Meus 61 anos!
Infância em Muzambinho – Na imagem, Milton Neves (sentado ao centro) aparece com sua avó Beatriz, irmão e primos
Cheguei de Minas em 72, com as duas mãos atrás ou na frente, morei em repúblicas da Alameda Jaú e da Rua Pamplona e no porão da “Pensão da Angélica” na Rua Alfredo Ellis, nº 185.
Estudava jornalismo no Objetivo à noite e trabalhava na Jovem Pan cedo, à tarde e… à noite, em dias de jogos.
Por anos, trabalhei sete dias por semana, ganhando merrecas.
Sei disso hoje, mas tenho orgulho de minhas décadas de “jovempanista”.
Será que aquilo ali produzido e veiculado será um dia repetido em 100% no rádio esportivo?
Um sufoco, mas me formei em 77, fiquei na Jovem Pan por 33 anos e na pensão da Alfredo Ellis morava e dormia em cama de um dos dois beliches triplos ao lado de cinco japoneses de Marília que estudavam a noite toda.
Por onde andariam?
Faustão e a equipe da Jovem Pan – A equipe da Rádio Jovem Pan se reuniu, em 1973, no estádio Cícero Pompeu de Toledo, o famoso Morumbi. Da esquerda pra direita, você confere: Joseval Peixoto, Orlando Duarte, Cláudio Carsughi, Osmar Santos, Israel Gimpel, Milton Neves, Randal Juliano, Constantino Ranieri, Fausto Silva, Leônidas da Silva, Candido Garcia, Edemar Annuseck e Aluani Neto. Deles, até o ano de 2005, ainda continuam na Jovem Pan Joseval Peixoto e Cláudio Carsughi. Daquela equipe já morreram Randal Juliano, Cândido Garcia, Leônidas da Silva, Israel Gimpel e Aluani Neto.
Era repórter de trânsito urbano, rodoviário, setorista no Detran (até 76) e plantão esportivo.
Entrei no lugar de Fausto Silva, o Faustão, como reserva de Narciso Vernizzi, aos sábados.
Depois deu para alugar um apto na Rua Topázio, mais tarde outro na Paula Ney e em 77, graças a “curto” financiamento de 15 anos no Itaú, fui morar na Rua Capote Valente, 513, edifício Villa Adriana.
Apartamento 123. Cissa Guimarães, a atriz hoje ainda tão triste, morava no 124 com o então marido Paulo César Pereio.
Ele continua lá, alugado.
O primeiro apartamento a gente nunca esquece, não é, Washington Olivetto?

Milton Neves com sua esposa e filhos, nos anos 80
Fiquei lá 10 anos e meus três filhos ali foram “concebidos” e criados.
Depois de nove anos de Constantino de Souza, no Campo Belo, deixei São Paulo, fui para a periferia e já estou agora de olho coçando para morar em Miami de vez, para ciúmes de Guarujá, Guaxupé e Muzambinho.

Amigos da juventude de Milton Neves ( o primeiro agachado da esquerda para a direita), em Muzambinho
Em Miami-FL “moro” na 1951 “Suor” Avenue, Sunny Isles.
E para isso suei tanto quanto tem água salgada defronte ao edifício que beija o céu.
Já se foram… 40 anos de São Paulo!!!
Jornalista profissional diplomado e Escrivão de Polícia aposentado, hoje tocando a bola em todas as mídias, tenho na seção “Que fim levou?” do Portal de Memória Esportiva “miltonneves.com.br”, minha paixão maior, quase única e perene.
Já as outras atividades são tão firmes quanto prego na gelatina e podem desaparecer a qualquer momento.
Mas, curioso, elas não param de me escalar em seus times, apesar de veterano já sexagenário, curvado, cansado, surpreso e feliz.
Mas, está bom demais, mesmo que o veinho aqui já esteja comprando bengalas.
Só que já deu para fazer delicioso o “Canal 100” na TV Manchete em 94, narrar futebol na TV Jovem Pan em 90 e 91 e fazer a “Mesa Redonda” com o Roberto Avallone em 85 e 86, na TV Gazeta.
