram contratá-lo… e nada do gauchão aceitar, mesmo desempregado.

Aí, garantiu-se que Felipão voltaria ao Grêmio nos braços do “irmão” Fábio Koff, se este ganhasse as eleições do clube.

Koff ganhou e Luxemburgo imediatamente começou a dar entrevistas em tom de despedida e de “dever cumprido”.

Mas, de repente, mais do que de repente, o aprovado gremista Luxemburgo assinou por… dois anos!

Mas, e aí, cadê o Felipão?

Estava cumprindo tabela no Ministério dos Esportes em “cargo” fora e abaixo de sua estatura.

Enquanto isso, a imprensa esportiva ficou obviamente ouriçada para a grande resposta sobre a pergunta nacional: “quem será o novo técnico?”.

Já era Felipão!

E as três pessoas que sabiam devem ter dado muita risada com as “pesquisas” e com o “furacão” Guardiola ou com dó de todos nós, espectadores de uma disputa inexistente.

Fomos todos bobinhos, bem intencionados e inocentes úteis.

Pelo menos acertei (acho) a volta do sábio Parreira e que a data “só em janeiro” não prosperaria porque a imprensa esportiva é feroz e Marin, do alto de seus 80 anos, não resistiria a pressão.

Ainda mais com os fatores complicantes Del Nero – em seu enrosco na PF – e Andrés Sanchez que tem boca mole e que deveria ter saído não hoje, mas na sexta-feira com Mano Menezes.

Enfim, é a vida.

Em jogo jogado sem bola, deu Felipão.

Mas que ele, mais uma vez, faça agora o mesmo trabalho brilhante de 2002 e tire da cartola outras mágicas inventando novos Edmilsons, Gilbertos Silva, Roques Júnior e Klebersons.

Esses quatro foram “milagres felipônicos”.

Moral da história: fiquei com dó de Mano Menezes, pela forma da demissão, não por seu conteúdo.

E o conteúdo Felipão-Parreira só muda – em um novo milagre – se o político experiente Marin reagir agora como alguns prefeitos, governadores e presidentes eleitos que não admitem que secretários e ministros escolhidos vazem primeiro na imprensa, antes do anúncio oficial.

Aí, muitos trocam o “nome vazado” só para contrariar este ou aquele jornalista, jornal, rádio, portal ou TV.

Mas, ô Felipão, boa sorte e relaxe!

Afinal, você não procurou ninguém para  voltar para a seleção.

Foi procurado, jogou o jogo proposto e ganhou fácil.

Parabéns, mas na próxima não marque bandeira ao visitar Marin em seu prédio na Alameda Franca onde mora também um jornalista de Rádio e TV com o qual trabalhei por 33 anos.

Você foi visto lá e ele avisou seus jornalistas-funcionários, precipitando aquilo que só saberíamos em janeiro nesse belo “cerca Lourenço” jornalístico a que fomos submetidos na escolha de um treinador para a nossa seleção que já tinha  lugar reservado na casamata mais importante do futebol do mundo.

Errata:

Informamos no começo da noite desta quarta-feira, 28, que Felipão supostamente não teria viajado para o Rio de Janeiro, onde amanhã será apresentado oficialmente como novo treinador da Seleção Brasileira. Segundo fonte confiável de dentro do hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo-RS, o futuro técnico da equipe nacional teria passado toda a tarde desta quarta-feira visitando sua mãe, Cecy Gabriel Scolari, que está internada com pneumonia. A notícia é verídica, mas a data informada pela fonte foi equivocada, sendo que Felipão esteve na cidade gaúcha apenas na segunda e na terça. Pedimos desculpas aos nossos leitores pelo erro.

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