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Blog do Milton Neves

Setembro Negro

Milton Neves

Quando Robert Mulligan consagrou na telona, em 1961, o seu clássico “Quando Setembro Vier”, este mês passou a ser emblemático, referência e expectativa para vários segmentos da sociedade em todo o mundo.

E, aqui no Brasil, conforme certeira previsão do jornalista e vidente Mauro W. Mercado Beting, setembro também chegou para todos nós.

Chegou e não trouxe chuvas.

A coisa está secante prá todo lado.

A situação é preocupante na agricultura, cidades, no ar, para o povo e para Serra e Haddad.

Tudo devido ao zebrante Russomanno.

Mas normal para os coadjuvantes Chalita e Soninha.

E para os irritantes Eymael e Levy Fidélix.

Por outro lado, setembro está maravilhoso para o expectante japonês time do Corinthians, para o vibrante Galo Mais Lindo do Mundo e decepcionante para Felipão, Flamengo, Palmeiras, Kaká e Santos.

E para o claudicante Mano Menezes.

Além de muito hesitante para Ganso e José Maria Marin, o presidente sem treinador.

No mundo, setembro nos trouxe a não surpreendente morte do embaixador americano na Líbia.

E se cargo de embaixador é tão moleza quanto os de técnico de futebol, apresentador esportivo pós-jogo e narrador de futebol na TV, ser diplomata americano no Oriente Médio é tão dureza quanto narrar futebol pelo rádio e ser goleiro, árbitro ou bandeirinha em nosso “esporte bretão”.

Já em Brasília nasceu em setembro mais um Pelé que atende pelo nome de Joaquim Barbosa, um artilheiro implacável de gols rasantes, certeiros, todos no canto e longe dos arqueiros e defensores, por mais competentes e elegantes que sejam.

E são gols que vitimaram o cambaleante “Valério das Minas Gerais”.

Minas, que é o estado que mais produz gente calada no mundo, deverá revelar nas próximas semanas o cidadão mais falante do planeta.

Aí, setembro será inesquecível e o mais relevante de todos os tempos de nossa política, desde Pedro Álvares Cabral.

Que o “ex-poderoso carequinha”, espécie de “Pré-Cachoeira”, não tenha um fim fulminante, pois esse cidadão tem muito a dizer e como se revelar um novo Pedro Collor e um bom Roberto Jefferson.

Afinal, setembro chegou, ainda não acabou e pode se tornar para nós tão emocionante quanto a obra do saudoso Robert Mulligan (†20.12.2008), que escalou em seu clássico “Quando Setembro Vier”, a dupla Rock Hudson (†2.11.1985) e Gina Lollobrigida, como titulares.

Ali não houve amor, por impossível, mas eles fizeram tantos gols na tela quanto o STF vem fazendo em Brasília e que o extravagante Neymar fará no mundo.

E em todos os meses, de janeiro a dezembro, dos próximos 13 anos.

OPINE!!!

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