Foram bons treinos para os sete anos deliciosos na Record, oito de Band – a que me inventou e abrigou -, 33 anos de Jovem Pan, sete de Rádio Bandeirantes, seis de Band News FM, dois de Sulamérica Trânsito 92,1 e alguns meses de Bradesco Esportes FM.
Além de 16 anos de colunas “Terceiro Tempo” no extinto Diário Popular e no Agora São Paulo do Grupo Folha.
Na internet, o “miltonneves.com.br” é o primeiro site individual esportivo – hoje Portal – de um jornalista no Brasil e abrigado pelo UOL e BOL.
O Blog, graças a Rogério Micheletti e a Gustavo Grohmann, hoje na Band News FM, foi o primeiro esportivo ilustrado, desenhado e estilizado.
Sobre rádio não falo, por redundância e obviedade recorrentes.
Também com nove anos como colunista de Placar e pioneiro como âncora esportivo de mídia eletrônica, tenho ocupação em escritório e redação profissionais conduzidos por amigos funcionários que militam e dominam o jornalismo, mercado financeiro, mídia, pecuária, agronegócio, eventos, palestras, PDVs, área imobiliária, internet e publicidade.
Tudo isso graças a Deus, aos times do Santos FC de 56 a 63 e jamais vou me esquecer do conceitual “SuperTécnico”, “Gol, o Grande Momento”, “Melhor de Todos”, “Esporte Total Debate”, “Debate Bola”, “Cidade Alerta” – meu maior contrato, – “Terceiro Tempo” na Jovem Pan, Band AM, TVs Record e Band, “Pré-Jogo”, “Band Mania”, “Golaço” da Rede Mulher, “Tribuna do Esporte” da TV Assembleia e “Roleta Russa”, da Rede Record.
Aliás, na roleta de minha vida, não houve um só tiro errado a sair pela culatra.
Tive sorte, essa sorte que é o encontro da capacidade com a oportunidade.
E para se ter sorte na vida basta… trabalhar!!!
Saiba que, quanto mais você trabalhar, mais sorte você terá.
Morando em porão ou em mansão.
Observe o filete verde serpenteando no jardim. É o fio de um microfone, o microfone estilizado na ponta. Obrigado, Microfone!
Na Faculdade – Estudantes de jornalismo, em 1972. Em uma sala de aulas das Faculdades Objetivo, na Avenida Paulista, o “menino” Milton Neves, aos 20 anos. Com ele, na foto, quatro “sumidos” colegas de classe
Formatura em Muzambinho-MG -Em janeiro de 1969, Milton, à cabeceira da mesa, com amigos de formatura, em Muzambinho, preparando-se para morar em São Paulo. Ao lado de Milton, de camisa branca, Tôti. O cardápio do jantar? Só dá para saber que o azeite, à direita, era Carbonell. E o outro, à esquerda, era Maria
Milton “Michels” – Aventura como técnico de garotos em Muzambinho
Milton Neves, o pequenininho, com o irmão Homero
Com as netas Giulia e Maria Beatriz, filhas de Fábio e Roberta
Milton Neves, o quarto em pé, como zagueirão em Muzambinho
Mãe Carmen, a primeira, tia Margarida, na outra ponta, vó Isolina, irmão e primos
Deixe a sua mensagem de aniversário para Milton Neves!















Caro Milton, bom dia!
Como esta ainda é a semana do seu aniversário, resolvi presenteá-lo virtualmente com esse momento eternizado por Mahatma Ghandi e que dispensada qualquer acréscimo. Só exige contemplação e reflexão.
Feliz Aniversário!
“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável: além do pão, o trabalho e a ação.
E, quando tudo mais faltasse, para você eu deixaria, se pudesse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta para encontrar a saída.
(Mahatma Ghandi)”
Amigo Milton, gostaria muito de lhe dar os Parabéns pessoalmente, por favor, aceite meus sinceros cumprimentos pelo seu aniversário, muita saúde, felicidade, paz, harmonia do fundo do meu coração amigo.
Feliz Aniversário.
Passarelli – Treinador São Bernardo
Querido Milton. Acabou de ver suas fotos, álbum de sua vida de vitórias e lembranças extraordinárias.
Parabéns pelos 61 anos que a medicina reduz em 20, comparado ao passado.
Sinta-se com 41, para continuar a nos brindar com sua criatividade e inteligência.
Há craque fora de campo no futebol, que não seria o mesmo sem você.
Meu abraço, grato e carinhos. Saúde e felicidades Marco Aurélio Cunha Lenhador de Bonsai
gostaria de mandar um agradecimento ao Grande Milton Neves,pessoa a quem admiro muito. Mandei uma simples mensagem ZEMANETICA de aniversario para ele, e o nosso modesto amigo, se deu ao trabalho de responde a este Colono, criado com leite organico, atravez de um Email.Obrigado Miltao.Gestos como esses e que fazem a diferenca entre os grandes e os comuns. Obrigado, meu amigo.
Caro Milton Neves,
Bom dia!
É esse carisma, alegria e simpatia que o torna um apresentador diferenciado.
Eu quem tenho que agradecê-lo pela sua atenção.
Acompanho muito o seu blog, muito legal!
Que Deus continue sempre iluminando seu caminho.
Espero, um dia, ter a grata satisfação de conhecê-lo pessoalmente.
E, quando tiver oportunidade, chegue até Arceburgo, vizinha de sua amada Muzambinho.
Um forte abraço de quem muito o admira!
Fraternalmente,
Flávio
MILTON NEVES
Nós do Grupo Issa Motors desejamos toda felicidade e sucesso
na sua jornada e esperamos que você esteja conosco muitos
anos. Feliz Aniversário!!!!!!!
Luis Issa
luis issa@issamotors.com.br
Milton Neves Parabéns pelo seu aniversário. O Corinthians entrou em campo pensando que o Atlético seria o Mineiro? Parabéns
Milton querido, Apesar do atraso, quero te desejar feliz aniversário, com tudo de bom que a vida tiver a te oferecer, e principalmente com Deus abençoando seu caminhar pela vida. Beijo fraterno.
Miltão, na retrospectiva da sua brilhante carreira você falou no Miltom Parron. Ele chegou, lembro, ser também Repórter Volante da TV Record nas saudosas Transmissões Esportivas com Raul Tabajara narrando. Já deve estar na casa dos oitenta anos, né? Tomara continue firme por muito tempo ainda, grande Parron. Abraços Pedro Luiz Boscato – Vila Maria Zélia (a Vila mais linda do mundo, celeiro de grandes craques e lindas gatas).-
Milton, parabens pelo aniversário,e muito obrigado pela companhia no rádio, no jornal e na televisão. Não concordo com quase nada do que voçe diz, mas não consigo ficar sem te ouvir. Adoro sua ¨canalhice¨. Que deus te proteja, e te dê vida longa. Um abraço.
Valeu amigão! Parabéns pelo sucesso!
E vamos passar mais gols do Mengão no Gol, O Grande Momento!
Abraço
Obrigado, Milton , Felicidades. toniplay, obs. vou mandar-te 10 Lembranças do AR de MUZAMBINHAO.
Muito grato, Milton. Seu Programa de domingo foi ótimo, com muito carinho demonstrado pelos ouvintes, o tornou seu conteúdo bem agradável. Mas o que me arrebentou mesmo foi sua homenagem ao Liu (e Léu), pois a música “Caminheiro” eu a ouvia com saudades de minha boa mãe, que morava em Rio Preto e partiu ao encontro de Deus em 2009. Por mim você poderia repetir aquela linda música várias vezes, pois é um registro de nossa qualidade poética e musical.
Grande abraço.
Isaar.
Que DEUS PAI, te pague, Milton Neves, continuando a abençoar e iluminar, esse seu coração, tão nobre, generoso, e admirável, que eu tanto prezo, assim como toda a sua adorada família!
Paulo
Não existe acaso: nós é desconhecemos o princípio da causalidade, notou o finado e refinado escritor argentino Jorge Luis Borges. Se levarmos a sério essa petição de princípios, consideremos o seguinte: Milton Neves, que hoje completa 61 anos, nasceu no dia da bomba atômica, um seis de agosto.
Ambas efemérides se completam , e singularmente se justificam. Afinal de contas, Milton Neves surfou todos os limites inimagináveis que um profissional pode percorrer –e sua carreira conferiu-lhe o status da bomba atômica do rádio brasileiro. Por quê? Porque Neves chegou onde ninguém chegou. O rádio, essa mídia de fundo igual e circunstâncias variáveis, viu em Milton uma estrela. Daí pra frente, Milton passou a simplesmente interpolar seus tantos talentos.
