publicidade

Blog do Milton Neves

Palmeiras, o Rei do Papelão!

Milton Neves

Pobre Palmeiras.

Suas chances de cair para a Série B mais uma vez já atingem o estratosférico patamar de 92,71%.

Sendo que sua atual famosa “margem de erro” aponta só para cima e para mais uns 3,29%.

E esse “para cima” sinaliza para o nordeste, para Recife, para o Estádio dos Aflitos, local do mais próximo inferno para os porcos.

Haja aflição!

Até quando?

Quando adolescente em Minas tinha horror do Palmeiras.

Mesmo folgadamente torcendo para o genial time branco da Vila.

É que eu tinha respeito e até medo do Verdão.

59, 63 e 66 não me deixam mentir ou enganar.

Aliás, na Copa da Inglaterra nossa seleção tinha que ter sido um reforçado Palmeiras – CBD como em 7 de setembro de 1965 no Mineirão.

O zagueirão uruguaio Manicera, que morreu no mês passado, afirmou em Belo Horizonte após aquele Palmeiras – CBD 3 x 0 seleção do Uruguai que “coloquem o negro (Pelé), esse loiro (Ademir da Guia) que só conheci hoje e mais quaisquer outros nove desse Palmeiras que vocês ganham facilmente a Copa do ano que vem”.

Burramente, Vicente Feola não levou Valdir Joaquim de Moraes, Djalma Dias, Tupãnzinho, Servílio e nem mesmo Ademir da Guia.

Aliás, Ademir, um dos 10 maiores jogadores de futebol do mundo de todos os tempos, não foi relacionado por Feola nem entre os… 47 jogadores que inventou para a nossa “preparação”.

E Manicera, maravilhado com Ademir e com a Academia, foi 1000 vezes melhor na Inglaterra ao lado de Troche com sua seleção só sendo vencida no apito.

Uruguai e Argentina foram operados por ingleses e alemães via “apito amigo cruzado”.

Mas tudo isso foi antigamente.

Hoje o Palmeiras se apequenou demais.

A “guerra” dos Parques acabou, agora o Corinthians tem no São Paulo seu rival maior e preferido, o Santos continua sempre sem rejeição e o Palmeiras vai geneticamente operando estranhas metamorfoses de periquito para porco, de porco para pato e de pato facilmente batido para coadjuvante crônico.

E com direito a ser a quarta força da Grande São Paulo em 2000 (atrás do São Caetano) e em 2011 (atrás da Lusa).

E agora virou de novo o lanterna dos grandes paulistas mesmo tendo ganho lotericamente na sorte e no apito a Copa do Brasil deste ano.

Felipão e Palmeiras fizeram trágico casamento para os dois cônjuges, Arnaldo Tirone foi bela decepção, o elenco é caro e incompetente, Luan é comum, os beques de área são “darintamente” ruins, Valdivia uma completa enganação e até o bom Bruno virou goleiro “leite moça”: bateu, tomou!

E por falar em leite, a velha piada está de volta.

É sempre assim no Brasil depois de grandes tragédias como quando das mortes de Ayrton Senna, de Ulisses Guimarães e de Vovô Tancredo Neves.

Pois “a grande bomba” do final de semana dá conta da troca de patrocínio do Verdão com a saída da Kia e a volta da velha e boa Parmalat.

E no novo acordo comercial a Parmalat entrará com o leite e o Palmeiras com o papelão, matéria-prima inesgotável no Palestra Itália.

Ah, mas não é verdade que devido aos últimos acontecimentos a patrocinadora do Palmeiras irá mudar sua marca de Kia para Kai.

E nem que ela fará o lançamento mundial do novo modelo com rebaixamento especial e com uma só marcha, a segunda.

Compartilhe: