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Blog do Milton Neves

Santa publicidade

Milton Neves

Até na top Rede Globo um jornalista vai assumir o alto cargo do publicitário que virou o Pelé da programação e da divisão de faturamento da emissora.

Entra Carlos Henrique Schroder e sai Octávio Frioli Florisbal, antigo companheiro de criação mesa a mesa de Edgard Soares, também publicitário e jornalista, nos tempos deles de Archote Propaganda.

Já o “bíblico” Victor Civita sempre ressaltou que “com os recursos da publicidade contrato as melhores cabeças e tenho como sempre manter a independência das publicações e a ampla, total e irrestrita liberdade de expressão em minhas redações”.

Sem nenhuma ínfima pretensão de escala comparativa de valor, marca e prestigio em relação às pessoas citadas, fiz da dobradinha jornalismo e publicidade, em 40 anos, uma feliz ferramenta de sustentação profissional com boa resposta envolvendo família, educação, lazer, patrimônio, empresas e empregos.

Empregos aqui, lá e acolá, para estes e aqueles.

Mas, por militar simultaneamente nos campos do jornalismo e da publicidade – algo que me ensinou Osmar Santos – tenho tido algumas sortes profissionais e humanitárias.

A garantia, divulgada em sete de minhas tribunas, que Ganso já era do São Paulo no início da tarde de quinta-feira, só foi possível porque José Domingos Barral, ex-diretor do Assaí Atacado e hoje presidente contratado do Sonda Supermercados, parceiro comercial de quase 20 anos, me passou a informação.

Ela que foi a notícia mais lida do UOL por “secular” período, naquele dia.

Ganharam o torcedor, o jornalismo e os veículos que me contratam.

Mas outros já ganharam com essa “sorte publicitária”.

Graças ao cliente “chuveiros Lorenzetti”, Alberto Helena Junior trocou a “Folha” pelo “Diário Popular”, nos anos 90.

Por outro lado, também na mesma época, a dramática operação de um veterano comentarista pelo cardiologista Enio Búffolo, do então hospital Duprat, só foi possível por generosa e enorme permuta publicitária solicitada a mim por Antônio Augusto Amaral  de Carvalho, da Jovem Pan.

E a operação do então desesperado fotógrafo esportivo Theófilo Pereira no hospital São Luiz, via Rádio Bandeirantes?

Já as bondades de décadas de empresas de cerveja, colchão, tênis, sapato, geladeira, pneu, ar condicionado, restaurantes, móveis, ferramentas e medicamentos chegaram a minorar certas carências de ex-craques, colegas e familiares.

Além das internações do saudoso Benê em Campinas, do ex-goleiro João Marcos em Mogi das Cruzes, os enterros destes e daqueles, os presentes para os “malucos”, “divinos”, “macalés”, “marinhos”, “clodoaldos”, “agnaldos”, “sorrisos”, para o “Papel”, repórteres “ligeirinhos”, “filés de borboleta” e até para a viúva e filhos do pelezinho da Lusa que foi tão cedo para o céu.

O então gordinho Neto, desempregado, teve também merecida e sempre reconhecida ajuda.

E Milton Leite, hoje tão bom narrador esportivo de TV, hein?

Como foi duro convencer o “Seo Tuta” da Jovem Pan para que ele pudesse fazer três testemunhais diários de meus clientes Giorgio Nicoli, Rede Copel e Orthocrin, no “Show da Manhã”!

E, “mandrake”, a pedido do próprio e aflito jornalista, consegui que ele fosse garoto-propaganda de três colchões concorrentes (!!!) TODO DIA e por meses.

Era imperioso, sob pena daquele então meu amigo tão grato, digamos, “se empepinar” em seus relacionamentos.

Bem, isso deixo pra ele contar melhor.

Mas, por essas, outras e mais aquelas – e bota “aquelas” nisso -, é que digo OBRIGADO, SANTA PUBLICIDADE, a ferramenta que move a economia do mundo!

E com direito a pitadinhas, minimamente, de ajudas ao próximo.

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