Já publicitário, já empresário, Milton não se comprazia apenas com tudo isso. Queria mais. A televisão escancarou-lhe as portas, por nele entrever, também, uma estrela da telinha. E assim se fez.
Milton trilha seu caminho sozinho, sem sinecuras ou trambiques dos que mamam nas tetas do estado, por exemplo. Prega o evangelho do “faça você mesmo”. Tamanha autoconfiança tem povoado o tempo do Milton com vitórias seriadas. Talvez por detrás disso, imaginam alguns, esteja apenas o talento. Mentira: além dele, mora ali a ousadia.
Milton se sabe, e sempre se soube, amiúde, autor de façanhas que ele nem imaginava um dia fomentar.
Que esse espírito do Milton, sempre novidadeiro, jamais lhe dê desafogo: que lhe traga ainda mais daquela angústia, das boas –a que justamente fez dele um desbravador multimídia. E que Milton, como sempre, nos traga novas conquistas.
Não lembro quando ouvi Milton Neves pela primeira vez. Lembro-me de ter algo em torno de 10 anos e ir, com meu pai e meu irmão, para a casa dos meus avós. Fissurado em rádio, meu pai não o desligava.
E Milton estava lá; recordo-me de ajudá-lo a lavar o carro (um fusca branco em excepcional estado de conservação, que nem Muzambinho deveria ter um igual) e, enquanto trabalhávamos no possante, Milton falava. E falava. E como falava! Claro, no meio havia uma ou outra propagandazinha.
E não errava. Não engasgava! Era incansável, infalível. E, de sua mesa, comandava repórteres, narradores, chamava matérias, entrevistava pessoas, lia o teletrim… Era fascinante para um garoto. Hoje, em uma dessas ironias do destino, tenho o prazer de ter um espaço virtual que leva o nome dele. Parabéns pelo seu aniversário!
Obrigado pela sua voz, pelo seu coração, pelo seu espaço, pela sua competência. Que você continue por pelo menos mais duzentos anos trabalhando no rádio, na TV, na internet, entrando em nossas casas e fazendo parte das nossas vidas. Se José Silvério é o Pai do Gol (e não restam dúvidas de que ele é), você é o Pai da Voz! O Michael Jordan dos estúdios, o Chaplin do microfone! Parabéns, Milton!
Lá nas planuras do Pampa é comum repetir-se o refrão que diz “quem é bom já nasce feito”. Neste 6 de agosto de 2012, esse cara boa gente chamado Milton Neves Filho, comunicador multimídia inato, comemora mais um aniversário cercado pelo carinho e o apreço de seus familiares e amigos mais próximos.
São 61 anos de uma vida pautada por lutas e conquistas, número este que, com os algarismos invertidos, remete o ilustre aniversariante às reminiscências daquele adolescente de 16 anos, vivendo o limiar da concretização de seu sonho na Rádio Continental de Muzambinho-MG, seu torrão natal, onde começou, meses depois, em 1968, a trajetória que o levaria ao patamar mais elevado da comunicação de massa.
Colocando no ar o que de mais ousado existe no jornalismo esportivo, Milton Neves cultiva como joias raras as glórias do esporte de todas as épocas, conseguindo, com sua verve de comunicador eclético, mobilizar as atenções de “gregos e troianos”, interagindo entre aplausos e opiniões discordantes, mas sempre com aquele espírito de desportividade que lhe é tão peculiar.
Privilegiado por integrar sua equipe de colunistas do Portal Terceiro Tempo, deixo aqui minha mensagem de reconhecimento pelo companheirismo que devota a seus colaboradores, manifestando o desejo de que continue a mercer do Criador aquela força humana, que o torna, concomitantemente, o modelo de cidadão, chefe de família e profissional da mídia que todos conhecemos.
Como curiosidade, fica o registro de que nossas histórias de vida têm em comum o fato de havermos desfrutado nossas luas de mel na mesma data (8/07/1978). Milton Neves, no Hotel Salvatti, em Foz do Iguaçu. Eu, no Alejandro I, em Corrientes, Argentina.
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